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quarta-feira, junho 16, 2010

_coisas que você não precisa saber sobre mim

ou...Too Much Information



_Necessidades Básicas:

. Eu não consigo dormir de meia, mas consigo dormir de luva.
. Não durmo antes das duas da manhã, mesmo que vá para a cama às onze. Se acontecer de eu dormir cedo, acordo as cinco e não consigo dormir mais.
. Não reclamo quando meu marido ronca. Ao contrário, uso o ritmo do ronco dele para me ninar. Começo a respirar no ritmo do ronco, vou indo...vou indo...É como contar carneirinho: tiro e queda.
. Eu bebo o tempero da salada.
. Eu fico na mesa do café da manhã me enrolando bebendo café e lendo jornal durante uma hora - já cronometrei - mas posso almoçar em cinco minutos ou nem almoçar.
. Não lembro quando foi a última vez que tomei um copo de leite. Simplesmente desmamei.
. Um quilo de açucar dura dois meses na minha casa.
. Eu não leio no banheiro
. Meu banho não dura mais que dez minutos.
. Odeio banheira.
. Eu esqueço que tenho bebida alcoólica em casa.
. Jogo Bejeweled na cama, no escuro, antes de dormir. 


_Manias idiotas

. Não tenho manias idiotas

_Superstições

. Eu acredito que o meu passado me trouxe ao presente, e me fez ser quem sou. Pensando assim, a aliança do meu primeiro casamento foi feita com ouro de presentes dados por ex-namorados. Achei justo levar essa "bagagem" para a vida adulta. Não repeti isso no terceiro - e último - casamento porque não deu sorte. Então escolhi uma aliança Cartier: aquela que são três alianças entrelaçadas...não sei por que...juro que foi sem querer.

. Não corto bolo de cima para baixo. A primeira fatia é sempre cortada de baixo para cima. Não sei se existe relação, mas a minha vida mudou para melhor desde que decidi fazer isso.

. Não me dou muito bem com deus. Não é que não acredite nele, mas acho a história dele meio furada. Nasci católica, estudei em escola católica e foi lá que aprendi a questionar a existência dele como nos é contada Mas eu rezo o Pai Nosso sempre que a coisa aperta.

. Tenho um papelzinho com o nome dos três reis magos (Baltazar, Belquior e Gaspar) em todos os carros da família, desde sempre. Uma cartomante me disse que eles protegem contra roubo. Funciona.
Adoro a minha cartomante e não venha me dizer que não acredita porque só eu sei...só eu sei...

_Mal humor

. Detesto conviver com pessoas que acordam felizes e barulhentas. Só estou casada há 18 anos porque meu marido acorda depois de mim.
. Eu brigo com o cantor quando a música fica repetindo a mesma frase quinhetas vezes: "Eu sei! Já ouvi! Cala a boca!!" Me irrita...
. Mais do mesmo: odeio rock ou jazz progressivos. Solo chama SOLO. A palavra já diz: sozinho!só você! Vai solar no seu quarto! Me irrita...
. Passo o dia feliz até alguém me perguntar o que vamos fazer para o almoço/jantar. Mania ridícula de comer toda hora!
. Odeio quando me pedem para ligar a câmera no msn/skype/whatever. Se escrevo, consigo falar com três, quatro pessoas, twitar, ver meu facebook. Já com áudio e vídeo vira exclusividade. Depois, eu não ponho o pé na rua desarrumada...agora não posso mais ficar desgrenhada na minha própria casa? E a possibilidade do videofone então? Ai, ai ai...que mané tem que ver a minha cara, onde e com quem estou, pra falar comigo? E se eu estiver no banheiro? Me economize!

Acho que era só.


(é eu sei....listinha é falta de assunto)

sexta-feira, maio 21, 2010

_não conta pra minha mãe


. Quando eu era pequena, eu tomava Clistin (anti-alérgico) escondido. Minha mãe mudava de lugar, mas eu achava e tomava. Era vermelhinho e doce...e delicioso, e eu nem ficava com sono.

. Quando eu era pequena, eu descascava fio elétrico e ligava na tomada. Depois apagava a luz e juntava os fios descascados para brincar de trovão. Queimei alguns fuzíveis várias vêzes, mas eu sabia trocar. Ninguém descobria.

. Quando eu era pequena, minha mãe tinha uma empregada que tinha medo de fantasma. Um dia eu escrevi o nome dela com álcool na pedra da cozinha, chamei a menina, coloquei fogo, apaguei a luz e me escondi. Ha! Nem precisa contar o resto.

. Quando eu era adolescente, eu liguei para a Globo dizendo que era jornalista de uma revista Paranaense, marquei uma entrevista com o Fábio Júnior (ele ainda era novinho, não tinha feito plástica e nem ficado brega) e fui pro Rio em férias com a família. Claro que eu não tinha nem como chegar na Globo. Acho que o Fábio Júnior ficou esperando...

. Quando eu era pequena, meu pai tinha um revólver calibre 38 que a minha mãe escondia super escondido, mocado, enfurnado, pra gente não ver. Eu sempre sabia onde estava, e brincava de batom com a munição

. Quando eu era pequena, minhas irmãs ganhavam serenata dos amigos que voltavam com fome das festas. Minha mãe sempre abria a porta, mandava entrar e dava um café pra eles. Eu era apaixonada por 80% deles e ficava imaginando que as serenatas eram pra mim.

. Quando eu era pequena, eu trocava cadeado do portão dos vizinhos, quando eles deixavam abertos. De manhã eles não conseguiam sair. Mas a culpa não era minha...foi o namorado da minha irmã mais velha que ensinou. (meu irmão também fazia isso, ta?)

. Quando eu era pequena, eu e o meu irmão tiramos os parafusos da cama da empregada pra ela cair quando fosse deitar. Também colocamos ovos embaixo do lençol dela. Também embrulhamos cocô de cachorro para presente e demos pra ela. Mas a culpa não foi nossa...a gente viu isso numa novela.

. Quando eu era pequena, eu fazia comidinha de verdade e forçava meu irmão a comer. Uma caixa de sapato com furos e botões de fogão desenhados, uma vela acesa, uma forma de empadinha, óleo de cozinha, batata picada...pronto: batata frita.
No cadápio sempre: batata frita, carne assada (salsicha cortada em rodelas), salada de azedinha (trevinho...mato de jardim) e bala de goma (farinha, água e açúcar). Meu irmão era o marido. Eu dizia: "Agora vai trabalhar! Agora vem almoçar! Agora come tudo! Agora vai trabalhar de novo!"

. Quando eu era pequena, minha prima era mais ágil e mais magra do que eu. Um dia ela me disse que conseguia fazer "ponte" de ginástica olímpica. Deitou no sofá de barriga pra cima e levantava o corpo, crente que era uma ginasta. Ela fazia, e fazia de novo...e eu sentada no chão na beira no sofá vendo a bunda dela subir e voltar...subir e voltar...me irritei com toda aquela agilidade, peguei a caneta bic que estava na mesa de centro, esperei ela fazer a ponte e coloquei a caneta embaixo dela, com a ponta pra cima. Bingo! Ela ainda deve ter uma pinta azul no bum-bum. (ela disse que eu nunca ia conseguir fazer ponte porque eu era gorda, ta?!)

. Quando eu era pequena, vi minha mãe coar um monte de óleo quente em vidros e deixar em cima da pia da cozinha. Ela disse que era pra deixar esfriar antes de tampar, e foi fazer as coisas dela. Naquela casa, tinha uma copa enorme anexada à cozinha (ou eu que era pequena) onde havia um sofá branco. Eu sentei ali e fiquei olhando pra ontem. De repente, meu irmão entrou, viu os vidros e perguntou: "Nossa! O que que é isso?"
Eu olhei para ele, muito angelical, e respondi: "Mel."
Ele enfiou dois dedos dentro do vidro de óleo quente e saiu gritando.
Tá...foi mal. Nem tava tão quente, não queimou de verdade. Mas foi mal. Desculpa aí, Rica.

. Quando eu era pequena eu comia erva doce do jardim, chupava "aguinha" de uma flor vermelha que tinha em qualquer cerca-viva, comia azedinha, e colocava um monte de hortelã na boca ao mesmo tempo com uma colher de sopa de açúcar e mastigava, pra fazer chicletes.

. Quando eu era pequena eu queria ser órfã. Mas eu não era mórbida. Só tinha inveja da "Princesinha"...

Revisando tudo isso (e mais o que eu não contei)...concluo: quando eu era pequena, eu era uma peste!

Bom final de semana para os pais de crianças felizes.

quarta-feira, março 24, 2010

_OH MY GOD moments

Não mente...você já pagou micos homéricos nessa vida de meu deus e, mesmo que você se recuse a admitir, a gente sabe. Acho até que a gente viu.
Há momentos em que você duvida da existência de um Deus que te protege, ou um anjo da guarda que, pelo amor de deus, se existisse deveria estar acordado! Ele é pago pra isso: pra evitar que você passe por um momento lastimável que, pós-terceiro milênio, pode ter proporções estratosféricas com o advento da câmera-digital-na-mão-de-qualquer-imbecil.
(As lojas deviam ter psicólogos elaborando testes de imbecilidade em possíveis compradores de celular com câmera, ou mini-câmeras digitais baratinhas e discretas)
Anyway...alguns desses meus momentos eu tenho vergonha de lembrar. Talvez ninguém lembre, mas eu não consigo esquecer.
A eles.

1
. Quando: aos 8 anos
. Onde: na casa da minha tia torta, que tinha uma piscina com apenas 30 cm de água.
. Testemunhas: minha prima e o sobrinho da tia torta - por quem eu era apaixonada
. Fato: Estávamos vestidos com roupas normais, conversando em pé dentro da psicina., água na canela.
Minha prima era magrinha e delicadinha, por consequência, tinha o poder de brincar com os meninos fazendo as mesmas coisas que eles. Ela também tinha vários irmãos mais velhos, o que fazia dela um tanto mais esperta do que eu em quase todos os assuntos - menos em se sentir sem sal e sem atrativos...porque eu era expert nisso.
Sabe deus qual era o assunto, quando eu resolvi fazer uma super demonstração de balet. Fiz todos olharem para mim e soltei uma frase que ainda lembro:
- Olha! olha! Aquelas mulheres assim ó!
Fiz uma pirueta e arrematei com uma grande e fantástica elevação de perna.
Adivinha? Escorreguei na piscina, caí de bunda e bati a cabeça. Quando abri os olhos, minha prima e o garoto que eu gostava estavam se matando de rir da minha cara.

2
. Quando: No mesmo dia
. Onde: no mesmo lugar
. Testemunhas: as mesmas
Depois das risadinhas, eu estava arrasada. A conversa mudou. Os dois, super espertos sabedores de todos os assuntos que eu não fazia a menor idéia, falavam coisas que pareciam grego e davam risadinhas que despertavam os meus instintos assassinos e suicidas ao mesmo tempo.
Quando de repente os dois me cercam no canto da psicina (eu com a roupa molhada, humilhada, arrasada) e ela pergunta de sopetão:
- Você é virgem? É sim, eu sei que é. Hahaahha! (risada malvadona)
Eu entrei em pânico, olhei nos olhos dele procurando por abrigo...mas não encontrei nada além do mesmo olhar acusador dela. Pânico! Pânico! Que diabo é isso? Virgem? Socorro, alguém me chama pra almoçar! E respondi:
- Claro que não, sua burra!

Oh deus...ainda quando lembro disso meu estômago vira. Juro. Se eu não tinha perdido o menino porque era desajeitada e tonga, perdi por que não era virgem, ou porque era bobinha demais pra saber que era. Oh my god moment.

3
. Quando: Algum momento entre 1986 e 1989
. Onde: No restaurante da minha amiga Joana
. Testemunhas: Meio mercado publicitário
Alguém teve a idéia de fazer uma festa brega. O restaurante seria fechado para nós. Por uma necessidade que eu não entendo, tínhamos que vestir a coisa mais brega já vista e comparecer ao restaurante da Joana na hora marcada para rirmos uns da cara dos outros. Oba!

. Figurino: colant verde água de lycra brilhante, com ziper na frente. Meias combinando, da mesma lycra e mesma cor. Jaqueta de couro preta, curta na altura do busto. Muitas echarpes indianas de todas as cores, penduradas no pescoço. Sandália dourada de plataforma, estilo Carmen Miranda (que hoje seria chiquérrima). Peruca castanha canecalon (?) até a cintura. Chapéu de palha com arranjo de flores. Sombra roxa. Batom rosa pink. Isso sou eu.
. Fato: Fiz uma entrada espetacular! Todo o restaurante olhou para a porta quando eu entrei. Mas o restaurante estava funcionando normalmente.
. A parte boa: ninguém me reconheceu...rolou até um concurso para ver quem seria o primeiro a dizer quem eu era. De qualquer forma...Oh my god moment.


4
. Quando: 2007
. Onde: Coliseo, Roma.
. Testemunhas: minha filha e a torcida do Flamengo
. Fato: Andava eu deslumbrada pelas ruínas do Coliseo, admirando a grandeza e tentando sentir a energia histórica do lugar. O dia estava lindo e o vento quente de verão soprava forte, aliviando um pouco o ardor do sol tórrido na pele.
Eis que de repente, sinto um tapa na nuca. Me assustei, olhei para trás, não havia nada.
Mais três passos e outro tapa na nuca. Foi aí que me dei conta de que, quem estava batendo sem parar na minha nuca era a barra do meu vestido.
AH! Me tira daqui!
Eu estava há muito tempo aproveitando o ventinho gostoso nas pernas...e etc...sem perceber que estava dando um espetáculo pornô em pleno Coliseo. Sim sim...vestido na nuca. Você consegue imaginar. Tinha um monte de turista? Claro! era o Coliseo!
Logo atrás de mim, duas meninas se matavam de rir...os outro eu não sei, porque mergulhei na minha auto-defesa-instantânea - leia-se fingi que estava sozinha no deserto - e continuei apreciando a paisagem. Master oh my god moment.

Essa é a minha vida. Tem muito mais...mas eu conto mais tarde.
Bom dia flor do dia.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

_improvável

Me interna se um dia você me encontrar numa das situações abaixo:

. saltando de asa delta
. na fila da montanha russa
. numa roda de samba
. vestida para o carnaval (se não for um biquini ou um pijama)
. desfilando na avenida
. num show da Ana Carolina
. me deliciando com um bife de fígado acebolado
. fazendo trilha, escalada, rapel e outros esportes radicais que necessitem de uma carteirinha da FUNAI com carimbo recente
. acampando
. no cinema vendo filme da Xuxa
. viajando com excursão
. Fazendo um cruzeiro desses que estão na moda agora, que nunca tem lugar na piscina, a comida é meia boca e a música é péssima. (sete dias trancada num navio sem poder fugir? socorro!)
. Indo para qualquer lugar que tenha G.O., palestra de auto-ajuda, atividades interativas, e essas coisas para gente solitária.
. num jogo de futebol

Tenho dito.