<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666</id><updated>2012-02-09T19:30:58.560-02:00</updated><category term='sexo'/><category term='amigosamados'/><category term='decepção'/><category term='Buenos Aires'/><category term='roubo'/><category term='esquizofrenia'/><category term='Lívia'/><category term='música'/><category term='telefônica'/><category term='botox'/><category term='George'/><category term='coisasdavida'/><category term='volei'/><category term='olhos negros'/><category term='terapia'/><category term='ai ai'/><category term='\o/'/><category term='my household'/><category term='fofoqueira'/><category term='amor impossível'/><category term='gorda'/><category term='Ella Spotlessmind'/><category term='filme'/><category term='me tira daqui chuva'/><category term='familia'/><category term='halloween'/><category term='escrever'/><category term='poesia'/><category term='casa do lago'/><category term='papa anjo'/><category term='segredo'/><category term='doidadesvairada'/><category term='empregada safada'/><category term='I rock'/><category term='vergonha alheia'/><category term='marido'/><category term='photography'/><category term='me tira daqui'/><category term='fimdomundo'/><category term='ai meu saquinho'/><category term='listinha tosca'/><category term='envelhecer'/><category term='saudade'/><category term='Amor'/><category term='alien'/><category term='picaretagem'/><category term='Romance'/><category term='my house'/><category term='postsecret'/><category term='trouxa'/><category term='egotrip'/><category term='blablabla'/><category term='amordemãe'/><category term='guitarra'/><category term='Três'/><category term='gente'/><category term='heath Ledger'/><category term='getnasty'/><category term='candy'/><category term='Assim que eu sei amar'/><category term='Patagônia'/><category term='jack and monica'/><title type='text'>Caixa Preta</title><subtitle type='html'>segredos e mentiras</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>363</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-5000531475745928682</id><published>2012-01-18T11:18:00.000-02:00</published><updated>2012-01-18T11:18:38.713-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uKim-AKift0/TxbGfjuSZkI/AAAAAAAAAM8/y5IgvSyQHgY/s1600/Screen+Shot+2012-01-18+at+11.16.49+AM.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="316" src="http://2.bp.blogspot.com/-uKim-AKift0/TxbGfjuSZkI/AAAAAAAAAM8/y5IgvSyQHgY/s640/Screen+Shot+2012-01-18+at+11.16.49+AM.png" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-5000531475745928682?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=5000531475745928682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/5000531475745928682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/5000531475745928682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2012/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-uKim-AKift0/TxbGfjuSZkI/AAAAAAAAAM8/y5IgvSyQHgY/s72-c/Screen+Shot+2012-01-18+at+11.16.49+AM.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-5407613506402927204</id><published>2012-01-10T17:16:00.003-02:00</published><updated>2012-01-10T17:24:30.838-02:00</updated><title type='text'>_as gavetas do caixão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente vive num tempo voltado para o dinheiro. Dinheiro este voltado para o conforto - ou essa é a desculpa. Cientistas descobrem maneiras de vivermos mais e melhor. Inventores resolvem problemas básicos como encurtar distâncias, minimizar esforço, diminuir stress. A tecnologia caminha a passos largos para que nossos passos possam ser cada vez menores e mais leves. Menos esforço = mais conforto, como se nossa espécie estivesse cansada já ao nascer. Além do dinheiro comprar conforto - e celulares cada vez mais legais - também compra saúde, ou maneiras de fazê-la perdurar. Às vezes compra relações, mas não há garantia extendida para isso. O dinheiro compra. Fato. Mas e daí? "Caixão não tem gaveta", diria minha avó.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas se caixão tivesse gaveta, o que iria dentro dela? Não cabem seus feitos, mas cabem seus sonhos. Não cabem suas conquistas, mas cabem seus amores. Não cabem seus milhões, mas cabe o que você viu neste mundão de meu deus. Não cabem as pessoas...nem a lembrança delas, nem nada. Tudo mentira. Eu sou o tipo de pessoa que para para pensar no que cabe nesta gaveta, acredite. E depois de pensar muito, concluí que é inútil perder o tempo do carpinteiro com a execução de um caixão/cômoda/armarinho, porque no final você não leva nada desta vida. Você DEIXA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vamos nem discutir a existência da vida eterna - teoricamente você tem a eternidade para esta discussão -, não vamos nem querer saber se existe um deus lá em cima anotando os seus pecados, não vamos avaliar se o juiz do juízo final usa toga ou peruca branca ou se o fórum vai estar em recesso quando/se você chegar lá, o fato é que a vida que você leva aqui é a vida que você deixa aqui. Não! Você não deixa filhos, mulher, parentes, obras...você deixa a sua história. Quer julgamento pior do que deixar a história aí para todo mundo ver, e não estar presente para se defender? Ah-ha! agora você entende o "julgamento final"? Você a sete palmos do chão, mãos cruzadas sobre o peito, aquelas flores já murchando e o povo aqui fora analisando os seus feitos e defeitos? E você com medo de Deus...ai ai ai que equívoco!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os seus segredos mais bem guardados virão à tona. Seus amores platônicos serão revelados. &lt;strike&gt;Sua segunda familia aparecerá no velório.&lt;/strike&gt; Suas caixas de lembranças serão abertas, seus bilhetes serão lidos, suas mazelas serão descobertas...e você lá, impotente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí as pessoas acham que precisam andar direito para que sejam salvas. Salve-se! É você quem salva a sua reputação deixando as pessoas cheias de coisas boas para lembrar sobre você. Se não for capaz destas "coisas boas", seja engraçado, seja diferente, seja inteligente, mas por favor faça alguma coisa para que a sua vida dure mais do que os anos de vida que você teve. Ser esquecido, este sim, talvez seja o inferno. A eternidade pode ser a lágrima que escorre pelo rosto de alguém ao falar de você, o sorriso de admiração ao conhecer uma história sua, um traço de gratidão no olhar de alguém que você ajudou... A vida eterna talvez more nesta lembrança pairada no ar, fazendo seu nome viver por mais tempo, nas histórias contadas nos almoços de domingo, ou nas páginas de um livro de memórias...de alguém outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez a salvação - se é que alguém precisa ser salvo - seja só a certeza de uma vida bem vivida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-5407613506402927204?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=5407613506402927204&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/5407613506402927204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/5407613506402927204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2012/01/as-gavetas-do-caixao.html' title='_as gavetas do caixão'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-4855531784517659209</id><published>2011-11-10T19:05:00.000-02:00</published><updated>2011-11-10T19:05:37.801-02:00</updated><title type='text'>_...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oi pai,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já é Novembro. O Natal vai chegando perto e a gente vai tentando dar um jeito de esconder a sua ausência. Imaginando a bagunça, as chegadas, a comida, e pensando o que você gostaria de comer, o que diria para o último a chegar, a que horas declararia abertos os trabalhos e abriria a primeira garrafa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu fico tentando fugir destes encontros com você, como se fosse possível. É pensar em Natal e eu já escuto a mãe brigando porque você está roubando fatias de peru e bagunçando o prato que ela arrumou. Aí eu já quero abrir um pacote gigante de pepino na salmora do mercado municipal, e comer com você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembra do terreno que a gente comprou? Você falou tanto que a gente tinha que morar num lugar nosso. Então...a casa está pronta e a gente já se mudou. É tão linda, pai... qualquer janela que você abra dá para a mata. Os sons são os mais incríveis: grilo, passarinho, sapo (é...claro que tem sapo. Você sabe que eu não vivo sem sapos), um tucano que nos acorda de manhã, e o jardim é incrível. Plantei dois pés de romã pra não esquecer o que você me ensinou: &lt;i&gt;"a fruta não precisa apodrecer por causa de uma semente estragada - como a romã."&lt;/i&gt; E plantei pitanga, jaboticaba, lichia, limão, tangerina, um monte de lavanda. Na frente da casa, resedás e cerejeiras, para encher tudo de flor. E a cada árvore que foi plantada eu pensei na sua aprovação. Todos os dias, quando eu abro a porta da varanda com um céu imenso e a mata, e sinto o cheiro da lavanda, não consigo evitar de pensar como você gostaria deste lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-InGpcUS5ObM/Trw6AcURU1I/AAAAAAAAAMM/HfwKKxY86FA/s1600/pai+baixa.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-InGpcUS5ObM/Trw6AcURU1I/AAAAAAAAAMM/HfwKKxY86FA/s320/pai+baixa.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;É o terceiro Natal sem você. Saudade três vezes maior. Não passa, sabe? Desde que você foi embora eu não fiz muita coisa. É, eu sei, eu construí uma casa e plantei uma dúzia de árvores, mas eu não terminei o meu livro. Não consegui mais escrever. Republiquei textos, escrevi uma bobagem ou outra, mas escrever, escrever MESMO, não. O livro ficou encostado, como se tudo o que eu tinha a dizer tivesse esvaziado. Eu também não quis mais fazer ginástica, nem regime. Eu sei o que você diria disso. "Vai pra terapia, Mercedes. Você precisa superar." Hm...não sei. Até porque no fundo eu sei que usei você como desculpa para esvaziar. Andar tão cheia cansa um pouco (mentira!). Eu acho que apesar de todos os altos e baixos, minha vida foi sempre tão cor-de-rosa - ou eu tão irresposável -, que antes era mais fácil fantasiar e escrever. Depois que você foi embora, ficou tudo tão mais duro e real...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei...preciso resolver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas fora esse pequeno desvio, estamos todos bem. A vida - apesar de mais real - está boa, todo mundo feliz, e não deixei de cumprir as promessas que fiz pra você. Todas elas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então Pai...o Natal vai ser aqui em casa. As duas familias inteiras e juntas. A Dona Marilia, matriarca absoluta, fazendo fios de ovos, os meninos na piscina, as meninas fazendo barulho, todo mundo falando ao mesmo tempo, os acessos de riso de hábito, as histórias engraçadas da infância das quais você faz parte. E a gente vai chorar, claro, a gente chora só de se olhar. Isso nunca mudou. Aí eu fico pensando se não vai faltar o seu sorriso. Mas não vai não Pai, porque na verdade ele sempre está lá quando a gente se reúne. É a sua obra. Porque se tem uma obra que você deixou na vida, foi este amor que a gente sente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era isso, Pai. Acho que eu precisava chorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;eu sei que este texto vai afetar demais algumas pessoas. Me desculpem, mas fazia muito tempo que eu precisava fazer isso.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Só não me telefonem pra falar disso, ta? por favor...porque eu vou chorar no telefone e ninguém vai entender nada do que eu falo. Sorry.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-4855531784517659209?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=4855531784517659209&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4855531784517659209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4855531784517659209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/11/blog-post.html' title='_...'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-InGpcUS5ObM/Trw6AcURU1I/AAAAAAAAAMM/HfwKKxY86FA/s72-c/pai+baixa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-5980136310956094214</id><published>2011-10-03T20:26:00.007-03:00</published><updated>2011-10-03T20:40:22.200-03:00</updated><title type='text'>_como assim?</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;style&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:"Courier New"; panose-1:2 7 3 9 2 2 5 2 4 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}@font-face {font-family:Wingdings; panose-1:5 2 1 2 1 8 4 8 7 8; mso-font-charset:2; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:0 0 65536 0 -2147483648 0;}@font-face {font-family:Cambria; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:Cambria; mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-ansi-language:PT-BR;}p.MsoListParagraph, li.MsoListParagraph, div.MsoListParagraph {margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:0cm; margin-left:36.0pt; margin-bottom:.0001pt; mso-add-space:auto; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:Cambria; mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-ansi-language:PT-BR;}p.MsoListParagraphCxSpFirst, li.MsoListParagraphCxSpFirst, div.MsoListParagraphCxSpFirst {mso-style-type:export-only; margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:0cm; margin-left:36.0pt; margin-bottom:.0001pt; mso-add-space:auto; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:Cambria; mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-ansi-language:PT-BR;}p.MsoListParagraphCxSpMiddle, li.MsoListParagraphCxSpMiddle, div.MsoListParagraphCxSpMiddle {mso-style-type:export-only; margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:0cm; margin-left:36.0pt; margin-bottom:.0001pt; mso-add-space:auto; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:Cambria; mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-ansi-language:PT-BR;}p.MsoListParagraphCxSpLast, li.MsoListParagraphCxSpLast, div.MsoListParagraphCxSpLast {mso-style-type:export-only; margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:0cm; margin-left:36.0pt; margin-bottom:.0001pt; mso-add-space:auto; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:Cambria; mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-ansi-language:PT-BR;}@page Section1 {size:595.0pt 842.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;} /* List Definitions */@list l0 {mso-list-id:502160669; mso-list-type:hybrid; mso-list-template-ids:1002627926 1436326598 67698691 67698693 67698689 67698691 67698693 67698689 67698691 67698693;}@list l0:level1 {mso-level-start-at:0; mso-level-number-format:bullet; mso-level-text:-; mso-level-tab-stop:none; mso-level-number-position:left; text-indent:-18.0pt; font-family:Cambria; mso-fareast-font-family:Cambria; mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}ol {margin-bottom:0cm;}ul {margin-bottom:0cm;}--&gt;&lt;/style&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Você entrou no elevador, apertou o 15º andar, e quando a porta abriu, ainda estava no térreo. Estranho...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Você aperta o 15 novamente e nada. Então você sai do elevador sem entender e se depara com pessoas vestidas de forma estranha. Não, não é só a roupa...a roupa é um pouco diferente sim, mas os cabelos: mulheres de cabelo liso...todas elas. Homens de calças rasgadas, camisetas manchadas...muita camiseta. Nunca se viu tanta camiseta...tênis. Os homens usam tênis. Como assim? Todo mundo tem um fio branco saindo de cada orelha e anda olhando para uma plaquinha retangular... Que diabo é isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Aí você descobre que está em 2011. Você entrou no elevador em 1960 e poucos, e saiu no século XXI. Wow! As coisas devem ter melhorado por aqui...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Empolgado, você tira do bolso um cigarro e acende. Sabe-se lá porque, várias pessoas olham feio para você, uma menina de uns 16 anos cutuca a amiga te olhando como se você estivesse sujo ou pelado...Coisa estranha! Um segurança se aproxima:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;-&lt;span style="-moz-font-feature-settings: normal; -moz-font-language-override: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Senhor, o senhor não pode fumar aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;-&lt;span style="-moz-font-feature-settings: normal; -moz-font-language-override: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Como assim eu não posso fumar aqui? Este lugar é público. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;-&lt;span style="-moz-font-feature-settings: normal; -moz-font-language-override: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Sim, por isso mesmo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Dá para entender uma coisa dessas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Andando mais um pouco, você descobre que uma mulher é presidente do país, e lá nos Estados Unidos, elegeram um negro. Kadafi está foragido. A Russia não é mais Comunista. A China fabrica carro, telefone, computador, tênis, roupa, ferramenta, satélite, e exporta para o mundo todo. Bagdá é um lugar em ruínas e as mil e uma noites agora são noites de medo e escuridão.&amp;nbsp; Existem muito mais aviões. Existe uma coisa que liga todas as pessoas do mundo em computadores (computadores são pequenos e pessoais, todo mundo tem!) e telefones, e as pessoas se falam o dia inteiro, até quando estão no banheiro. Comentam até o que estão comendo e ninguém passa um dia sem saber tudo o que acontece no mundo inteiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Você resolve então correr para uma biblioteca para pesquisar os últimos 50 anos e descobre que 1. Não é tão fácil achar uma biblioteca. 2. O Brasileiro é tão facilmente manipulável que não lembra em nada o povo da sua época. Descobre que houve uma ditadura militar durante 30 dos 50 anos que passaram e aí começa a entender o que pode ter aniquilado o cérebro dos seus compatriotas. Fiscal do Sarney? Meu Deus! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Mas ainda há esperança, então você quer saber mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Você continua andando e falando com as pessoas para descobrir o que mais mudou, fora o fato de os fumantes terem se tornado pessoas menos inteligentes e mais perigosas, de uma hora para a outra – embora a bebida continue liberada e sinônimo de alegria/futebol/samba/mulherada/juventude.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Aí você descobre que o governo conseguiu convencer a população a se desarmar. Ok...até aí é legal, afinal arma de fogo nunca foi uma coisa muito boa, embora seja um direito do cidadão proteger sua propriedade e sua familia contra ladrões e invasores e tal...mas já que a população toda foi desarmada, está mais do que justo, certo? A gente aprende a lutar alguma coisa pra poder sair na porrada com algum ladrãozinho de galinha que tente invadir ou roubar a carteira.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Hein? Os ladrões sequestram e matam e não foram desarmados? Como assim? A população é proibida de ter armas mas os bandidos continuam armados? Não entendi. Eles cresceram em número? O que? E ensinam na TV que não se deve reagir caso um ladrão invada sua propriedade ou o ameace de alguma forma? O que é isso? Alguma brincadeira?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;A única explicação para isso é que alguém do governo é sócio de algum chefe da máfia brazuca ou qualquer coisa assim, porque não existe nenhuma lógica em desarmar o cidadão e ensiná-lo a ser passivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Mas calma...entendi: o cidadão não precisa reagir, porque a polícia está sempre alerta e por perto, certo? Se um bandido tentar alguma coisa contra alguém, a polícia imediatamtente toma providências e o malfeitor vai para a cadeia. Ah sim...agora faz sentido! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Não é assim? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Meu deus...isso é o fim do mundo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;O que? Como assim ano que vem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Mais do que rápido, você volta para o elevador, aperta o térreo e reza para voltar para o seu tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Ufa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-5980136310956094214?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=5980136310956094214&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/5980136310956094214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/5980136310956094214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/10/como-assim.html' title='_como assim?'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-4396729655627362628</id><published>2011-09-23T21:01:00.004-03:00</published><updated>2011-09-23T23:28:51.110-03:00</updated><title type='text'>_5.0</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Dizem que quem nasce nos domingos de sol é vaidoso, alegre, barulhento. Não sei se é verdade. Sei que sou vaidosa sim, que passei 90% desses 50 anos sorrindo e que já fui bem mais barulhenta do que sou hoje. Ultimamente gosto de ficar quieta e às vezes nem estou a fim de conversa. Mas há um barulho intenso dentro de mim, 24 horas por dia, sete dias por semana, desde&amp;nbsp; sempre. E sol.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Em outros 90% dessa minha vida estive triste. Não triste triste. Triste...triste. Só lá no fundo, numa outra vida imaginária que quase ninguém conhece. Espera...NINGUÉM conhece!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;É lá que eu vou buscar poesia quando preciso, porque não é possível escrever feliz. Não pra mim. Existem coisas que escrevo que são de uma tristeza mais profunda do que a profundidade em si, mas nem é verdade, embora seja. Dá pra entender? Provavelmente não. Mas se eu não convivesse com essa dor que não existe, jamais escreveria uma linha. Nem as obscuras nem as felizes. Então não me dê remédio, não me trate, não me mande para a terapia, porque não existe remédio melhor do que ler o que sai de mim, mesmo que eu jogue fora depois. É o meu falar sozinha, é o meu falar com deus.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;É, eu sei...de perto ninguém é normal. Não eu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;75% dos meus dias foram de paixão arrasadora. Ou mais: mais que 75, mais que arrasadora. Me apaixonei pelos outros, por mim, pelas coisas, fui obsessiva, fui maluca, fui inconsequente, assustadora. Fiz coisas talvez codenáveis, se é que é possível condenar o amor em qualquer de suas formas. Se for, sou culpada, aceito, confesso sem a menor vergonha na cara, porque é assim que eu sou 100% do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;32% dos dias de sol eu sorri. 99,9% dos de primavera eu sonhei acordada. 87,2% dos dias de chuva eu chorei. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;É quando a tristeza me toma de assalto que minha vida imaginária acontece, e ah! não me faça rir porque eu não quero! Me deixa sofrer por nada. Me deixa descabelar as madeixas e me jogar na cama só hoje...só pra cozinhar essa tristeza boa, porque a vida é chata sem ela, porque ser feliz pode virar rotina e toda rotina torna-se um nada. É preciso enxergar a felicidade, então deixa chover em mim...deixa eu chover no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas a dor em mim dura pouco...eu canso. Passou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;40% dos meus dias eu trabalhei. Meu nome foi trabalho durante quase toda uma vida, até meu nome se tornar família, não por vontade própria, mas por pura birra. Sim...as pessoas que nascem nos domingos de sol são teimosas, odeiam ser contrariadas e conseguem ressurgir das cinzas só pra contrariar de volta. Eu trabalhei 15 horas por dia dos 18 aos 40, - e menos um pouco desde os 13 - porque precisava, porque queria e parei&amp;nbsp; só pra não dar o braço a torcer. Long story... Mas aí que recomeçar é o que eu sei fazer melhor, em qualquer território. Então por que não? Funcionou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;65% da minha vida profissional foi criar. Criar pelos outros, criar os outros, arrumar a criação dos outros, criar um mercado, criar diretores, criar laços, criar problema (oops)...criar. Criei condições de trabalho onde não existia. Criei pupilos e ensinei até quando não sabia que estava ensinando. E eles cresceram. Cada um deles era um mini-príncipe encantado ou uma princesinha perdida e todos viraram reis e rainhas enquanto eu, rainha mãe, os via crescer orgulhosa. Também criei meus filhos e meu marido&amp;nbsp; - ele mesmo criado por mim em várias áreas da vida, agora está me criando - e meio que terminei de criar meus pais e meus sogros. Agora sigo criando formas de recriar a minha própria vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;73% desses anos eu questionei a existência de deus na forma que conhecemos. Questionei a Bíblia, o Torah, todas as versões e traduções dos textos sagrados, fiquei de mau com a igreja e com a humanidade, mas rezei. Aprendi a rezar do meu jeito pra um deus que eu entendi e pra Santa Rita,&amp;nbsp; Maria Padilha, Iansã e para as forças que aprendi a dominar dentro de mim. Aprendi que o bem e o mau são a mesma mão e a minha é parte disso, como a sua, não importa de que lado você ache que está. Já soube ler tarot, já aprendi kabalah, já dominei os cristais, já purifiquei coisas e pessoas que precisavam, e já esqueci como fazer tudo isso. Já salvei casamentos e aliviei angústias. Fui chamada de bruxa mais vezes do que gostaria, mas a verdade é bem mais simples: aprendi que as palavras têm força. Aí evitei as que não gosto, procurei outras - novas - para proteger os meus de um mundo que pode ser cruel, quando me distraio. Aprendi a confiar no destino e a modificá-lo dentro das minhas limitações - que são muitas quando me sinto fraca, e nenhuma quando estou feliz -. E respeitei a lei do retorno. Aprendi que é aqui e agora que nasce e cresce o que a gente planta. E durante 80% do meu tempo, planto coisas que você nem vê...mas elas crescem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;94% dos dias, fui grata. Grata pelas minhas escolhas, grata pelas minhas pessoas, grata até pelos meus erros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Entendi que não tem como dar errado quando você faz as coisas por intuição. Segui as reviravoltas do meu estômago, derrubei meus castelos e construi outros, milhares de vezes, porque achava que daria certo e, mesmo não dando, deu...ou eu que sou iludida. Mas fui feliz. Funciona assim: se fui feliz deu certo. End of story.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não aprendi matemática (talvez você note, pelos percentuais aí em cima) mas entendi a vida. É que quantidade, assim como tempo e espaço, é uma coisa relativa e mutável – na minha matemática.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Que tipo de vida besta soma só 100%?&amp;nbsp; Tão lógica...tão banal... não serve pra mim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O exagero, este sim, guarda a totalidade das coisas que eu sinto. Só ele pode definir a minha vida: um exagero de vida, um transbordar de tudo. Esse sem número de acontecimentos que até eu duvido...um eterno “despencar na cabeça” de vida. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;É assim que é: 50 anos de vida despencando na cabeça e transbordando em milhares de histórias indescritíveis, quase todos os dias, em todos os planos da vida: no real e no imaginário. Ou eu, que sou irresponsável, entendo assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Em resumo...schlevers por cento da minha vida eu fui feliz, mesmo quando não fui. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tem sido bom demais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E faz sol.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Amanhã, 24 de Setembro de 2011, eu faço 50 anos. And inside, I'm dancing.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-4396729655627362628?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=4396729655627362628&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4396729655627362628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4396729655627362628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/09/50.html' title='_5.0'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-6754380573019176323</id><published>2011-07-12T21:19:00.001-03:00</published><updated>2011-07-12T21:22:04.615-03:00</updated><title type='text'>_socorro!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pjya8i5okos/ThzkMlAw1JI/AAAAAAAAALk/hs8jiDhgnL0/s1600/godzila.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="298" src="http://4.bp.blogspot.com/-pjya8i5okos/ThzkMlAw1JI/AAAAAAAAALk/hs8jiDhgnL0/s400/godzila.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;foto: a chegada do godzilla&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;(Sobre como me tornei um monstrengo) &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca vi nada tão feio na vida! Juro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há alguns dias, minha filha me disse que eu tenho andado muito desarrumada:"você nunca foi assim, Mãe..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade. A carinha dela dizendo isso me deixou mexida. Quer dizer...me deixou envergonhada. Mas não tem jeito, gente, sério. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu me mudei. Mas assim, não foi uma mudança igual às quase 30 que eu fiz no decorrer da vida. Eu me mudei pra minha própria casa, o que é lindo, mas com cheiro e restos da obra, o que não é nada lindo. Teve toda aquela ilusão de que a gente só se mudaria com tudo pronto e cheirosinho, mas como todas as outras ilusões da vida, era mentira. Cá estamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes da mudança, tive um ataque de desapego e me livrei de 50% das minhas roupas. Outra ilusão. "Nunca mais vou querer isso", pensei, como se mudar de casa mudasse o gosto ou a quantidade de roupas que alguém usa. E o que sobrou? As roupas de gorda, claro: blusas largas e leggins e casacos desmilinguidos. Aff. Mas isso não é tudo. O homem é fruto do meio, certo? Então...pensa no meu meio: pedreiros, pintores, encanadores, faxineiras, jardineiros. Gente linda! Só gente linda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado disso é que eu estou um horror. Não, não assim como você pensou. Nem você, que me conhece e sabe dos meus exageros. Não! Pior. Muito pior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz quase três semanas que estou aqui e ainda não tem espelho no meu banheiro. Tem no closet, mas não no banheiro. Agora me conta, quando você realmente se olha no espelho? Sim, quando lava o rosto, escova os dentes, seca o cabelo. Cabelo? Não vamos falar de cabelo. Todos os meus antepassados estão gritando! A parte frontal da minha cabeça é a filial da África. Tudo num laranja "eu-pinto-meu-cabelo-em-casa-com-a-tinta-errada"...uma lindura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E meus dias têm sido super agradáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordo as 7:30 com a portaria me ligando para anunciar a chegada do Tonho pedreiro. Bom dia!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos próximos 30 minutos posso cochilar um poquinho, mas bem pouquinho, porque chega o Francisco - o paisagista peão - com um exército de jardineiros feios vestidos de verde, com nomes como Gileno, Gildásio, e uns doze Franciscos. O Francisco chefe é um amor, delicadíssimo, atencioso a ponto de te fazer pensar que o mundo é lindo, mas tem um megafone na garganta e fala com o exército verde debaixo da minha janela. Bom dia! (A propósito, o jardim está lindo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois começam os sons internos. Os pintores invadem a casa, e conversam. Um deles canta. As vozes se misturam aos sons de fora: o radinho de pilha do gileno, o pedreiro levantando o muro, outro colocando a tela dos fundos, o eletricista e o assitente conversando mais alto do que a furadeira , os marceneiros montando a estante da sala, e o diabo em pessoa rindo da minha cara em algum lugar do inferno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembra daquela mulher que levantava com o famigerado roupão pink, sentava para tomar uma dúzia de xícaras de café lendo o jornal? Esquece. Morreu. Agora ela levanta, toma banho, veste uma coisa (sim, uma coisa), prende o cabelo e a áfrica inteira para trás e vai tomar café no banquinho da cozinha (preta e linda), porque não dá pra levantar de pijama, nem tomar café na sala com 3 pintores olhando e mais um monte de neguinho passando. Ah! Mencionei que os móveis da sala estão cobertos com plástico e tem papelão no chão por tudo? Não...detalhe sem importância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poeira...poeira na alma, nas narinas, em tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje istalaram um espelho de aumento no meu banheiro (o grande não chegou&amp;nbsp; ainda e não me pergunte porque) e eu fui testá-lo. Ele tem luz sabe? E aumenta. E eu me deparei com uma ogra descabelada com a sobrancelha ídem. Céus...alguém me roubou de mim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas voltemos à rotina do dia: durante as horas em que o sol está brilhando, escuto meu nome sendo chamado em várias línguas: baianês, alagoês, caipirês, para resolver coisas never dantes imagináveis e atender pessoas tipo o instalador da bomba, o caminhão da caçamba, o vendedor de caixa de correio, o moço dos vidros, o do corrimão, o da pedra, o entregador de andaime. Recebo notícias do tipo: tá escorrendo água pela luminária do corredor porque a marcenaria furou o cano quando foi instalar o não sei o que do banheiro. Ha! Isso enquanto o eletricista liga e desliga coisas para testar a caixa de luz e faz meu computador enlouquecer. E tem as contas. E tem o telefone que não para. E tem a poeira. E tem a lama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí o sol se põe maravilhoso num céu incrível que aqui em cima - sorry - é muito mais incrível do que o céu mais incrível que você pode ver aí embaixo, e o silêncio começa a predominar. Escuto uma última porta bater e um último "até amanhã, Dona Mercedes"...e a casa parece ser minha, finalmente. Só que já é hora de pensar no jantar, depois conversar um pouco e descobrir que o sofá está branco de poeira&amp;nbsp; e o vidro do corredor tem uma fresta que precisa ser siliconada, e que a água do banho não está tão quente quanto o tio do aquecedor prometeu, e que é hora de dormir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim acaba o dia, para amanhã às sete e meia o telefone tocar, e o pastor evangélico começar a berrar no rádio de pilha do Gileno, e o Francisco e seu megafone...Aí eu não tenho mais roupa ou tempo de ir comprar. E meu cabelo continua amarelo-ôvo-socorro. E minhas unhas estão um horror. E não me convide para sair porque eu não posso aparecer em público. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era isso. Eu precisava dividir toda essa baderna com alguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora vou voltar pra caverna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-6754380573019176323?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=6754380573019176323&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6754380573019176323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6754380573019176323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/07/socorro.html' title='_socorro!'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-pjya8i5okos/ThzkMlAw1JI/AAAAAAAAALk/hs8jiDhgnL0/s72-c/godzila.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-665194837238867902</id><published>2011-07-08T11:36:00.001-03:00</published><updated>2011-10-03T20:51:25.991-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='telefônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='my household'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='picaretagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubo'/><title type='text'>_sinal de fumaça</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:Cambria; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:Cambria; mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-ansi-language:PT-BR;}@page Section1 {size:595.0pt 842.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Então minha casa ficou pronta. Armários em produção, jardim sendo feito, últimos ajustes de engenharia, arquitetura e outras coisas misteriosas que eu nunca vou entender. Tudo sexo dos anjos... guarda-corpo assim ou assado? aqui ou ali? Prefere resina ou cimento queimado? A porta abre pra dentro ou pra fora? A bancada um centímetro pra cima? A torneira na pedra ou no inox? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sabe aquelas mulheres super chiques, que usam camisa branca e nunca estão amassadas? Sabe aqueles cabelos que, se soltam um único fio, parece que foi planejado? Sabe essa gente de calça preta, bota impecável e maquiagem que nunca borra, que escolhe peças de decoração e parece saber, desde o nascimento, o que quer onde e como? Pois então... essa não sou eu. Meu cabelo despenteia num grau assustador, minha roupa suja de poeira, minhas botas ficam boas pro lixo. Sou um escraxo. Com x ou ch? Sexo dos anjos... não importa. Fato: eu sei perfeitamente o que não quero, e sou um escraxo que tem bom gosto. Hell! Isso não ajuda em nada na minha fantasia de ser uma mulher chique apontando o dedinho mais pra esquerda ou pra direita!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A casa está linda, obrigada, do meu jeitão, e este não foi o processo mais desgastante. Ruim mesmo foi conseguir uma internet minimamente decente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Foi assim: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tudo começou pela linha telefônica. Se eu transferisse a linha que já tinha, teria que continuar aguentando ligações da Editora 3 e todos os pedidos de doação da LBV. Melhor deixar pra lá. Então reslvi assinar uma linha nova. Vamos lá. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;“Oi, eu quero assinar uma linha para minha casa nova. O endereço é blablabla.” E a mocinha do outro lado me dá a grande notícia: “Desculpe, não existe disponibilidade de linha telefônica na sua região.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Como assim? Eu provei por A + B que tenho vizinhos e eles têm telefone, para receber outra notícias maravilhosa: “Esse seu vizinho não mora na rua que a senhora está dizendo. Esta linha nem está instalada no seu bairro.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Céus! I see dead people! Aquela casa na esquina é uma casa fantasma, e a simpática Márcia que me dá oi quando passa aqui na frente, não passa de um espectro de alguém. Devo chamar um exorcista? Help!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Desisti da moça aquela e liguei de novo. A próxima moça não achou nada pelo meu CEP, mas achou. Finalmente minha casa existia sim, e podia ter telefone. Mas só telefone. Segundo a atendente, a linha disponível pra minha rua não é muito esperta. Não pode ter identificador de chamada, internet, nada, nadinha. Como assim, tia? A telefônica está condenando pessoas que compram terrenos legais ao isolamento eterno? O que a gente fez de errado, meu deus? Deu certo? Desculpa! Prometo dar menos certo, mas me deixa ter internet vai? Please?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E a coisa foi andando assim, a passos de tartaruga, até chegarmos ao impasse do século: depois de xingar muito no twitter, a telefônica disponibilizou - onde só era possível um pau de fogo e uma pele de búfalo pra fazer sinal de fumaça - a fartura de 500k de speedy. Ha! Senta lá! Gritei mais. Xinguei mais do que fã do Restart em dia de show cancelado, gritei mais do que Twihard fã em pré-estréia de filme com o Robert Pattinson...e consegui 1 mega. U.M. M.E.G.A! Mil míseros kbites. A velocidade do seu smartphone, só que em casa, pra dividir com os outros habitantes do meu lar. Tô feliz agora? NÃO! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não porque ainda tem que conseguir instalar o tambor pra usar junto com o sinal de fumaça. E como faz? Espera a boa vontade do técnico, que primeiro vai ficar esperando na portaria do condomínio errado, depois vai chegar na minha casa só pra comunicar que não existe cabo que chegue até o meu lindo poste. E lá vamos nós de novo! Guerra com aquelas moças simpáticas que “vão estar querendo que eu esteja anotando” outro e outro e outro número de protocolo. Abri processos na Anatel, registrei queixas cabeludas, chamei todo mundo de incompetente, até que alguém se dignou a puxar meu cabo. A essa altura, eu já havia pago a fatura de um telefone que eu não tinha, porque o técnico da Ability que ligou a linha, ligou no DG do condomínio - ou seja, na caixa da Telefônica que fica na entrada do condomínio, há um quilômetro da minha porta. Tudo irregular, manolo! TUDO!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uma vez trazido o cabo até a minha porta, vamos ao speedy. Oba! Habemos internet? Não, querida...não ainda. Calma. Ainda tem aquela hora em que o técnico com a pele oleosa e cicatrizes de ácne vai ligar o speedy na sua porta, e não na sua casa, deixar de entregar o seu modem, encerrar o serviço como entregue e instalado, e pedir mil reais para aumentar a velocidade do speedy pra 4 mega.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sim, é isso. Eu gravei a conversinha mole dele dizendo que “pelos meios legais vai levar um ano, mas se a senhora pagar o amigo do meu amigo, ele entra no sistema com a senha dele e passa por cima da burocracia.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Olha bem pra minha cara, meu senhor! Eu sou loira, tenho cara de milionária, minha casa até indica alguma coisa por aí, mas não está escrito em lugar algum que eu sou trouxa, picareta ou corrupta, ou tudo de uma vez. Eu morro me comunicando com um pau de fogo e um tambor, mas não pago. Eu não colaboro com gente podre. Eu não quero gente podre na minha porta. Eu não falo com gente podre! Se falar é por engano, mas agora que eu sei quem você é, você não pisa no mesmo chão que eu. Não que eu seja grande coisa, mas sou limpinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não vou colaborar com esse texto fácil que diz que “O Brasil é assim mesmo”...é assim mesmo porque tem gente que acha que pagando uma cervejinha tudo se resolve. Eu só pago cerveja pra quem eu gosto, e só na mesa do bar ou na minha casa... você não é meu amigo, então sai do meu boteco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O resumo da ópera é que eu denunciei o moço da pele nojentona, estou com internet de 1 mega instalada e funcionando em casa, mas não vou parar de espernear até que a Telefônica se estruture para o crescimento sem fim da Grande São Paulo, e passe a tratar os usuários com mais respeito. Enquanto as ex-estatais tiverem resquícios da ditadura e andarem a passos de elefante branco, estarão abrindo espaço para esses pequenos corruptos que pedem uns trocados aqui e ali para resolver coisas que deveriam ser resolvidas por elas. Esse tipo de coisa, faz a Telefônica ter a pele oleosa e cicatrizes de ácne. Eca!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Era isso: meu texto de hoje era uma reclamação. Eu quero viver num país que funciona, não quero ter vergonha dele, não quero ter que concordar que só molhando a mão de alguém a gente consegue uns megas a mais no juízo final.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Passar bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-665194837238867902?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=665194837238867902&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/665194837238867902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/665194837238867902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/07/sinal-de-fumaca.html' title='_sinal de fumaça'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-1223470575247158387</id><published>2011-05-25T00:23:00.000-03:00</published><updated>2011-05-25T00:23:08.597-03:00</updated><title type='text'>_tempestade</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Estou com os dedos pretos de poeira, desmontando minha sala para a mudança que não tarda. Encontrei cadernos antigos, consequentemente textos antigos, cartas que nunca foram entregues, poemas perdidos.&lt;br /&gt;Um deles é irresitível, porque me lembro (não eu nunca lembro) da noite em que escrevi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_tempestade, outra vez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;houve outra noite de tempestade.&lt;br /&gt;eu,&amp;nbsp; dominada pelo que fui&lt;br /&gt;e não posso deixar de ser,&lt;br /&gt;corri para fora&lt;br /&gt;no meio da noite&lt;br /&gt;e abri os braços para tocar os raios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o céu e eu éramos um&lt;br /&gt;(raios e braços,&lt;br /&gt;&amp;nbsp;água e olhos,&lt;br /&gt;vento e respiração)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;relâmpago girando pelo jardim - &lt;br /&gt;foi outra vez assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois dessa noite&lt;br /&gt;veio de novo o destino brincar comigo.&lt;br /&gt;convidou-me outra vez a dançar,&lt;br /&gt;em volta do fogo,&lt;br /&gt;a dança que muda tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em volta do fogo o corpo se lembra:&lt;br /&gt;a velha feiticeira é livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu danço&lt;br /&gt;confusa e encantada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;6 julho 1992&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-1223470575247158387?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=1223470575247158387&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1223470575247158387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1223470575247158387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/05/tempestade.html' title='_tempestade'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-302152437664899561</id><published>2011-05-09T20:05:00.000-03:00</published><updated>2011-05-09T20:05:43.341-03:00</updated><title type='text'>_remember that</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Encontrei hoje um comentário perdido que me lembrou um texto antigo.&lt;br /&gt;Esse aqui:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mgcaixapreta.blogspot.com/2007/06/inexistncia.html"&gt;Inexistência&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-302152437664899561?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=302152437664899561&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/302152437664899561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/302152437664899561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/05/remember-that.html' title='_remember that'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-7353170710918563569</id><published>2011-04-30T12:51:00.001-03:00</published><updated>2011-04-30T12:52:00.169-03:00</updated><title type='text'>_complicando</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;É. É complicado...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida prática nunca foi o meu forte. Passei esses poucos 49 anos sonhando acordada, delirando e acreditando que quando uma criança chama por fadinhas no jardim, as flores apararecem. Aí, aqui estou eu tendo que falar de dinheiro, pastilha, estruturas de ferro, esquadrias, etc. Eu - euzinha - negociando com o japonês malvadão com cara de kamikaze que vai colocar metade da minha casa de pé. Eu - euzinha - falando em números impossíveis e discutindo coisas mais ridículas do que o sexo dos anjos: &lt;i&gt;"preto são gabriel ou preto absoluto?" "madeira naval ou chapa de ferro?" "beiral assim ou beiral assado?"&lt;/i&gt; Hello? Minha vida nunca teve beiral! Aliás, sem eira nem beira é o que eu sempre fui - nem pedigree eu tenho, quanto menos um habite-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe uma outra vida que eu desconheço, de pessoas feias e assuntos antipáticos (e vice-versa). Eu não gosto dela. Dizem que o nome é vida adulta. Estas pessoas falam de impostos, bolsa de valores, taxas de juros, preço do aço, metros quadrados, área construída, limite de recuo e NOP! Gente...vida adulta pra mim era outra coisa. Era ter filhos com problemas de adultos, assim: coração partido, escolha de carreira, revisão do carro, eleição. Vida adulta era consolar a sogra, conversar com a mãe, pagar conta, sentir saudade do pai.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem quando eu quebrei, e minha vida virou de pernas pro ar, e perdi todas aquelas pessoas que me amavam incondicionalmente (lots of money, lots of friends), e me decepcionei com o universo e com a natureza humana, eu me senti tão fora do meu banquinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A parte boa é que é por um motivo nobre: a minha casa nova, a primeira conquista de um chão realmente meu depois de incontáveis mudanças na vida de cigana que eu achava boa. Meu pai queria que eu tivesse segurança, casa própria, emprego público, fizesse concurso pro Banco do Brasil. Virei as costas para essa idéia uma vida inteira, e sempre achei que quem tem raiz é árvore, quem fica parado é poste, e bom mesmo era aluguel, porque quando cansa é só ir embora...e o mundo é o quintal da minha casa. É mesmo. Ainda é. Só que do alto dos meus quase 50, acho que ter onde cair morta pode ser interessante. Finalmente. Não! Não finalmente cair morta. Finalmente "ter onde", só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cair morta é outro assunto: eu não quero, viu Seu Deus. Passo. Me deixa ficar pra semente que eu não me importo. Quero ficar velhinha bem velhinha, dirigindo um conversível na 101 em Los Angeles. Já disse isso tantas vezes, que você já deve estar criando o cara que vai abrir uma "elderly lane" na freeway só pra eu poder fazer minhas barbeiragens com segurança, to sabendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fora tijolos, cimento e trenas, tem o Malvadezas. Ah o Malvadezas...este blog genial que mega deu certo, graças à querida da Carolina Mendes, que tem olhos de lince pra entender o que dá certo nesta vida online. O Malvadezas só me faz bem, mas também me faz cair na real quando vejo trocentos mil comentários em textos que estão tão longe dos assuntos que eu abordaria. Claro, to ficando velha, oras! Mas hey! Quem disse que eu queria me dar conta disso? Aí publico um texto Mercedístico lá, e fico nos 15, 16 comentários... ah eu devo ser um tédio, desinteressante, morna, sei lá. Então toda vez que vou postar penso que &lt;i&gt;"dane-se"&lt;/i&gt;, ne? Eu sou eu, e que culpa eu tenho de não ter problemas cabeludos ou não ser super moderna e querida pelos mudernos e... ah gente! Acho que eu amo mais ainda os 16 malvadezos por me fazer questionar tudo, de 15 em 15 dias,&amp;nbsp; antes de mandar meu texto para a Carol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer forma, fico pensando se, mesmo tendo ralado uma vida inteira, eu não tive uma vidinha bem boa, e se isso é bom ou ruim pra quem escreve. Sei lá. Não sei. Passou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era isso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só um desabafo, como se eu fosse dada a desabafos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um beijo amigo no seu umbigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Malvadezas é &lt;a href="http://malvadezas.com/"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-7353170710918563569?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=7353170710918563569&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7353170710918563569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7353170710918563569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/04/complicando.html' title='_complicando'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-2694612608872322039</id><published>2011-04-09T20:25:00.004-03:00</published><updated>2011-04-09T20:29:52.512-03:00</updated><title type='text'>_dois pesos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem é mesmo você para julgar alguém? Vamos ser sinceros, assim...sinceros de verdade? Quer brincar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então presta atenção. Você acha que a sua amiga não educa os filhos direito, que está criando monstros sem limites, que não sabe dizer não, que parece ter medo dos filhos e tal? E você, tem filhos? Se tem, você tem tempo para educá-los de fato ou deixa isso para a escola, a avó, a empregada, e assume à noite e nos finais de semana? Você tem certeza que seus filhos, fora de casa, são exatamente como quando estão com você? Tem certeza que os outros acham seus filhos super normais e educados como você acha? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não. Você nunca vai saber a resposta, porque ninguém vai reclamar dos seus filhos para você. Só a escola. Talvez. Caso seus monstrinhos sejam interessantes, porque se forem mal educados porém mortinhos, a professora não vai reparar muito neles, sabe? Desculpa, mas é verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a filha gay daquele seu conhecido? Aquela que você diz que a culpa é dos pais. Você tem certeza absoluta que sabe o futuro dos seus filhos? Você acha mesmo que a “opção” (ninguém opta por ser gay) da menina, é fruto da educação que teve? Então amiguinho... prepare-se para se surpreender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe, a vida não é fácil. Na verdade é, mas o que complica são as expectativas irreais que as pessoas criam. Seus filhos serão profissionais de sucesso? Serão corretos? Serão honestos? Ser hétero está na sua lista de “elogios”?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho uma surpresinha pra você. Senta aí: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida é imprevisível. Mesmo cagando regras, tendo convicções fortíssimas, mesmo regendo sua família com punhos de aço e livros de psicologia embaixo do braço, você não sabe o que o futuro reserva para ela...nem para você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reviravoltas não acontecem com macacos e girafas no reino de Simba. Só acontecem com humanos, aqui mesmo na cidade grande, ou naquela menor. Acorda, Alice!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não estou livre de ser traída, de ser trocada por uma gostosinha de 25 anos que acabou de sair da faculdade de cinema e acha Mr. Director “bárbaro” (sim, elas aprendem a falar bárbaro nas faculdades de cinema). Você não está livre de ser trocado por um garotão, nem por um velho pavoroso que você não entende como, meu deus, como?! Você mesmo pode se apaixonar, ou trair sua mulher numa escapadinha inocente, e ser pego. E você sabe: não existe traição na ignorância, longe dos olhos longe do coração, blablabla, mas quando te pegam...ai ai ai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente não sabe se nossos filhos serão gays, se casarão com uma mocréia rancorosa, ou um mal caráter interesseiro. Se vamos sofrer um acidente, parar numa cadeira de rodas e precisar daquela vaga no mercado - aquela onde você estacionava “só um minutinho” e aquele aleijado que espere.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente não sabe se vai ter três derrames, virar um semi-vegetal e ser cuidado justamente pelo marido pobrinho e “meio encardido” da filha...aquele loser que a gente julgou e falou mal a vida inteira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai que, na velhice, acaba dividindo o quarto com a sogra da filha? Aquela mulher pedante, brega que usa perfume doce, e vai acabar sendo sua melhor amiga. Também tem a hipótese de engordar 40 quilos por causa de uma disfunção hormonal e ficar igualzinha àquela vizinha “porca” que não se cuidava e era uma “baleia”, lembra?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então... desculpa incomodar a essa altura das suas certezas, mas acho que você não devia nem guardar seus julgamentos para si mesmo: devia descartá-los. Varrer todos eles. Deixar de ter LAMA por dentro e, finalmente, ter ALMA - é só trocar uma letrinha de lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez ouvi uma frase que adotei para sempre: quando você aponta um dedo, outros três estão apontando para você. Tenta aí...aponta e olha para a sua mão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bom lembrar que a lingua é o chicote da bunda e a vida, como dizia Gump, o Forrest, é como uma caixa de bombons: a gente nunca sabe o que tem dentro deles. Não tem nada mais feio do que ter dois pesos e duas medidas: se é feio na casa dos outros, é feio na sua. Ponto. Então é melhor não arriscar: senão por ética, ao menos por precaução, fecha essa boca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-2694612608872322039?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=2694612608872322039&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2694612608872322039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2694612608872322039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/04/dois-pesos.html' title='_dois pesos'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-7618758211548183704</id><published>2011-02-01T17:18:00.003-02:00</published><updated>2011-02-01T17:33:52.905-02:00</updated><title type='text'>_ google, seu lindo!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TUhcbJw9vlI/AAAAAAAAAKc/QQTmJmnB3xE/s1600/Screen+shot+2011-02-01+at+5.11.05+PM.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TUhcbJw9vlI/AAAAAAAAAKc/QQTmJmnB3xE/s320/Screen+shot+2011-02-01+at+5.11.05+PM.jpg" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixa eu falar quem eu sou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez muito pouca gente saiba de uma parte de mim que não sai por aí se revelando, simplesmente por não ter um "por aí" para se revelar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu fui criada, de certa forma, respirando arte. Minha mãe trabalhou na Escolinha de Arte do Rio de Janeiro com o Augusto Rodrigues, ouvi desde sempre histórias sobre peças de teatro, quadros, pintores, escultores, movimentos e revoluções. A Semana de Arte Moderna visitava minha casa de tempos em tempos em conversas infindáveis, e havia os livros. Livros e mais livros cheios de figuras incríveis, feitas pelas mãos de homens e mulheres incríveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois fui para a escola. Estudei uma vida inteira naquele lugar onde se tinha sete horas/aula de arte contra duas de matemática por semana. Comecei a aprender história da arte muito cedo, quando mal e porcamente sabia escrever meu nome, e fiz isso até&amp;nbsp; me darem um diploma de magistério com especialização em história da arte. Ponto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saí dessa vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos dezessete anos fui trabalhar em agência de propaganda, fui redatora, RTV, coordenadora de produção, atendimento de produtora, dona de produtora...(todo mundo conhece o meu CV), até chegar em São Paulo, há quase dez anos, e resolver só escrever.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que está no DNA não morre jamais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu cresci e pude viajar. E eu sou aquela louca que chorou dentro da Catedral de Madrid. Aquela, e aquela outra que sentou num banco do Museu do Prado, de frente para uma gigantesca tela de Velasquez, e chorou feito criança. E que escolheu passar o dia no Metropolitan em Nova Yorque vendo só o que foi feito antes de cristo, e andava pela parte do Egito entre paredes pintadas e múmias coloridas, rindo como se fosse a Disneylandia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu enganei a minha familia cansada dentro do Louvre, inventei que sabia onde era a saída, só para poder ver tudo o que queria. Eu sentei no chão em frente a uma escultura do Rodin e agradeci por ter chegado até ali. Eu fiquei nas ruínas de Roma até o sol se por, respirando séculos de história, e não queria ir embora. Eu chorei batendo o pé na frente do Musée Dorsay porque estava fechado e eu tinha que ir embora no dia seguinte. Eu fiquei furiosa na Basílica de São Pedro e no Museu do Vaticano, por ver tantas coisas incrivelmente lindas, conquistadas com o sangue de tantos inocentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa sou eu. A arte e a história me emocionam a ponto de me tirar do chão. A arte e a história exercem um poder sobre mim que nenhuma paixão arrebatadora seria capaz de exercer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu contei tudo isso por um motivo: hoje, eu estou feliz como uma criança que achou uma mina de doces e brinquedos: eufórica! histérica! Porque um amigo me mandou o link para o Google Art Project. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de fotografar o planeta inteiro e a rua da sua casa, o céu e as estrelas, o fundo do mar e seus navios naufragados, o Google fotografou os museus do mundo. Agora, a gente pode andar dentro deles, ver os quadros em detalhes (os museus não permitem que se chegue tão perto) com zoom tão poderoso que é possível ver as pinceladas de Van Gogh e até as pequenas rachaduras na tinta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por isso eu sou feliz! Sou estranha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora eu posso ser a louca que chora na frente do computador e ninguém vai poder me julgar. Ha!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Google, seu lindo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.googleartproject.com/"&gt;Google Art Project é aqui.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-7618758211548183704?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=7618758211548183704&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7618758211548183704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7618758211548183704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/02/google-seu-lindo.html' title='_ google, seu lindo!'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TUhcbJw9vlI/AAAAAAAAAKc/QQTmJmnB3xE/s72-c/Screen+shot+2011-02-01+at+5.11.05+PM.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-8380263722864835697</id><published>2011-01-05T15:39:00.005-02:00</published><updated>2011-01-05T20:13:48.337-02:00</updated><title type='text'>_uma carta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;(from Ella to her beloved ghost) &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oi, meu bem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já é 2011, sabia? O tempo passou mais rápido do que eu sonhava, no meio de toda a dor que eu pensei sentir, mas os dias se arrastaram, um a um, desde aquele em que você ligou o motor e saiu antes de mim e se foi, meio que pra sempre.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossos sempres, sempre tão efêmeros...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daquele dia em diante, a sua ausência foi a mentira maior. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente não se viu mais de verdade, mas quem disse que eu preciso ver para saber? Quem disse que não acredito no que é invisível? &lt;strike&gt;Se ao menos você soubesse ser invisível.&amp;nbsp;&lt;/strike&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu senti o seu cheiro quase todos os dias, de alguma forma. Mesmo com a vida andando e as coisas&amp;nbsp; sendo feitas como manda o tempo, eu vi você todos os dias - se não em pensamento, em sonhos. Encontrei você nos meus textos e nos dos outros. Encontrei seu olhar em filmes, suas palavras em livros...e na vida real. A vida real apontava seu carro na rua, seu bar preferido, seu restaurante de hábito, a rua da sua casa, seu parque, seu céu e suas músicas...Tem também a sua hora - aquela em que o céu está vermelho e a cidade começa a acender todas as luzes e cantar alto, uma música qualquer que me aponta o seu lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ano passou inteiro desse jeito, e eu que tinha medo de estar congelada ali, inerte, não estava. Eu estava viva. Mais viva. Muito mais viva do que nunca antes, e de alguma forma você estava lá&amp;nbsp; dizendo que a vida é hoje, que tudo é agora e só por isso esperar não dói. Paradoxal, parece? Mas não é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu esperei, confesso. Andando e vivendo, eu esperei todos os dias, e você vinha, porque não era possível de outra maneira. Você passou a mão nos meus cabelos e me beijou antes de dormir. Você sorriu para mim com cara de sono, ao amanhecer. Você andou ao meu lado, me olhando, enquanto eu dirigia cantando. Você esteve aqui, quase mais do que eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece loucura, eu sei, mas não...essa sou eu. Você não foi embora porque não quis, mesmo querendo tanto, e eu não deixei que você fosse. É isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já é outro ano e eu continuo ao seu lado, você sabe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu e meus exageros, eu e a minha intensidade, eu e a minha paciência infinita...continuamos ao seu lado. De uma maneira maluca, talvez equivocada (duvido), eu sei que você sabe que eu nunca liguei o meu carro, nunca saí daquele lugar, nunca perdi o seu cheiro que continua em mim, e gosta disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já é 2011 e o que fica do ano passado é a impressão de que tudo se transformou. Não existe mais dor alguma, não existe nada, nem saudade...não existe nada além dessa presença forte -- você em mim, eu em você -- que nunca vai desaparecer porque o que está feito está feito: de um jeito bizarro eu sou sua e você é meu, mesmo não sendo verdade, mesmo não sendo mesmo. E vai ser sempre assim, enquanto não houver ausência -- não no peito ou no pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Close your eyes...I'm there. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Ella é aqui: &lt;a href="http://terceiraportadireita.blogspot.com/"&gt;http://terceiraportadireita.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-8380263722864835697?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=8380263722864835697&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8380263722864835697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8380263722864835697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2011/01/uma-carta.html' title='_uma carta'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-8561250970589526258</id><published>2010-12-21T12:33:00.001-02:00</published><updated>2010-12-21T13:19:14.107-02:00</updated><title type='text'>_o novo post de natal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu era pequena, Natal era uma festa religiosa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha mãe acendia a coroa do advento em cada um dos domingos que antecedem o Natal, e nós tínhamos que ficar ali olhando ela rezar - quer dizer...fingindo que rezávamos. De nós quatro, os filhos, acho que só a Bia era realmente religiosa. Os outros três, eu inclusive, eram fakes. Eu e meu irmão costumávamos ter acesso de riso em momentos religiosos: na missa, na oração das refeições...até que minha mãe cansou da gente e desistiu de rezar. Tadinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anyway, Natal tinha coroa do Advento. Tinha também um boato de missa do galo -- boato, porque a gente nunca foi a uma -- tinha presépio e as coisas que as famílias católicas constumam ter. Mas aí os filhos cresceram. E aí meus pais meio que cansaram dos nossos (meus) questionamentos. Mas daí meu pai tinha o mesmo tipo de curiosidade científica que eu tenho e ficava meio difícil manter todos os mitos vivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abre parênteses: só no final da vida ele voltou a se agarrar em assuntos religiosos. Me disse um dia que não queria ter certeza de que Deus não existe, porque ele estava no fim...e a existência de Deus era um tipo de alívio. Fecha parênteses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer forma, foi meu pai quem me ensinou a pensar, e desde que isso aconteceu, eu não consegui mais ter uma religião.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então o Natal deixou de ser uma festa religiosa. Quando passou a ser assim, me parece, passou a ser uma festa mais honesta. Levando em conta que Jesus nem nasceu em Dezembro, que a gente está na verdade comemorando o Solstício de Verão, e que, teoricamente, não haveria a menor necessidade de uma festa, o que é o Natal?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para vocês eu não sei, mas para mim, o Natal é uma desculpa deliciosa para estar em família.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho uma tremenda babaquice não gostar de Natal. Só quem nunca viu os olhos das crianças brilhando, asiosos, esperando a hora dos presentes, pode dizer que não gosta de Natal. Só quem não foi criança, não teve a casa enfeitada, não comeu fios de ovos, uva, não roubou ameixa, não passou o dedo em sobremesas que só aparecem na ceia de Natal e depois lambeu...só quem não foi feliz. Me desculpe... mas o Natal faz parte da minha história de felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo agora, que a gente chora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que meu pai se foi - há dois anos - a gente chora mais. Antes a gente chorava porque a gente chora mesmo. Ha! Minha família inteira chora e não sabe porque. Acho que é uma saudade que na verdade é plena de presente. Não é uma saudade do passado, é uma conscientização momentânea, uma constatação: "Sempre fomos tão felizes!" E isso nos faz chorar, porque estamos felizes de novo, porque temos uns aos outros mesmo não nos vendo todos os dias. Porque sabemos que construímos uma vida que, quer você aí fora ache que deu certo, quer ache que deu errado, é uma vida cheia de histórias, cheia de...deixa eu ver...cheia de VIDA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer maneira construímos uma história e temos um passado imenso em comum. Então agora a gente chora porque meu pai não está lá. Mas também porque a gente teve, por todos aqueles anos, a companhia daquele sorriso infalível, daquela ironia deliciosa, daquela alegria que ele era, sempre. E constatar que tivemos a sorte de viver com ele, só traz um mesmo pensamento: "Sempre fomos tão felizes!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então acho que Natal é festa e que não custa ter um Natal. Não importa se somos dez, trinta ou duas pessoas. Montar uma árvore, por pequenina que seja... fazer um jantar, por mais modesto...fazer um cartão, um presente, uma coisa qualquer para dar ao outro...e comemorar o nascimento de um sonho, seja ele qual for. Não precisa ser um sonho ambicioso: sonhar estar junto com gente que se ama, pra que mais? Isso já é o suficiente para uma festa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E festeje. Porque a vida é uma e não é tão longa, e por mais dura, existem momentos felizes. Invente um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Piegas? Natal é piegas. O amor também é piegas, famílias são piegas e essa é a hora em que ser piegas é mais permitido. É o que eu desejo: se dê o direito de ser piegas e inventar um sonho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não importa se você é ateu, católico, evangélico, judeu, whatever, nasça de novo...e mais uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Feliz Natal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-8561250970589526258?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=8561250970589526258&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8561250970589526258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8561250970589526258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/12/o-novo-post-de-natal.html' title='_o novo post de natal'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-1954680559315885034</id><published>2010-12-13T00:33:00.003-02:00</published><updated>2010-12-13T01:01:39.378-02:00</updated><title type='text'>_I don't belong</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é complicado. É simples assim: I don't belong. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu simplesmente não pertenço à maioria dos grupos onde estive, que conheci, que convivi, que visitei. Não sou parte deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais "dentro" de um determinado grupo, ou por mais próxima que eu seja das pessoas, o que eu sinto é que, de certa forma, eu pertenço a cada uma delas em separado, mas dificilmente sou ou serei como elas, como o grupo que as cerca, suas tribos, suas gangs, suas confrarias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre foi meio impossível, já deu pra sacar na infância. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A religião não trouxe os meus "iguais", embora meus pais tenham tentado. A escola também não. Mas eu cresceria e quem sabe a faculdade ou o trabalho... Não! Não aconteceu. Nem o esporte, nem o inglês, o francês, a vizinhança... eu não achei os meus iguais. Acho que igual é uma coisa que não existe na minha língua, ou pelo menos não na minha -- esta -- existência. Eu tenho amigos. Isso sim. Tenho muitos amigos e eles são sazonais, simplesmente porque eu não pertenço. Não que eu os esqueça ou deixe de amá-los, isso nunca. Mas eles ficam lá, nos grupos de seus iguais, enquanto eu passo. Eu só passo. Transito de grupo em grupo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que eu amo rápida e facilmente a qualquer um que passe pela minha vida e preencha os requisitos básicos para me agradar. Em muito pouco tempo, aquela pessoa é minha. Isso... você me pertence. Muito provavelmente eu pertenço a você bem mais do que você pode vir a imaginar um dia, mas não se engane... eu não sou como você, não sou como o seu grupo. Vou me dar super bem com ele, mas é mentira que vou fazer parte de alguma coisa que não a sua vida. Não que eu não vá tentar. Mas eu vou estar lá, entre todos eles -- tão iguais a você, dividindo os mesmos gostos, as mesmas histórias, as mesmas experiências -- e eu vou olhar em volta com um sorriso e descobrir que não nessa vida, ou em outra qualquer, eu serei capaz de me sentir parte daquilo. Simplesmente porque não sou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sensação recorrente na minha vida é esta: sentar numa sala cheia de pessoas e procurar, nos olhos delas, alguma semelhança comigo. Eu me acomodo e me adapto como um vírus... mas não... nada muda. Eu continuo sendo um corpo estranho infiltrado num sistema que funcionaria perfeitamente sem mim. O sistema me aceita. Me deixa entrar e me instalar em todas as frestas, mas mesmo assim, eu não sou dali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre igual: muito maluca para andar com os certinhos, muito certinha para andar com os malucos. Sempre no meio do caminho, sempre em cima de um muro onde esqueceram de pregar a plaquinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez um psicólogo resolvesse isso, mas hey! Não dói. Não dói e não é incômodo de maneira alguma. E depois, se a essa altura da vida um terapeuta me disser que eu perdi tempo, o que que eu faço? Me mato? Porque voltar é impossível!&amp;nbsp; Sem falar que o ele falaria em insegurança, necessidade de se sentir aceita, e outras bobagens que realmente não são o caso. Eu sei o meu lugar no mundo e acho que ele me recebe muito bem. Não é isso. Longe disso. Então deixa quieto, doutor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia falei sobre domingos de novos amigos. Foi alguma coisa sobre um dia de sol com pássaros cantando, que me lembrou Domingos de adolescência em Curitiba. Daqueles em que alguém resolve ir para o aeroclube ver acrobacia aérea. Eu fiz isso várias vezes na vida, sempre com amigos novos. Os amigos do namorado, os amigos do namorado novo da amiga... whatever. Eu fiz. E os dias de sol ficaram marcados assim: dia de gente nova. Dia de tentar me encaixar. Dia de constatar que, por mais que eu queira, eu não me encaixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora as coisas se agravam um pouco. Além de ter ainda o mesmo probleminha sobre malucos e certinhos, eu me tornei muito diferente das mulheres da minha idade que, embora tenham a vida um pouco parecida com a minha, por alguma razão misteriosa, não têm os mesmos interesses, nem os mesmos gostos. Aí me tornei também muito mais velha do que as pessoas que compartilham dos meus interesses. Isso não seria problema se elas não fossem solteiras, ou se eu combinasse com os lugares que elas vão, ou com o que elas fazem nestes lugares. Não preciso continuar, você sabe...eu não me encaixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então não é um gosto musical, não é o estado civil nem a quantidade de filhos, não é um jeito de se vestir, não é uma crença ou  um talento em comum. Não é. Eu sempre senti que o mundo inteiro é  dividido em grupos com diferenças muito claramente definidas que, no  fundo, torna todos eles "grupos de pessoas menos eu".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Simples assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí eu pergunto... sou só eu?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-1954680559315885034?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=1954680559315885034&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1954680559315885034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1954680559315885034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/12/i-dont-belong.html' title='_I don&apos;t belong'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-1689506499589936654</id><published>2010-12-06T13:18:00.002-02:00</published><updated>2010-12-06T13:20:22.176-02:00</updated><title type='text'>_fix me</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem dias que a vida me presenteia com cheiros que eu amo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem todos eles existem de verdade. Outros existiram por um efêmero segundo, mas não tem como esquecê-los. À simples menção de um nome, um dia, um lugar, tais cheiros me tomam por completo, trazendo uma nostalgia doída, deliciosa, do jeito que eu - a mãe de toda intensidade - adoro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;I need a fix. É só o que eu penso quando o cheiro imaginário invade as minhas narinas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fix me, please.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era isso. Beijo tchau.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-1689506499589936654?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=1689506499589936654&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1689506499589936654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1689506499589936654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/12/tem-dias.html' title='_fix me'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-4142013408487741129</id><published>2010-12-04T12:51:00.018-02:00</published><updated>2010-12-04T13:04:53.052-02:00</updated><title type='text'>_sobre escrever</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"e sobre mim" &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TPpVSni924I/AAAAAAAAAKQ/OMDvW-BoBgM/s1600/mao+esquerda+me+life.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="291" src="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TPpVSni924I/AAAAAAAAAKQ/OMDvW-BoBgM/s400/mao+esquerda+me+life.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era uma vez uma adolescente sonhadora que adorava inventar diálogos na frente do espelho...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É. Isso também. Mas também era uma vez uma pessoa impaciente e nada perfeccionista, que jamais conseguiu ficar muito tempo em cima do mesmo projeto - fosse ele um desenho, um texto ou uma salada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa mesma pessoa - eu - também não gostava de fazer trabalho de colégio. Não! Ui que saco! Sempre deixei para o resto da equipe e a minha parte era a que doía nos outros: a apresentação. Ah o palco! Delícia master subir ali naquele degrauzinho, sem saber nada de verdade,&amp;nbsp; começar a falar sem parar...e convencer todo mundo de que o trabalho merecia um dez. É o meu jeitinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falar sempre foi meu forte. Falar por escrito não demorou muito a acontecer. Mas eu não gosto... Eu não gosto de escrever certinho. Mesmo que eu publique vinte livros eu nunca vou escrever como se deve. Vou escrever como eu penso, como eu falo, como você escuta. Também não vou querer/gostar/aceitar que um editor meta o bedelho no meu texto e saia arrumando a gramática. Tira a mão do que é meu e foca na ortografia...no máximo. Se eu escrevi assim, era assim que eu queria escrever.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos eu sofro influências do que ando lendo, e me pego escrevendo como os outros. Minha sintaxe desaparece e viro uma coisa meio chata, meio arrastada que eu odeio. É como ir pro Rio passar um mês e voltar falando "meixmo", ou voltar de um final de semana em Porto Alegre, tri-diferente. Acontece. Tenho facilidade pra línguas. Ha! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que a pessoa que não gostava de ficar muito tempo em cima do mesmo projeto tem com isso? Elaborarei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não escrevo um texto em vários dias. Eu não guardo para revisar e re-escrever. Eu não esquematizo uma história com 1º, 2º e 3º atos e seus clímaxes e final. Eu tenho uma idéia e começo a escrever, como na vida: você nasceu...coisas foram acontecendo...você vai morrer mas não sabe como. É assim que esse meu cérebro doente funciona, e é por isso que meu livro nunca acaba: simplesmente porque quando eu comecei, eu não sabia o que aconteceria, e toda vez que eu sento para escrever, coisas novas acontecem...e agora, o "Senhor dos Livros" ainda não veio me dizer como aquela moça tem que acabar. Não sei! Não sei! não me pressione. Assim que ele ditar, psicografarei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim são os textos do blog. Lá estou eu andando na rua ou dirigindo meu carro e cantando feito uma louca, quando algum pensamento cruza de uma orelha para a outra e resolvo elaborar. Vou para casa pensando (oh! eu penso?) e quando chego, escrevo direto no form do blogger, tipo irresponsável, numa tempestade cerebral...depois dou uma revisada meia-boca, aperto "publicar postagem", ainda com muitos erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É assim. Puro instinto. Pura tempestade. Pura paixão cega e burra. É como um beijo na boca que não devia acontecer ali, naquele lugar, na frente daquelas pessoas, mas que não podia esperar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus textos são como meus amores, como vivo meus dias, como decido o almoço. Se eu estiver inspirada, o mundo inteiro será amado e bem alimentado. Do contrário me aguentem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isso que às vezes publico um texto tosco. Em dias que estou morna, não tem como fazer a coisa fluir, mas me forço a escrever porque passei a vida ouvindo que se eu sentar aqui, uma hora por dia, vou escrever mais. É...funciona com engenheiros da literatura, mas não comigo - o que eu faço nem deve ser literatura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comigo funciona me apaixonar: pelo texto, pela idéia, pelas pessoas. Se eu não estiver perdidamente apaixonada, as pessoas estão mortas, a idéia é vaga, o texto inexiste.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imaturidade...pode ser. Excesso de intensidade...com certeza. Escrever é como sexo: dá pra fingir, mas né? Que graça faz? Enquanto eu escrever com paixão, cada palavra será verdadeira e eu garanto o meu próprio prazer que, me desculpe, é o que interessa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É assim que eu gosto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-4142013408487741129?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=4142013408487741129&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4142013408487741129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4142013408487741129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/12/sobre-escrever.html' title='_sobre escrever'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TPpVSni924I/AAAAAAAAAKQ/OMDvW-BoBgM/s72-c/mao+esquerda+me+life.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-7087803164522819609</id><published>2010-12-03T21:57:00.001-02:00</published><updated>2010-12-03T23:14:26.673-02:00</updated><title type='text'>_o caso do sapato azul</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Fragmento de "Sapatos"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TPmDyDCh5OI/AAAAAAAAAKM/EKBI7rHAzfg/s1600/244948627_o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TPmDyDCh5OI/AAAAAAAAAKM/EKBI7rHAzfg/s200/244948627_o.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É manhã de Natal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eliza está tirando os seus presentes do porta-malas do carro. São muitos pacotes e caixas que ela vai tentando acomodar nas sacolas que tem. Abre alguns para ver o que é, tira alguns das caixas para caberem na sacola. Entrega várias sacolas para o porteiro que vai levando tudo para o elevador. Quando tira a última caixa do carro, encontra um par de sapatos. Eliza confere o sapato cheia de dúvidas. É um escarpin feminino, de salto alto, feito de pelica azul royal. Ela não lembra de ter ganho aquilo. O sapato é usado, está com a sola suja. Eliza cheira o sapato e faz careta. Coloca novamente dentro da caixa, pensa um pouco, tampa a boca com uma das mãos, horrorizada com o que acaba de pensar, bate o porta-malas e entra no prédio levando o par de sapatos, nervosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela adentra seu apartamento furiosa, batendo as portas e gritando, larga sacolas e caixas enquanto anda em direção ao quarto para acordar o marido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- HORÁCIO! o que é isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Horácio acorda vendo um pé de sapato azul royal pendurado na mão da esposa, sem saber o que está acontecendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que? Um sapato?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eliza está soltando fogo pelas ventas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu quero que você me explique o que esse sapato horroroso estava fazendo dentro do seu carro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu que pergunto. Claro que não é meu! Não é seu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não se faz de engraçadinho, Horácio! Você nunca me viu de sapato alto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nunca?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nunca! Você sabe muito bem. Agora me explica de quem é isso?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Horácio senta na cama como se “tivesse faltado a essa aula”. Ele dá com os ombros&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sei lá! Eu nunca vi esse sapato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eliza se descontrola e começa a gritar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não mente! Eu nunca pensei que tivesse casado com um vagabundo! Vai fazer igual ao Mário, é? Mas olha bem pra minha cara, Horácio. Meu nome não é Clara! Não é não! Eu não vou deixar você entrar na minha casa nunca mais. Vai passar natal e aniversário na casa dessa....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha para o sapato mais uma vez e joga nele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- ...dessa vadia brega que usa um sapato horrível desse!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Horácio começa a rir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Meu deus, Eliza...isso está até engraçado...eu nunca vi esse sapato. Juro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não ri que eu te mato, seu vagabundo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não...não rio de você nunca. Calma, Eliza. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Me diz de quem é isso e pode sair da minha cama!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eliza, pelo amor de deus, seja razoável! Eu nunca vi esse sapato na vida. Sabei-me lá de quem é isso. Alguém esqueceu no carro, sei lá quem....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah é...sei lá quem? Quem que esqueceu isso no carro? Quem é a puta que anda pra lá e pra cá com você ein?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olha o respeito, Elizinha!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que respeito? Que Elizinha? Você sai com uma mulher de quinta categoria e eu que não respeito? Você não respeita a sua família! Eu nunca sonhei com uma coisa dessas, Horácio! Você tem milhões de defeitos...mas esse? Meu Deus! Eu não mereço isso! Ainda bem que meu pai não viveu para ver uma desgraça dessas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eliza anda pela casa esbaforida, enquanto Horácio anda atrás dela tentando se explicar, mas ela não pára para ouvir. Fala sozinha pelos cotovelos, evocando todos os santos: Santa Rita de Cássia, Deus, Jesus Cristo, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CORTA PARA:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O telefone toca na casa de Adriano, filho de Eliza. Quem atende é Maria Alice, sonada, de camisola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Alô?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Alice, é uma desgraça! Meu Deus do céu eu nunca imaginei que isso fosse acontecer comigo um dia. A minha família foi amaldiçoada! Eu falei tanto do Mário e agora vou ter que passar a mesma coisa que a Clara passou! Pelo amor de Deus! Eu não quero viver mais!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Calma, Eliza! Pára! Eu não entendi nada! Que horas são?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eliza responde chorando&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não sei que horas são. Meu natal acabou! Minha família acabou!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quem morreu, Eliza? Calma. Você não tá dizendo coisa com coisa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adriano acorda com a conversa, tira o telefone da mão de Maria Alice.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que foi, mãe?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Adriano, meu filho...a nossa família acabou!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que foi, mãe? Onde você tá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Em casa, meu filho! Mas eu vou morrer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ai! O que aconteceu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Seu pai tem uma amante, meu filho! Mas pelo amor de deus, não fala para o Augusto, que vai dar desgraça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que amante, mãe? Onde ele ia arrumar isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu vi, Adriano, com esses olhos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corta para Eliza ao telefone outra nora:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Um sapato de mulher. Horrível! Brega! Pavoroso! Sapato de puta! De pu-ta-de-quin-ta! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tem&amp;nbsp; certeza que não é seu? Algum sapato que tá lá faz tempo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que meu o que, Joana! Eu tenho cara de quem usa sapato de puta? O salto é enorme. Quem usa um sapato azulão? Só puta!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corta para Eliza ao telefone com mais outra nora:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Imagina, Eliza...como assim amante? Não tem como...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ele é uma porcaria mas também não é tão ruim assim, né? Tá cheio de menina por aí procurando um velho com cara de trouxa como ele. Burro! Ela deve estar se aproveitando do dinheiro dele, que ódio! Eu quero matar o Horácio! O que que eu faço Maria Cláudia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ai Eliza, primeiro calma. Para e pensa...você já perguntou pra ele?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E você acha que ele fala? Tá fingindo que não sabe de nada, mas ta todo atrapalhado. Eu conheço a cara de sem vergonha desse desgramado!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;corta para Eliza ao telefone com mais uma nora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não é possível, Eliza...que amante?! Impossível!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você também vai defender ele, Maria Eugênia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não to defendendo. Eu só não acho possível...fica calma. O Horácio não tem jeito de ser assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu vou pedir o divórcio! Acabou tudo! Quero ele fora da minha casa hoje. E ai dele se enfiar essa vagabunda no meu apartamento da praia! Que nojo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;corta para Eliza ao telefone com a irmã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bem feito pra tua cara! Achava que essas coisas só aconteciam comigo? Bem feito! Eu te avisei: “não seja burra...homem nenhum presta...” Mas não! Você ficou endeusando esse banana!&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Banana, Clara? Já viu banana arrumar amante?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Banana sim! Sempre foi uma anta. Deve ter arrumado uma mulher feia e burra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ele é um homem bom, ta bom? Você não pode falar assim dele!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eliza! Ele tem uma amante! É pra falar bem dele?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Volta para Eliza ao telefone, agora com o Filho mais velho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu vou colocar ele pra fora, hoje! Não espero nem mais um dia, César.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Calma, Dona Eliza...é só um sapato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sapato de puta!! Aquele sem vergonha vai se ver comigo! E se um de vocês receber ele em casa, também não entra mais na minha casa, entendeu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na casa de Maria Cláudia e Máximo, o outro filho de Eliza, Cláudia entra na cozinha rindo sozinha e encontra o marido tomando café .&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Qual é a graça?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sua mãe ligou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah...quer saber de quanto era o cheque que o pai me deu? Eu não mostrei pra ela ontem. Deve estar morrendo pra saber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não. Pior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ela disse que teu pai tem uma amante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Máximo quase engasga com o café, numa risada impossível de conter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- De onde ela tirou isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sei lá. Encontrou um sapato no carro dele. Diz que é sapato de puta. Tá muito engraçado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Imagina o estado do meu pai tentando se explicar! Vou ligar lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não põe pilha que ela mata ele...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Horas mais tarde, no apartamento de Eliza e Horácio, todos os filhos se reunem para tentar resolver o caso do sapato azul. Augusto e Adriano estão sentados num dos sofás e Horácio em outro, como no banco dos réus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Por que estão me olhando assim? Eu não sei de quem é aquele sapato. Juro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Augusto, muito sério, começa o interrogatório.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pra gente poder te ajudar, você tem que falar, pai. Pára de ser teimoso. Quer que vire tudo uma desgraça? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adriano completa:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A gente não tá aqui pra te julgar, mas puta que o pariu, hein? Que cagada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Horácio levanta, bravo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas que coisa! Ninguém mais me respeita? Eu sou um homem honrado! Eu levanto às seis horas da manhã para trabahar todos os dias, faço tudo de melhor pra vocês...não vou ficar sentado aqui ouvindo desaforo de filho! Tá pensando o que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro do quarto, Eliza chora copiosamente sendo consolada por Maria Alice e Maria Joana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ai Eliza...pára com isso. Como é que você pode pensar que ele tem outra...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria Joana tenta consolá-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É...deixa de ser boba. Ele só falta deitar pra você passar em cima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eliza responde aos prantos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu nunca pensei numa coisa dessas. Tanto sacrifício pra acabar desse jeito! Eu nunca mais vou sair desse quarto!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alice tenta ser severa, para mudar a reação de Elisa, sem muito sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah, que ótimo! Aí sim que ele arruma outra, sua trouxa. Imagina se isso é hora de ficar trancada. É hora de ficar linda e mostrar que você é melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você acha que ele vai achar? Você viu aquele sapato? Acha que eu posso com uma vadia daquelas? Eu to velha e ela deve ter 20 anos! Ai que raiva!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Meu deus, Eliza, que velha nada. E não pode com quem? Duvido que ele tenha mesmo alguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu vi! Eu vi! Eu sei que ele tem outra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(PAUSA! Vamos ler isso como uma peça de teatro, certo? Que é o que isso parece)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;M.ALICE: - Viu o que, Eliza? Você só viu um sapato. Isso não prova nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Por que que vocês estão defendendo ele? Se você achasse um sapato azul turquesa no carro do seu marido, ia estar calma? Isso não é a mesma coisa que ver?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria Alice e Maria Joana se olham com cara de “tem razão”, Maria Alice não consegue segurar o riso e sai do quarto, deixando Maria Joana com Eliza, numa situação chata, tentando não rir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: Vocês agora vão rir de mim? (começa a chorar como criança)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria Joana tenta consolá-la com um abraço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De volta à sala, Maria Alice bate no ombro do sogro e fala ironicamente:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;M.ALICE: - Que beleza hein, Horacinho...Agora o circo tá armado de uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;HORÁCIO: - Eu não sei de nada! Já estou achando que fiquei louco! Não sei de quem é aquele sapato e ficam me tratando como um criminoso. Eu vou sair. Chega!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Horácio levanta e sai de casa todo atrapalhado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Augusto vai atrás dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um pouco mais tarde, a irmã de Eliza -- Clara -- também está no quarto, junto com a filha Cristina, Adriano, e duas noras de Eliza, que chora jogada na cama enquanto todos se olham com aquela cara de “ai meu deus, e agora?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CLARA: - Me deixa ver o sapato, Eliza. Onde está?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ADRIANO: - Pra que? Vai fazer DNA?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CLARA: - Deixa de ser idiota, guri! Eu só quero ver. Cadê, Eliza?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Tomara que esteja no lixo! Ai meu deus! Isso é pra eu pagar a língua...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CLARA: - Isso mesmo, falou de mim até cansar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CRISTINA: - É...a língua é o chicote da bunda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Pára, Cristina! Se você veio aqui pra me zombar, pode ir embora!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MARIA ALICE: - Onde tá o sapato? Eu também quero ver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Naquela caixa ali do lado da mesinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cristina pega a caixa e coloca em cima da cama. Eliza senta para tomar mais uma dose daquele veneno...olha curiosa para a caixa enquanto Cristina abre. Todos estão em volta da cama, querendo ver o conteúdo da caixa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ADRIANO: - Abre logo. Até eu quero saber o naipe da perua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cristina abre a caixa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que põe os olhos no sapato, Eliza volta a chorar. Todos exclamam ao mesmo tempo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ADRIANO: - Putaqueopariu!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;M.ALICE: - Que de última!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CLARA: - Mas que mal gosto, senhor do céu! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CRISTINA: - Azulão é demais hein?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adriano pega um pé do sapato e cheira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ADRIANO: - E tem chulé!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos começam a rir, e Eliza chora mais alto! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Eu não sei o que eu fiz pra merecer isso! O que eu vou fazer da minha vida? Agora acabou tudo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos falam ao mesmo tempo, menos Maria Joana que olha para o sapato intrigada. Ela pega um pé do sapato, olha embaixo, vira várias vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ADRIANO (gozador): - Vai cheirar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;M.JOANA: - Deus me livre!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria Joana pega a caixa, lê a embalagem...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;M.JOANA: - Gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos continuam falando ao mesmo tempo enquanto Eliza chora alto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;M.JOANA: - Gente! Me escuta!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Silêncio...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;M.JOANA: - Esse sapato é da minha mãe...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ADRIANO - Como assim da sua mãe?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Que da sua mãe o que? Você está querendo salvar o seu sogrinho querido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;M.JOANA: - Que sogrinho querido, ta louca? To falando. Esse sapato é da minha mãe. Eu fui com ela buscar no sapateiro, e a gente esqueceu no carro. Faz muito tempo isso. Quando a gente tava sem carro e o Horácio emprestou o dele, lembra?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Ah....mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MARIA JOANA: - É. O sapato....de puta...é da minha mãe!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria Alice e Cristina começam a rir muito, sentadas na cama. Adriano não consegue se conter sai do quarto para rir em outro lugar. Clara olha séria para o sapato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Sabe que nem é feio...?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;M.JOANA: - Eu vou levar o sapato de puta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria Joana fecha a caixa de sapato, coloca debaixo do braço e sai do quarto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Esta história é baseada em fatos reais. Mas não contem pra ninguém.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-7087803164522819609?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=7087803164522819609&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7087803164522819609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7087803164522819609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/12/o-caso-do-sapato-azul.html' title='_o caso do sapato azul'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TPmDyDCh5OI/AAAAAAAAAKM/EKBI7rHAzfg/s72-c/244948627_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-7301623989449195036</id><published>2010-12-02T23:16:00.001-02:00</published><updated>2010-12-03T23:11:43.003-02:00</updated><title type='text'>other</title><content type='html'>sometimes i think there is another woman inside of me&lt;br /&gt;and she suffers.&lt;br /&gt;all the happiness and plenitude in my life mean nothing to her.&lt;br /&gt;she suffers and she cries for she needs to find her love.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;she tells me he suffers as well.&lt;br /&gt;she says he claims and prays and cries out our names so maybe we follow the sound...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;yes i know! i know how he smells like and the sound of his voice&lt;br /&gt;i know his eyes and his hands&lt;br /&gt;but his face is unclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;she makes me wait for him at the door with the heaviest weight on my shoulders.&lt;br /&gt;it's like he is running towards me and i can even hear his steps.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;we are both lost in this sharp emptiness.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;and we are here.&lt;br /&gt;i am here&lt;br /&gt;stuck at this door&lt;br /&gt;tears in my eyes&lt;br /&gt;wondering where?&lt;br /&gt;wondering why?&lt;br /&gt;why does she need me to cry her tears?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-7301623989449195036?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=7301623989449195036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7301623989449195036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7301623989449195036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2009/05/other.html' title='other'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-7566069592622482344</id><published>2010-12-01T19:40:00.003-02:00</published><updated>2010-12-03T23:11:22.290-02:00</updated><title type='text'>_natal em família</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Este conto é um fragmento da série "Sapatos"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TPbAbRkUX7I/AAAAAAAAAKI/eyZp2G56bWs/s1600/natalemfamilia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TPbAbRkUX7I/AAAAAAAAAKI/eyZp2G56bWs/s400/natalemfamilia.jpg" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noite de Natal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A festa acontece na casa de Clara, irmã mais velha de Eliza. A casa está inteira enfeitada. No banheiro, as toalhas são natalinas, na cozinha os panos de prato, talheres de servir, louças. Na mesa da ceia, tudo - absolutamente tudo - é natalino. Não existe um canto da casa que não diga alto e em bom som que é noite de Natal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ser Natal não é nada. O bom é ser Natal na casa de uma família italiana. Tudo é motivo de muita alegria ou muita tristeza. Na mesa, muita comida. Debaixo da árvore, muito presente. Espalhados pela grande sala, muitos membros da família. É difícil contá-los, mas podemos tentar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começamos com a dona da casa: &lt;b&gt;Clara&lt;/b&gt;. 65 anos, descasada de &lt;b&gt;Mario&lt;/b&gt;, que em sua idade avançada ainda é charmoso, forte, conservado, apesar dos cabelos meio mal pintados. Sua filha &lt;b&gt;Cristina&lt;/b&gt;, o marido &lt;b&gt;Marcio&lt;/b&gt; e o casal de filhos adolescentes.&amp;nbsp; &lt;b&gt;André&lt;/b&gt; -- o mais&amp;nbsp; velho de Clara e Mario -- e sua esposa recém apresentada à família &lt;b&gt;Marina&lt;/b&gt;, com um neném de 1 ano que começa a andar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A irmã de Clara - &lt;b&gt;Zoê&lt;/b&gt; - e o marido &lt;b&gt;Fabrício&lt;/b&gt; com três filhos: &lt;b&gt;Fernanda, Mauro e Gabriela&lt;/b&gt; - uma escadinha: 10, 8 e 6 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A outra irmã, &lt;b&gt;Eliza&lt;/b&gt;, o marido &lt;b&gt;Horácio&lt;/b&gt;, seus quatro filhos - todos com nomes de imperador romano:&amp;nbsp; &lt;b&gt;Adriano, Augusto, Máximo e César&lt;/b&gt;, e as respectivas esposas: &lt;b&gt;Maria Alice, Maria Joana, Maria Claudia e Maria Eugênia&lt;/b&gt; mais os netos de Eliza que somam oito. O mais velho com 20, o mais novo com 4.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos também as tias de Eliza, &lt;b&gt;Tia Ilda&lt;/b&gt; e&lt;b&gt; Tia Tutáia&lt;/b&gt;, solteiras e eternamente virgens, segundo reza a lenda, mas ninguém acredita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está armada assim a grande noite de Natal. Trinta e quatro pessoas da mesma família, algumas com 100% de sangue italiano. A criança mais misturada, chega ainda a 15% de italianice no sangue. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que isso tem a ver com a nossa história? Tudo. Todo este percentual sanguíneo resulta numa só palavra: BARULHO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito barulho! As pessoas falam muito alto umas com as outras. Crianças correm em volta da mesa incansavelmente. Avós reclamam do comportamento das crianças, chamando as mães que continuam conversando confortavelmente e não dão a mínima. Comida...muita comida! Ainda não é hora da ceia, mas todos mastigam alguma coisa. Há frutas secas, nozes, avelãs e salgadinhos em todas as mesas da casa. Copos cheios de vinho, cerveja, whisky, refrigerante. De tempos em tempos uma empregada de avental passa recolhendo os copos e trocando cinzeiros, mas as guarnições parecem nunca acabar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Debaixo da árvore de Natal há uma quantidade absurda de presentes. É presente para manter um orfanato inteiro ocupado por muito tempo. Além de pacotes convencionais, existem alguns sacos enormes, cheios de pacotes dentro. Eliza desfila por entre os pacotes com a Tia Ilda, dando seu toque final aos sacos grandes, enquanto o falatório e o corre-corre de crianças continua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ILDA: - Que horror! Quem vai ganhar uma coisa desse tamanho? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - As crianças. Eu juntei todos os presentes deles em sacos. Não é uma idéia ótima?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ILDA: - Não. É horrível! Que graça tem ganhar um presente só?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: (olhando decepcionada para a Tia) - Ai Tia! Não é um presente só. Tem um monte de presentes aqui dentro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ILDA: - Ora Eliza, você gosta de chamar atenção. Quer que seus netos fiquem horas abrindo tudo o que tem nesse saco, para não prestarem atenção aos presentes que vão ganhar dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Eu nem pensei nisso, Tia. Você que é ruim e pensou!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ILDA:- Pior ainda. Se tivesse pensado pelo menos mostrava que é inteligente. Se não pensou, além de exibida é burra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA:- Tia!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ILDA:- Graaaaças a Deus sua mãe não está mais aqui para ver as suas atitudes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA sai de perto da Tia, furiosa, e vai reclamar para a irmã CLARA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Você acredita que a Tia Ilda já evocou o nome da mamãe pra me criticar? Eu não levo essa chata pra casa hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mário passa por elas e escuta a queixa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MÁRIO: - É Natal, Elizinha...deixa a velha. Claro que eu vou levar ela pra casa. Você já viu ela pedir pra outro?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CLARA: - Você ainda vai descobrir que ela é apaixonada por você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A campainha toca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cristina vai abrir, mas é empurrada por Clara, Zoê e Eliza que correm eufóricas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas exclamam juntas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É o PAPAI NOEEEEEEL!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao dizerem isso, um interminável coro de pessoas se forma: “Papai Noel! Papai Noel! É o Papai Noel! Noel, Noel, Noel, Noel...”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A porta é aberta por Clara, tendo todas as irmãs ao seu lado, como uma tropa que será passada em revista. Papai Noel olha para as três mexendo apenas os olhos e sorri:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- HOHOHO! FELIZ NATAL!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um silêncio de décimos de segundo, e então a confusão começa. As crianças correm para perto da árvore. Uma das noras de Eliza comenta com outra:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MARIA JOANA:- Que papai noel horrível!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MARIA CLAUDIA: - A Mamãe Noel não tava em casa pra passar a roupa dele. Foi pra balada, a perua...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai Noel é bruscamente puxado por Eliza até a árvore de Natal. A criança menor chora copiosamente se agarrando à mãe, de pavor do homem de vermelho que acaba de chegar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: -Papai Noel, esses grandes são pros meus netos. Aquele da Brenda, aquele do Paulo, Aquele da Rosana, do Felipe&amp;nbsp;é o menorzinho ali atrás...BRENDAAA! Vem pegar o seu presente!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai Noel tenta cumprimentar algumas pessoas, mas não consegue. Ele achava que se sentaria numa poltrona e chamaria um por um, mas é impossível. Todos falam ao mesmo tempo e colocam pacotes de todos os tamanhos na mão dele. As senhoras da família correm em volta do Papai Noel deixando o pobre homem atordoado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CLARA: - Esse aqui, Papai Noel! Esse! É do Germano. GERMAAAANO! Vem buscar! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai Noel fica com o presente de Germano na Mão esperando, mas Eliza arranca dele, passa para outra pessoa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Dá lá pro Germano. PAPAI NOEL, esse é do Adriano, esse do César. César, vem aqui, filho. Esse é da tua mulher. Pega esse também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai Noel tenta administrar isso tudo, mas tudo o que lhe resta é rodopiar feito um peru, e repetir alguns nomes, logo depois de Clara, Eliza e Zoê que não param de colocar pacotes em suas mãos e tirar dois segundos depois, entregando para o dono. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Cassio!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PAPAI NOEL: - Caaaaassio...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CLARA: Cristina! Márcio!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PAPAI NOEL: Máaaaarcio...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num determinado momento, ele já está sentado na poltrona assistindo ao espetáculo da distribuição que parece não acabar jamais. Milhares de papéis rasgados pelo chão...um menino pequeno pega uma camiseta enorme, sobe no sofá e pergunta repetidamente:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quem me deu isso? HEIN?? ÔOO! ALGUÉM! QUEM ME DEU ISSO???&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Augusto arranca a camiseta da mão do menino. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Isso não é seu, guri! Adriano, essa praga abriu o seu presente. É nosso pra você. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha para o menino e xinga:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mosca!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adriano pega a camiseta, coloca na frente do corpo e abraça o irmão. O menino fica no sofá falando:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas não fui eu. O papai noel que me deu...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A confusão continua...Eliza se aproxima do marido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Onde você colocou o presente dos meninos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;HORáCIO: - Nos envelopes que você me deu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Mas onde?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;HORáCIO: - Eu te dei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA - Deu nada, Horácio. Onde você enfiou isso? Eu já virei tudo lá na árvore. Não achei nada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao fundo, o mesmo menino da camiseta abre um presente que não é dele. Tira do pacote uma boneca, sobe novamente no sofá: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-QUEM ME DEU ISSO AQUI? ÔOOOO! VOCÊS!? QUEM ME DEU ISSO??&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;HORÁCIO: - Ta louca? Se alguém pegar esses cheques vai descontar. Está ao portador!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Ninguém vai roubar os cheques, Horácio. Só tem família aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;HORÁCIO: - Sei lá,&amp;nbsp; o Papai Noel não é da familia! Vai saber quem é esse homem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - HORÁCIO! QUE HORROR! O HOMEM TA TRABALHANDO! COMO VOCÊ PODE PENSAR UMA COISA DESSAS? TA LOUCO!?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;HORÁCIO: - Nunca se sabe...Eu acho que você perdeu os envelopes. Eu vou ligar pro banco agora e sustar os cheques. Clara, posso usar o Telefone? A Eliza perdeu o presente dos meninos, e eram cheques, agora eu vou ter que sustar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CLARA: - Perdeu nada, Horácio. Você colocou em cima da cristaleira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Fala de mim, fala! Ele já tava feliz de sustar os cheques!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;HORáCIO: - Eu pensei que tinha dado pra você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Pensou...quando eu penso eu sou maluca. Quando você pensa é o que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eliza vai voando pegar os envelopes para entregar para os filhos. Dando um envelope com o cheque para cada um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Se for pouco, briga com esse pão duro, porque eu quero matar ele todo ano na hora de fazer o cheque de vocês!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Augusto, que é mais sério agradece abraçando a mãe:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;AUGUSTO: - Obrigada mãe. Vai quebrar um galhão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Máximo e Adriano, mais gozadores, abrem o envelope, olham e dizem juntos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Puta que pariu! Que pão duro esse Horácio!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;César apenas coloca o envelope na bolsa da mulher sem fazer nenhum comentário. Eliza fica aflita e vai ver de quanto é o cheque de Máximo, que esconde o cheque e não mostra pra ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MÁXIMO: - Não...você vai matar o pai. Melhor não. Deixa guardado aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ADRIANO: - Pode depositar ou é só pra enganar a Elizinha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Horácio fica todo sem graça quando Máximo tenta abraçá-lo para agradecer e dá só uns tapinhas nas costas para se livrar logo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;HORáCIO: - Nãaao! Pode depositar. É de vocês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Se você mandar eles esperarem pra depositar eu nunca mais falo com você!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Horácio tenta abraçar Eliza&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;HORáCIO: - Calma, minha potranca....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - Potranca tua vó!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a confusão continua. Papai Noel ainda está estupefato, aceitando salgadinhos que Cristina oferece a ele. Uma das crianças menores escuta o conselho de um tio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MÁRCIO: - Paulinho...vai lá e puxa a barba do Papai Noel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PAULO: - Eu não. Depois ele não me dá presente...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MÁRCIO: - É falsa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PAULO: - To nem aí. Só quero presente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando os presentes acabam finalmente, e a confusão das mulheres da família tem uma trégua, Papai Noel se levanta para sair. Eliza, Zoê e Clara o cercam e o convidam para jantar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PAPAI NOEL: - Muito obrigado. Eu tenho muitas casas para visitar. Muitas crianças para presentear. A noite está só começando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CLARA: - Mas só uma cervejinha...TEREZINHAAA! Pega uma cerveja pro Papai Noel!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PAPAI NOEL: - Não não, por favor, eu não quero mesmo....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ELIZA: - O senhor não pode perder o macarrão com brachola. Receita da minha mãe!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ZOÊ: - Pelo menos um bolinho? Um doce? As sobremesas estão maravilhosas...Terezinhaaaa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai Noel: - Obrigado mesmo...eu preciso ir. É noite de Natal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terezinha - a empregada -&amp;nbsp; aparece na porta da sala para atender, mas Maria Eugênia a segura, sinalizando que não é para servir nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CLARA: - Só um pouco, Papai Noel...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mario se aproxima das três:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MÁRIO: - Dá o cheque do homem e deixa ele ir embora!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das crianças reclama:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vóoo! O Tio Horácio deu presente pro Papai Noel também? Eu também quero cheque!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A criança vai correndo procurar por Horácio que empurra a criancinha&amp;nbsp; para frente, enquanto anda até a mesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;HORÁCIO: - Vai pedir pro seu pai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai Noel caminha para a porta, com seu saco, seu cajado e sua barba mal enjambrada. Clara abre a porta. Papai Noel se despede:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- FELIZ NATAL! FELIZ NATAL PARA TODOS! FELIZ NATAL!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A casa toda grita “Tchau Papai Noeeeel!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do lado de fora da porta, Papai Noel encosta na parede com a respiração ofegante, abaixa a barba e suspira aliviado por sair daquele inferno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;...continua &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-7566069592622482344?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=7566069592622482344&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7566069592622482344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7566069592622482344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/12/natal-em-familia.html' title='_natal em família'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TPbAbRkUX7I/AAAAAAAAAKI/eyZp2G56bWs/s72-c/natalemfamilia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-2403238277824650771</id><published>2010-11-29T02:46:00.003-02:00</published><updated>2010-11-29T10:49:03.852-02:00</updated><title type='text'>_e se?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ou "Como o MSN inspira textos bestas"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TPMyKAiCQ1I/AAAAAAAAAKA/9aHYqhYEZv4/s1600/SuperStock_1647R-148392.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="227" src="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TPMyKAiCQ1I/AAAAAAAAAKA/9aHYqhYEZv4/s320/SuperStock_1647R-148392.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se você encontrar aquela pessoa de novo, assim, do nada, num restaurante?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês não se vêem desde aquele e-mail fatídico, mas você sempre nutriu uma esperança besta de que ela acordasse um dia morrendo de saudade e ligasse dizendo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;Preciso te ver. Agora." &lt;/i&gt;&lt;strike&gt;Não vai acontecer.&amp;nbsp;&lt;/strike&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strike&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strike&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strike&gt;&lt;/strike&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora que ela parou de balançar de um lado para o outro, acalmou um pouco o follow/unfollow/follow-de-novo no twitter, e aquela outra conta que depois de ir e voltar doze vezes, ela finalmente deletou (e você não tem mais como matar a saudade olhando fotos ou conferindo conversas), e até os velhos e-mails você já jogou fora...Bem agora que você está tranquila e livre do vício, pela primeira vez em mêses...bem agora, você entra na droga do restaurante e, naquela mesa do fundo à esquerda, bem de frente para você, ela carrega o primeiro par de olhos a cruzar com os seus.&lt;br /&gt;Now what?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ignorar, tenho certeza, está fora de questão. Acho que seu coração vai bater tão forte que é capaz de pular longe e sujar a toalha de alguma mesa de sangue. Eca! E duvido que você consiga evitar um sorriso de orelha a orelha, capaz de cegar metade da população presente. Mas espera! Você é mesmo capaz de desviar o olhar e fingir que não a viu? Será que você senta numa mesa bem longe da dela e almoça tranquila, ignorando solenemente a presença gigantesca que, com certeza, ocupa um restaurante e meio e te espreme contra o muro do outro lado da rua? Duvido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Duvido e ao mesmo tempo acho triste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei o que você vai fazer. Você vai encontrá-la no caminho do banheiro das mulheres, vai dizer: &lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Oi! Nossa, quanto tempo...tudo bem?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai ficar olhando pra pessoa com cara de bobo, mal vai escutar a resposta dela &lt;strike&gt;que na verdade não interessa &lt;/strike&gt;, vai dar dois beijinhos completamente sem graça -- quando queria mesmo que ela te agarrasse e te arrastasse pra dentro do banheiro com um beijo-na-boca-cinematográfico-mega-plus --, depois, vai virar as costas como se ela fosse o amigo do amigo da sua prima que você não vê desde aquele dia na sua festa de doze anos, e vai voltar pra sua mesa, engolir a comida sentindo raiva do mundo, pagar a conta e ir embora sem café.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe o que eu acho? Vocês são dois bananas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem: SuperStock&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-2403238277824650771?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=2403238277824650771&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2403238277824650771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2403238277824650771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/11/e-se.html' title='_e se?'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TPMyKAiCQ1I/AAAAAAAAAKA/9aHYqhYEZv4/s72-c/SuperStock_1647R-148392.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-3863371339945083659</id><published>2010-11-11T23:52:00.006-02:00</published><updated>2010-11-11T23:58:14.893-02:00</updated><title type='text'>_six pm</title><content type='html'>&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Trebuchet MS";}@font-face {  font-family: "Georgia";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }strong {  }em {  }p { margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: #ff9900;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt; the magic hour.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;in front of this window you are my shadow and I am yours&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;i am yours&lt;/i&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;am i?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;this magical redish-mid-light makes me feel you closer &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;feel your smile in me&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;fill your smile&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;(with mine)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;please, dear, cut the lights.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;let me see you inside &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="color: #444444; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;(you&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;inside me)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #ff9900; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-3863371339945083659?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=3863371339945083659&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3863371339945083659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3863371339945083659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/11/six-pm.html' title='_six pm'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-3700875568028632890</id><published>2010-11-08T01:30:00.006-02:00</published><updated>2010-11-08T01:52:14.576-02:00</updated><title type='text'>_síndrome de sereia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TNduNA1T4NI/AAAAAAAAAJ8/i374V0rTPLk/s1600/343d-mermaid-syndrom-M.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TNduNA1T4NI/AAAAAAAAAJ8/i374V0rTPLk/s400/343d-mermaid-syndrom-M.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantas vezes me peguei rezando aos vinte e poucos anos...pedindo que me fizessem amar mais do que ser amada? Parece um pedido estúpido, parece uma queixa burra, mas não é. A aflição de parecer maior do que se é, tavez seja uma dor tão grande ou ainda maior do que a de não ser amado. Não ser amado é libertador, posto que não vem acompanhado de culpa. Já quando parece que seu amor não é suficiente, a culpa é gigantesca, e a sensação de incapacidade e de não estar vivendo o que se deveria, devora e entristece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de ter consciência disso, todo e qualquer disperdício de amor desespera. É preciso amar mais, é preciso amar igual, é preciso amar a qualquer preço - e mais do que tudo - é preciso provar que se ama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não adianta. Geralmente as pessoas carregam esta sina porque são endeusadas, não porque não amam ou amam de menos. Elas amam demais, mas não chegam onde querem. O pedestal onde foram colocadas não as deixa tocar a pessoa amada. É triste. É uma barreira que elas não querem que exista. Uma muralha quase intransponível que gostaríam de poder explodir...mas que não pertence a elas. É construída pelo objeto de seu desejo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se elas preferem homens ou mulheres mais frágeis, que se julgam inferiores. Pode ser. Mas pela minha experiência, digo que não. Ou talvez..hum...agora não sei mais. Será que é isso? Será que a equação "amor + pedestal + muralha" só existe por uma necessidade inconsciente de ser adorado? Seria, no mínimo irônico: pessoas fazendo sofrer a elas mesmas...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque eu te digo que é um sofrimento. Musas são feitas para serem endeusadas e, assim que tornam-se humanas, viram abóbora. Mas tornar-se humana é a única maneira de ser tocada, e não existe musa no mundo que não queira ser uma pessoa comum.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É como o sofrimento da sereia, apaixonada pelo pescador. Ele espera por ela, ouve seu canto, delira, sonha acordado com o dia em que a sereia vai criar pernas e andar em sua direção. Lá do outro lado, a sereia tem os mesmos sonhos, então canta para o pescador, faz com que ele se aproxime, cria pernas e pula para dentro do barco. Ele quase morre de prazer por ter em seus braços um ser mítico. Ela também...mas por ser humana e, finalmente, poder tocar o amado. É a desgraça anunciada: ele quer que ela seja para sempre sereia - seu segredo, seu prêmio. Ela quer ser para sempre humana. Isso acaba sempre com uma sereia indo às lágrimas... e adeus...tchibum! Ela regressa ao mar, ele casa com uma humana qualquer e volta a sonhar acordado com a sereia, porque lugar de mito é no mundo dos sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas portadoras da "síndrome de sereia"&amp;nbsp; conhecem suas limitações, sabem que são pessoas comuns, têm milhares de inseguranças e amam pobres mortais...mas são vistas como inatingíveis e sagradas -- o Santo Graal dos seres da terra. Por isso nunca chegam a viver o que gostaríam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É triste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-3700875568028632890?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=3700875568028632890&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3700875568028632890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3700875568028632890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/11/sindrome-de-sereia.html' title='_síndrome de sereia'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TNduNA1T4NI/AAAAAAAAAJ8/i374V0rTPLk/s72-c/343d-mermaid-syndrom-M.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-5315101889198768209</id><published>2010-11-03T22:15:00.003-02:00</published><updated>2010-11-03T22:27:10.125-02:00</updated><title type='text'>_férias, primos, praia...oh wait!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Agora lembrei. Lembrei como era ir ao Rio todo ano para passar o Ano Novo e as férias de Julho. Tinha "oba" sim. Tinha porque eu esquecia sempre das coisas de sempre. Mas tinha as coisas de sempre. Então eu nem vou falar da parte óbvia, que era ver os primos da minha idade, fazer um monte de coisas gostosas, ser milhões de vezes mais livre do que eu era em Curitiba: cinema, boteco, sorvete, passeios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos então às coisas de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TNH6U7Qa56I/AAAAAAAAAJ4/Ru_7kZ2VoPM/s1600/branca+de+neverosa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TNH6U7Qa56I/AAAAAAAAAJ4/Ru_7kZ2VoPM/s400/branca+de+neverosa.jpg" width="293" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu nunca fui magra. Também nunca fui gorda antes dos 45 anos, quando virei este provolone gigante que vos fala. Eu era ajeitadinha, mas não era carioca. Não mais. Isso era chato. Depois de anos em Curitiba, eu já não tinha aquele ar praiano que a gente tem quando vive muito tempo no Rio. Já não sabia muito bem como me comportar em cima de um par de havaianas, nem como andar de mão abanando. A carioca tem um jeito de tirar a canga/short/saia que só a carioca tem. A gente se cria no Rio e aprende. Depois que a necessidade de se despir em público acaba, a gente não é mais tão charmosa. Isso é problema? Não... aparentemente não... a não ser que você seja eu, é claro, e como sendo eu, você odeie não pertencer, ou pior... como eu, talvez você odeie chamar a atenção pelos detalhes errados.&lt;br /&gt;Pois bem. Eu não era gorda, não era magra, não era carioca e era BRANCA -- branca de neve, de bochechas vermelhas e sem nenhuma marca de biquíni whatsoever, como se tivesse acabando de nascer.&lt;br /&gt;E como uma sina, assim que eu chegava ao Rio, o comitê de recepção estava me esperando para ir à praia. Mas não era tão simples. Não podiam ir à praia ali no Leblon, pertinho de casa, onde eu pudesse voltar antes, quando a coisa ficasse feia - e ficava. Não..! Tinha que ser em São Conrado. Claro. Super mais legal, praia limpa, menos farofeiros, mais gente cool. Só esqueciam de um detalhezinho: eu não era cool.&lt;br /&gt;Então eu chegava de uma viagem de 12 horas de ônibus leito, com a pele marcada pelo jeans e pelo elástico do sutiã, a pele absolutamente transparente, e ia para São Conrado exibir o corpinho na frente de todos os caras mais cool do sul do mundo, e um sem número de mulheres lindas com cabelos idem e bronzeado impecável. &lt;br /&gt;Lembre-se: naquela época, filtro solar era pasta d'água ou hipogloss, mas era ridículo.e eu que não ia fazer papel de ridícula. Não...well, com 40 minutos de praia eu era um pimentão gigante. O mundo não é bacaninha, sabe? Ou eu seria a única pessoa a perceber a minha cor. Daquele instante em diante, eu passava a escutar as palavras "pimentão", "camarão", "lagostinha", "holofote", e todas as outras coisas que lembrassem "escandalosamente vermelha e luminosa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia seguinte não era melhor. Eu amanhecia inchada, com o dobro de marcas no corpo -- porque a pele inchada em contato com o lençol amassado vale por uma fotocópia de lençol amassado. Agora eu era de um rosinha pálido quase nada...quase transparente outra vez, só que doendo muito.&lt;br /&gt;E assim passava a primeira semana: rosa-choque, rosa-bebê, rosa-choque, rosa-bebê. Na segunda semana, quando eu começava a parecer saudável e quase viva, descascava. E mais piadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sempre foi o problema de ir ao Rio. Não pense que mudou. Ainda semana passada, eu sofri ao lembrar que teria que passar o feriado lá e rezei para chover. Se fizesse sol eu não escaparia da praia e ainda ficaria eternizada no álbum do casamento do meu primo, como camarão. &lt;br /&gt;Papai do céu foi legal dessa vez, mas tenho certeza que não vai me deixar escapar na próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo do trauma: ir ao Rio é ardido...mas é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-5315101889198768209?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=5315101889198768209&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/5315101889198768209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/5315101889198768209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/11/ferias-primos-praiaoh-wait.html' title='_férias, primos, praia...oh wait!'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TNH6U7Qa56I/AAAAAAAAAJ4/Ru_7kZ2VoPM/s72-c/branca+de+neverosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-8382146125328596018</id><published>2010-10-28T00:56:00.001-02:00</published><updated>2010-10-28T13:11:33.559-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='segredo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='halloween'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='doidadesvairada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='getnasty'/><title type='text'>_sede    (um conto de halloween)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Se você tem estômago&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;fraco e a mente imaculada,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style="color: black; font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;não leia este post. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TMjil8Br83I/AAAAAAAAAJ0/1VU-dqAUIhw/s1600/blood-cells.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TMjil8Br83I/AAAAAAAAAJ0/1VU-dqAUIhw/s320/blood-cells.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era uma daquelas noites em que eu não podia esperar nada além de um sonho bom, já que nada&amp;nbsp; especial poderia acontecer.&lt;br /&gt;Ah sim... aquele seria o cenário perfeito para um crime: um quarto de hotel de sonho - desses que os mortais só vêem em filme - a lua perfeita pintando de azul todas as coisas brancas da terra; a brisa fria e calma dançando com a cortina pálida numa dança lenta e quase sexy...e um olhar distante.&lt;br /&gt;Mesmo no lugar perfeito, com o figurino perfeito, eu sabia que o toque dos nove travesseiros brancos espalhados na cama, seria a única coisa que eu sentiria durante o sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez. &lt;br /&gt;Se ninguém tievesse batido na porta, garrafa de Sake numa das mãos, a outra no bolso, um sorriso irônico, e uma sede enorme rasgando a garganta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Seu drink favorito."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem uma palavra em retorno. Só um meio sorriso. Mas ele sabia que devia entrar e encontrar um jeito de abrir a garrafa e mais cedo ou mais tarde, eu abriria um sorriso.&lt;br /&gt;Fiquei em silêncio.&lt;br /&gt;Eu o segui com os olhos quando ele entrou como se o lugar fosse dele. Ele sempre teve esse jeito no olhar que parecia dizer que eu era dele, e dele era tudo o que me cercava. Fechei a porta com um empurrão enquanto ele abria a garrafa com a faca que tirou do bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Que tipo de homem carrega uma faca?"&lt;/i&gt; -- pensei em dizer mas, antes que as palavras saíssem, lembrei que ele era esse tipo de homem. Talvez tivesse uma maior na mochila, quem sabe mais. &lt;br /&gt;Ainda na porta, vi quando ele lambeu a lâmina antes de guardá-la. Fechei os olhos num suspiro mudo, só eu sei o que me veio à mente. Ou ele também, porque quando abri os olhos, ele estava sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;"Saudade?"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade...do que mesmo eu teria saudade? De ter alguém ao meu lado na cama, fosse quem fosse -- e ele servia muito bem a tal propósito -- ou das coisas que eu sabia que jamais teria com outro, não nessa, nem em outra vida?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ele pegou dois copos, serviu duas doses, me entregou um deles e levantou o dele num brinde.&lt;br /&gt;Virei o Sake num só gole e estiquei o copo pedindo mais. Ele me serviu e continuou parado me olhando, sem se mover. O sorriso não era irônico...era um misto de ironia e admiração...era alguma coisa que me dava frio da barriga e medo. Cheguei a pensar que o Sake estaria envenenado ou que ele havia usado algum calmante, mas o medo passou quando lembrei que ele não tinha motivos para me dopar. Mais do que ninguém, ele sabia que não precisava de artifícios para me seduzir. E mesmo que houvesse dúvida, eu beberia, porque não passaria mais dez segundos sem saber o que ele faria comigo.&lt;br /&gt;Este era o eterno jogo. Ele era perigoso, mas eu pagava pra ver. A confiança era cega, e era mútua. Se um dia eu não sobrevivesse, teria morrido tranquila.&lt;br /&gt;Quebrei o silêncio, e o sorriso dele.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;"Como você me achou?"&lt;br /&gt;"Você deixa rastros."&lt;br /&gt;"Não dessa vez..."&lt;br /&gt;"Eu sinto o seu cheiro.&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu atravessei o quarto rindo e fui até a janela. Sabia que ele me acharia mesmo que eu mudasse de planeta. Ele sempre achava...mesmo que eu tomasse cuidado. Ou talvez eu descuidasse num detalhe ou outro para apimentar a busca. Quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;"É impossível não seguir teu cheiro..."&lt;/i&gt; -- ele disse me abraçando por trás e puxando para baixo a minha blusa de forma a expor meus ombros. Beijou minhas costas e a nuca, e eu tentei não me mexer, não respirar, não mostrar que morria de saudade daquela boca e daquelas mãos. Mas foi impossível. Num impulso, eu levei minhas mãos para trás, segurei suas pernas e o puxei para mim...senti a faca no bolso da calça. Ele interrompeu o beijo por um segundo e voltou a beijar minhas costas sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Saudade...eu sei."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Eu balancei a cabeça num não, mas estava mentindo: saudade sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me virou e me beijou na boca. Os corpos colados, a blusa escorrendo pelo ombro, a barba roçando a pele, uma longa lambida no pescoço... e minha cabeça tombou para o lado, olhos em transe. Ele conhecia os meus sinais...&lt;br /&gt;Senti a lâmina fria tocar minha pele e um suspiro profundo veio do estômago, numa contração forte. Ele sabia. Um corte. Nem raso nem fundo: preciso. A língua quente, o gemido...&lt;br /&gt;Senti a faca fria na mão como um pedido urgente e mais do que rápido fiz um corte em seu peito e deixei o sangue correr. Ele se afastou para olhar, a boca suja de sangue me beijou novamente, depois guiou minha boca até o corte. O gosto morno indescritível do sangue era o que guiava a nossa loucura. Sempre. Mas naquela noite, seria diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joguei a faca na cama e ele sorriu extasiado. Era hora de matar a sede.&lt;br /&gt;Sempre cortes discretos capazes de cicatrizar rápido sem deixar grandes vestígios, mas em lugares onde o sangue é farto...essa era a regra e essa era a graça de fazer amor -- nos lambuzando um no sangue do outro até o gozo, até o êxtase, até nem um de nós ter um único milímetro de pele limpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas naquela noite, seria diferente.&lt;br /&gt;Enchi a banheira e o convidei para entrar comigo. Bebemos mais, nos beijamos mais...Por fim, descansamos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele deitou na banheira, eu montei sobre ele e ele entrou em mim. Enquanto fazíamos amor eu peguei a faca na borda e esperei o momento. Ele pedia que eu o cortasse e eu me recusava, dizia que não, ainda não era a hora, mas ele pedia de novo e de novo, e ficava mais excitado quanto mais a expectativa do corte crescia...e eu esperei e esperei...e veio o gozo... foi quando, num movimento rápido, eu fiz um corte profundo em sua perna, rompendo a femural e, num segundo golpe, levei a lâmina até a minha própria perna e fiz o mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sangue tingiu a água quente, enquanto um prazer intenso nos tomava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos beijamos uma última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Happy Halloween! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-8382146125328596018?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=8382146125328596018&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8382146125328596018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8382146125328596018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/10/sede-um-conto-de-halloween.html' title='_sede    (um conto de halloween)'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TMjil8Br83I/AAAAAAAAAJ0/1VU-dqAUIhw/s72-c/blood-cells.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-7770985451691951477</id><published>2010-10-24T00:05:00.001-02:00</published><updated>2010-10-24T00:08:34.661-02:00</updated><title type='text'>_vácuo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TMOUBOEJyLI/AAAAAAAAAJw/uzDNPgocygw/s1600/drama+72dpi.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299" src="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TMOUBOEJyLI/AAAAAAAAAJw/uzDNPgocygw/s400/drama+72dpi.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então assim...cansei de enrolar todo mundo. Cansei de inventar historinhas de amor e cartinhas e diálogos telefônicos. Cansei. Quer a verdade? Eu te dou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que meu cérebro tornou-se um grande buraco negro, de meses para cá. É como se eu tivesse entrado no olho de um furacão e agora só o que há é o silêncio do vácuo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui dentro, nada se move. São só as grandes paredes brancas de núvens. Dentro delas tudo se mexe, a energia lateja, ventos furiosos se preparam para varrer a terra. Mas dentro - aqui onde me encontro - nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não existe um pensamento que valha ser colocado no papel. Não existe uma idéia que não seja tragada pelo vazio em cinco minutos. Não há tempo, não há espaço, não há. Vácuo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há momentos em que penso em desistir. Penso em romper com as palavras, já que elas não querem colaborar. Penso em romper comigo porque não gosto mais do que eu escrevo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viu? eu ainda não consigo falar sobre o assunto de forma a me tirar do marasmo. As palavras chegam até o pulso, mas não continuam até as pontas dos dedos, para que eu possa escrevê-las. Estou presa.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas vai passar. Tem que passar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja hora de me colocar de castigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-7770985451691951477?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=7770985451691951477&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7770985451691951477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7770985451691951477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/10/vacuo.html' title='_vácuo'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TMOUBOEJyLI/AAAAAAAAAJw/uzDNPgocygw/s72-c/drama+72dpi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-3331279354139207280</id><published>2010-10-20T03:08:00.007-02:00</published><updated>2010-10-20T12:08:04.119-02:00</updated><title type='text'>Necessaire</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O telefone toca de madrugada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Alô?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Oi Ella...Tudo bem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tudo e você?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que voz é essa? Ta triste?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Triste não...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ta o que então?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acho que entendiada...meio decepcionada, sei lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que acontece?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A necessaire...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Xii...la maison est tombé!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- yep&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Necessaire no armário? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- 2012, amiga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas o que foi? Ele apareceu? Brigaram? O que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não...quer dizer...ele já tinha resolvido que não podia blablabla, lembra?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Lembro. Ele era um cara sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sério my ass.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sério sim...tinha milhões de motivos pra não ficar com você, se você não gosta de homem sério, não é problema dele, certo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vai começar o sermão...Beijo, até.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não desliga!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não defende!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas ele não tá errado...ele não podia ficar com você...não podia mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não PODIA! Passado! E agora cadê? Nem tem pena da necessaire que voltou pro armário. Ele não pensa mais em mim, Mê. Nem lembra da minha existência...me evita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Opa, opa...calma lá...se ele te evita ele pensa sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah mané pensa...pensa nada. Se pensasse seria diferente. E não evita, errei a palavra: me ignora. Ta lá, bem vivendo a vidinha dele. E cadê a necessaire? Ta na bolsa? Não né? Então não pensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Alguém mais, além de nós, sabe qual é a da necessaire?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sei lá...acho que todo mundo, quando tem alguém, carrega um kit de sobrevivência pro caso de ter que se arrumar no meio do dia, não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sei não...todo mundo carrega primeiros socorros - base, demaquilante, rimmel, escova de cabelo - é normal. Mas não porque tem alguém. Só você deixa o kit em casa quando ta solteira... Mas você ta bem, ou ainda ta em crise de abstinência?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Esse é o problema. Não to mais em crise.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então não é problema...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas alguém tinha que avisar pra ele...Mê, se ele demorar vai ser tarde..eu não quero. Vai dar trabalho me reconquistar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ella! Para de ser louca! 1) ele não vai voltar. 2) não daria trabalho nenhum te reconquistar. 3) ele. não. quer. mais. você!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vai defender de novo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- To defendendo VOCÊ, maluca! Enterra essa história que é melhor! Você já se abaixou tanto que mostrou a bunda, não sentiu o ventinho?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não lembro mais como era a gargalhada dele, Mê. E o cheiro dele saiu da minha blusa branca... lavei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vou te internar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Please.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você não ouve o que eu falo, né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não queria...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ella...por que você cismou com ele?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sei lá...só tem uma explicação...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Qual?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- De menino..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Explicação de menino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Hahaha...fala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Amor de pica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Bah! Que coisa mais baixa...isso não é raciocínio de mulher!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu avisei...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ai, jura pra mim que vai tentar outra explicação, pelo amor de deus.&lt;br /&gt;- Ele tem a pegada do demônio, Mê...não tem como...ah!&lt;br /&gt;- Hahaha! Você não existe...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas é a única explicação viável. Vai dizer que é amor? Não deu tempo de amor. Não deu tempo de nada aliás...a gente nem fez nada...vai ver é isso mesmo. Meu deus, Mê! como ele OUSA me deixar com vontade e ir embora? COMO?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ha! Bingo! Você mesma respondeu: orgulho ferido, Dona Ella. Puro orgulho ferido! E depois? Se ele volta você faz o que? Pega o que queria e é a SUA vez de ir embora, isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu nunca disse que era orgulho ferido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não? "Como ele OUSA me deixar com vontade e ir embora"...disse sim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Agora sim la maison est tombé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, nem é nada disso...eu to triste mesmo. É que a paixonite tava me fazendo companhia, eu acho. Tinha alguém pra sonhar, tinha alguém pra pensar, tinha um e-mail pra esperar, alguém pra ligar. Agora babau...eu nem escrevo mais pensando nele, nada... uma droga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ella...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ta...vai me internar. Vou ali matar meu orgulho ferido com álcool. Beijo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vê se não acha outro desse no caminho...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- To vendo que você me quer bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vai levar a necessaire? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nhé, beijo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As amigas que eu tenho...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-3331279354139207280?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=3331279354139207280&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3331279354139207280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3331279354139207280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/10/necessaire.html' title='Necessaire'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-8480361114944799467</id><published>2010-10-16T01:19:00.007-03:00</published><updated>2010-10-16T01:33:35.439-03:00</updated><title type='text'>_escuro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme eu passava a mão no fundo de areia branca, uma poeira linda, quase prateada, enchia a água de uma névoa misteriosa. A água era tão azul que eu parecia estar voando, e os brilhos da poeira branca pareciam estrelas num céu líquido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“O que eu estou procurando?” &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parecia mesmo ser importante e eu nadava aflita, com medo de perder o fôlego enquanto passava a mão no fundo, sem encontrar. Eu posso nadar nessas águas profundas e respirar normalmente como se fosse parte delas, mas a consciência de ter sido humana um dia deixa no fundo do pensamento este receio bobo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A névoa branca embaçou meus olhos e deixou a água turva de repente. Eu não encontrei o que procurava e tampouco podia ver alguma coisa. Tentei nadar para longe da névoa e encontrar o caminho de volta para a superfície, quando senti a presença de um animal grande que espreitava por trás da cortina branca. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu novo instinto de habitante do mar me levou para perto da criatura, sem medo do que encontraria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Não!” &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minhas lembranças de humana queriam empurrar meu corpo de volta para o outro lado, mas eu parecia mais forte do que elas. Travamos uma guerra momentânea - preservação x coragem - e eu venci. Nadei pela água azul-clara e turva, para detrás da névoa, querendo olhar nos olhos do animal que me observava. Quando ultrapassei os limites da cortina de areia, eu o vi. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era ele. “ELE”. Este parecia ser seu nome e não havia nada no fundo das minhas lembranças, - nem do meu velho espírito humano, nem da minha nova mente das águas - que me dissesse outro nome que não “ELE”. Alto, forte, cabelos escuros emoldurando o rosto bem desenhado, de linhas fortes. A linha do queixo bem cortada, o nariz respeitável, tudo para justificar a existência de um enorme par de olhos azuis, enfeitados por cílios enormes. O imenso animal que me vigiava era humano. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Mas como um simples humano pode estar aqui sem equipamento apropriado?”&lt;/i&gt; Eu pensei. &lt;i&gt;“Ele não pode ouvir meus pensamentos, pobre criatura...tanta beleza protegendo uma mente tão rudimentar.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele não podia me ouvir, mas tinha algo a dizer, e sua voz era alta embora falasse sem movimentar os lábios. Aquele humano tinha um dom que eu jamais vira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Nem NÓS podemos falar tão alto.” &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De todas as criaturas que conheci, só as baleias têm este poder. &lt;i&gt;“De onde vem este humano? E o que é isso que ele diz?”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele me olhava fixamente, os olhos azuis dentro dos meus, e repetia a palavra que era incompreensível para mim. Parece um nome, ou um lugar...ele dizia que eu não podia esquecer. Eu entendi tudo menos a palavra que não poderia esquecer. Pedi que ele repetisse. Irritado, ele repetiu outra vez e outra vez, e meus ouvidos falhavam. Eu me aproximei dele, coloquei meu ouvido perto de seu peito, que era por onde o som parecia sair. Sinalizei para que ele repetisse. Ele sacudiu a cabeça sorrindo como se eu tivesse acabado de fazer alguma coisa estúpida, me pegou pelos braços, levantando meu corpo até que minha cabeça estivesse na altura da dele e aproximou seus lábios do meu ouvido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele repetiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palavra entrou no corpo sem que eu a ouvisse. Eu pude sentí-la escorrendo pelos ossos do crânio, percorrendo o cérebro e entrando na corrente sanguínea. Era quente e viscosa, quase confortável. Ela entrou no pulmão se espalhando e colando em todas as paredes de forma a endurecer as fibras e, com um estalo altíssimo, descolou novamente, formando uma bola quente e violenta que invadiu as artéria e entrou no coração. Nesta hora a dor superou todos os meus instintos. Nem a velha alma humana, nem o novo corpo atlético de criatura das águas suportaram a dor de ter a palavra, dita por ele, dentro do coração. Um grito ensurdecedor saiu da minha garganta enquanto ele desaparecia na névoa branca brilhante que nos cercava. Meus pulmões não aguentariam mais um segundo se eu não tentasse sair dali. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A névoa se dissipou junto com a imagem dele e eu não entendia porque...por que tanta dor...pra que tanta dor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não sabia mais respirar e nem era mais uma criatura das águas agora que havia recebido a voz dele dentro de mim. Eu estava sem ar. Procurava lembrar como respirar, sem sucesso algum. Eu sabia que faltava pouco para minha morte. Eu sabia que, se não respirasse, eu desapareceria para sempre. Tentei lembrar do rosto d’ELE. Tentei saber seu nome. Tentei recordar o calor estranho das mãos dele quando segurou meus braços, e o hálito doce que impulsionou a palavra mortal. Eu ia morrer...eu queria levar esta lembrança. Me faltava ar. Eu não respirava. A água clara tornou-se noite escura. Eu flutuava,&amp;nbsp; inerte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“É doce...”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma golfada de ar entrou pela minha boca e pelas narinas ao mesmo tempo, tentando recuperar meu fôlego. Abri os olhos e o alívio de enxergar quase me levou às lágrimas. Eu não estava morta, e o ar agora parecia sólido. Quase se podia ver as moléculas de oxigênio que vieram me salvar. Eu estava no meu quarto, sentada na cama, suando feito um estivador, tremendo de falta de ar. Respirei fundo mais vezes do que eu saberia e tirei as cobertas que prendiam minhas pernas. Todos os poros eram necessários para reabastecer de oxigênio o meu corpo que quase se foi. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta foi a primeira vez que eu sonhei com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/A4d-7lxMr6c?fs=1&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/A4d-7lxMr6c?fs=1&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;(fragmento de "O Outro Lado das Coisas" por Mercedes Gameiro©)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-8480361114944799467?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=8480361114944799467&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8480361114944799467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8480361114944799467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/10/escuro.html' title='_escuro'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-649277495014536044</id><published>2010-10-14T02:40:00.002-03:00</published><updated>2010-10-14T02:47:45.975-03:00</updated><title type='text'>_mel</title><content type='html'>é essa a cor dos olhos?&lt;br /&gt;eu esqueço, eu me lembro, eu tento,&lt;br /&gt;eu sei que eu sei, mas faz tanto tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha cabeça tende a esquecer as cores&lt;br /&gt;embora meu corpo não esqueça as mãos.&lt;br /&gt;mel nas mãos:&lt;br /&gt;disso eu lembro.&lt;br /&gt;não a consistência ou o perfume...&lt;br /&gt;mas a doçura que persiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só pode ser de mel a mão que não te larga&lt;br /&gt;mesmo quando não existe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-649277495014536044?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=649277495014536044&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/649277495014536044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/649277495014536044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/10/mel.html' title='_mel'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-606416981131094246</id><published>2010-09-26T01:06:00.004-03:00</published><updated>2010-09-26T01:34:42.280-03:00</updated><title type='text'>_pequeno conto de inverno</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TJ7GVEbLlKI/AAAAAAAAAJo/dfg4i828YeY/s1600/casal-de-bonecos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TJ7GVEbLlKI/AAAAAAAAAJo/dfg4i828YeY/s320/casal-de-bonecos.jpg" width="264" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite estava fria quando a Fêmea X conheceu o Macho Y.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dois eram de tribos diversas, divergentes, quase opostas, mas nem isso nem o frio impediram que os dois se apaixonassem instantaneamente. Na língua dele, este não era exatamente o caso, mas ela também não queria muito saber como a tribo dele chamava "amor à primeira vista". Devia ter algum nome, já que era uma tribo cheia de leis e regras misteriosas. Quem se importa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela vinha de uma tribo livre, de fêmeas que não se aproximam de macho algum se não o quiserem muito...dificilmente seria capaz de notar se não houvesse sentimento da parte dele. Mas havia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi intenso o encontro de X e Y.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele declarou sua devoção, mostrou-se por dentro e por fora, cumpriu o  ritual da paixão sem deixar dúvidas de que a queria até mais do  que ela a ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tribos divergentes são tribos diferentes: ela côncava, ele convexo. Ela luz, ele reflexo. Ela entrega, ele...oh céus...ele muito complexo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem poderia entender os habitantes daquelas bandas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TJ7GdTFd9RI/AAAAAAAAAJs/75vf-CgEcZM/s1600/banksy-caveman.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" src="http://1.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TJ7GdTFd9RI/AAAAAAAAAJs/75vf-CgEcZM/s200/banksy-caveman.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do nada, o Macho Y voltou para sua tribo sem que a Fêmea X tivesse tempo de evitar. Mas deixou rastros. Incoerente como só ele, não soube apagar o cheiro e as pegadas que deixou pelo caminho. Por instinto - pura liberdade - ela seguiu sua sombra até os limites da tribo dos Ypsilons...para nada encontrar. Só o cheiro e as marcas no chão... nada mais. Não havia tribo, não havia...simplesmente nada havia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desolada, a Fêmea X voltou para sua aldeia sentindo a dor das asas cortadas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele desapareceu no ar como um perfume que perde a essência... do qual ela já não é capaz de lembrar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;End of story.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-606416981131094246?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=606416981131094246&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/606416981131094246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/606416981131094246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/09/pequeno-conto-de-inverno.html' title='_pequeno conto de inverno'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TJ7GVEbLlKI/AAAAAAAAAJo/dfg4i828YeY/s72-c/casal-de-bonecos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-4502344255737469052</id><published>2010-09-23T00:30:00.002-03:00</published><updated>2010-09-24T16:30:18.573-03:00</updated><title type='text'>_presente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TJrJSLGPYpI/AAAAAAAAAJg/ISmiQjH2dA4/s1600/fosforo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TJrJSLGPYpI/AAAAAAAAAJg/ISmiQjH2dA4/s320/fosforo.jpg" width="313" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que eu quero de presente?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas perguntam e eu não sei a resposta. O que será que eu não tenho? Preciso fazer as contas....deixa eu ver...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho a vida que eu quis, tenho pernas que me levam...Pernas me levam? É a imaginação que me leva, e me leva todos os dias pra onde eu quiser, mesmo que ninguém mais queira. Tenho essa cabeça, completamente descompensada, que dá risada sozinha da vida que eu escolhi. Ri dos dias, ri das coisas, ri do cheiro que a vida tem. Tenho esse coração debilóide e dramático que ama mais do que o amor aguenta e sonha até o último cantinho escondido do universo dos sonhos....e delira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho os cheiros das coisas que eu gosto e as coisas que eu gosto também, que não são tantas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes as pessoas dizem que é difícil me dar presentes porque eu tenho tudo. Mentira...eu não tenho tudo o que se pode comprar. Eu tenho tudo o que se pode querer. E o que eu quero não é o que os outros querem. É bem mais simples, bem mais barato, nem tem pra comprar, acredite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu for predir presente, vai ter que ser "presente". Presente é aquilo que se tem agora, que se vive agora, e que se guarda para sempre porque não é esquecível. Isso pode vir numa caixa ou no vento . Pode ser uma palavra ou um objeto...pode ser nada se vier com um olhar, um beijo, um abraço bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Presente é o que te faz viver, e vida é o único presente que me interessa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero gadgets, não quero roupa da moda, uma bolsa de marca, um sapato, uma jóia. Não...wait! Eu quero uma jóia sim, mas dessas que não se perdem, que não derretem, que não se enterram em baús de tesouro, porque só é possível guardá-las na alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu quero essa pedra rara, esse tesouro inteiro que são as pessoas que me cercam, encrustradas na vida que me cabe, cravejadas de amores que nunca passam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, pensa como é fácil me dar um presente: uma flor arrancada de um jardim, um papel recortado, um bilhete feliz, uma pedrinha de um lugar bonito, uma foto do céu...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se em algum momento do dia, em algum lugar do mundo, alguém pensou em mim e sorriu...bingo! Este é o presente que eu quero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez ganhei uma caixa de fósforos que tinha um único palito, e nele estava escrito "agora".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso...agora é tudo o que se tem. O bem mais valioso: o presente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o que eu quero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-4502344255737469052?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=4502344255737469052&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4502344255737469052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4502344255737469052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/09/presente.html' title='_presente'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TJrJSLGPYpI/AAAAAAAAAJg/ISmiQjH2dA4/s72-c/fosforo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-7022180363774384457</id><published>2010-09-22T02:12:00.004-03:00</published><updated>2010-09-22T02:25:38.980-03:00</updated><title type='text'>_invisível</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lZQYi9Q_vVM?fs=1&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lZQYi9Q_vVM?fs=1&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;E se você fechar os olhos? Tenta só uma vez, para eu poder mostrar o que eu vejo.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Olha as luzes lá embaixo, consegue? Desse lado luzes vermelhas, como uma grande cobra sem fim...do outro elas são brancas. Os reflexos na água, as núvens no vidro...&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;O Oeste é onde eu estou. Não...estou aqui agora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Sente o vento frio no rosto? Sente o calor na pele? E o gosto? Halls, café...&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Fecha o olho...não olha agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: white; text-align: justify;"&gt;Não deixa o tempo passar...sente o que eu quero mostrar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;( feche os olhos)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-7022180363774384457?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=7022180363774384457&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7022180363774384457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7022180363774384457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/09/gloom.html' title='_invisível'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-4698050120687684760</id><published>2010-09-18T19:57:00.011-03:00</published><updated>2010-09-18T20:54:59.473-03:00</updated><title type='text'>_a boina</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TJVDUTdZiyI/AAAAAAAAAJY/wxJshf2KWp4/s320/bonnie_clyde-770722.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Mercedes &amp;amp; Felipe&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;Por volta de 2005, eu e o Felipe Belão (@belao) éramos loucos - não que hoje sejamos normais - e escrevíamos contos no scrapbook do Orkut. A regra era: cada um escrevia uma parte, sem jamais combinar o tema ou o rumo da história, e postava no Orkut do outro.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Aqui vai um deles: Conto Scrapiano #4&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;(Me)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;É inverno em Curitiba e a Rua do Rio não tem mais a mesma cara. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Nem o frio é mais o mesmo. Hoje o frio é pequeno, não tem a mesma elegância, nem precisa mais de tanta roupa. Qualquer casaco que tenha bolso ajuda, luva já é coisa rara, no máximo um cachecol. Na infância era preciso ceroula, duas meias, a calça do pijama por baixo do uniforme, “japona”, "galocha"...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Ele anda todos os dias até o trabalho e sabe dizer a temperatura só pela cor do céu. Sabe a hora pela posição do sol. Sabe a velocidade do vento pelo movimento dos chorões. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Todos os dias o mesmo caminho da Júlia da Costa até a praça Ozório. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Conhece as esquinas onde o vento levanta a saia das meninas – das que ainda usam saias. Conhece o tempo dos sinaleiros. Conhece os horários de cada porteiro, de cada comprador de jornal da banca da Visconde de Nácar. Conhece os motoristas de táxi, os garis e a velha que nunca tirou os bobs do cabelo. Só não conhece a moça de boina que sai apressada do táxi gritando com alguém no celular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;(Felipe)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Verdana";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Ela não conhece a cidade. Não gosta de frio de nenhuma espécie, muito menos daquele. Uma peça de teatro. Isso era tudo que a atraía àquele lugar. Ela sabia que o texto era péssimo e a direção medíocre. Porém, o dinheiro compensava até o frio e a boina ridícula que estava usando para lhe conferir um "ar artístico".&lt;br /&gt;Direito. Odontologia. Engenharia. Sempre sonhou em estudar pedagogia. Queria ser uma professora certinha e exigente, até recatada. Sempre se considerou tímida. Mal humorada. E o primeiro sujeito que avistou logo que desceu do táxi a fez questionar ainda mais sua profissão, o frio, sua vida, sua boina, seu celular que não parava de tocar.&lt;br /&gt;- Meu troco, seu filho da puta!&lt;br /&gt;Carioca. Ela não conhecia os taxistas do aeroporto Afonso Pena. Voz estridente. Ela deixou o diretor medíocre da peça de teatro de texto péssimo surdo com o grito. Curiosa. Ela olhou pela segunda vez para o sujeito do outro lado da rua. Curitibano. Ele retribuiu o olhar com um pré-julgamento cheio de censura e antipatia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;(Me)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Verdana";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;“Carioca. Tinha que ser pra usar essa boina ridícula. Deve trabalhar com cinema e achar que é o máximo. Elas sempre gritam! Chegam aqui achando que todo mundo é burro, que podem tratar todo mundo com essa superioridade. Ou chamam de “BEM” , ou de filho da puta! Todas pseudo-intelectuais. Todas feias de bunda boa.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Mas nem toda a antipatia curitibana podia impedi-lo de dar uma segunda olhada, já que seria óbvio uma boa bunda ali, e ninguém é de ferro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;“Nessa esquina venta muito. Bem que ela podia estar de saia”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Hey! Você!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Braços levantados, olhando por cima dos carros, ela acena para ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;“Tinha que aparecer. Grita mais, ô perua! Vai me pedir o que? Pra carregar as malas?”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Ele aponta para o próprio peito, olha para trás antes de pagar o mico de descobrir que ela chamava um outro qualquer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- É! Você! Vem aqui um pouco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Ele pára no meio fio, espera alguns carros passarem, testa franzida, já de mau humor. &lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;“Vou perder a hora por causa dessa carioca de boina”&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Atravessa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Quem é você? – pergunta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Eu? Quem é você, que já chega do aeroporto gritando na rua?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Desculpa. Aquele cara foi embora com o meu troco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Quer que eu corra atrás dele?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Não. Quero que você vá ao Teatro hoje à noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Porque eu cometeria essa loucura? – sorriso sarcástico nº 5&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Ela a tira da bolsa um convite para a peça ruim de texto péssimo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Porque eu estou convidando e você deve ser educado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Ele pega o convite, olha com descaso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Só um?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Eu convidei VOCÊ. Sozinho e desarmado. Chega antes pra tomar um drink.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;E diz isso virando as costas, arrastando a mala enorme pela rua, atendendo o celular que não para de tocar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;(Felipe)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Verdana";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Uma hora antes da peça, ele ainda estava indeciso. Pensativo de cueca e meia preta. Imagem que combinava perfeitamente com sua barriga de cerveja e com seus joelhos grandes demais. Olhava no espelho e a mera lembrança da boina o excitava. Vestiu seu melhor terno. Pensou com desprezo no teatro. Lembrou-se das pessoas que pensavam que podiam mudar o mundo com peças ruins repletas de críticas sociais ou políticas. Necessárias ou não, odiava críticas. Gravata vermelha. Perfume barato. Conferiu se trancou a porta duas vezes. Chave no bolso esquerdo sempre. Carteira no bolso direito quase sempre. Seu carro era velho. Suas rugas já não lhe conferiam apenas olhar experiente. Sua vida passava rápido e ele se movia devagar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Teatro. Inesperado bom humor. Pseudos-intelectuais. Ela já estava esperando. O batom mais vermelho que a gravata dele. A boina ridícula continuava no lugar, escondendo suas madeixas com dez tonalidades diferentes do mesmo loiro. Tentou sorrir, mas achou aquele terno terrível. Ele achou tudo nela perfeito, embora não fosse.&lt;br /&gt;- Viu só! Tá pra nascer o homem que nega um convite meu.&lt;br /&gt;- Só vim pelo drink que você prometeu.&lt;br /&gt;- É mesmo? E o que você quer tomar?&lt;br /&gt;- Cerveja.&lt;br /&gt;- Cerveja não é drink. Além disso, só tem vodka com menta.&lt;br /&gt;- Então por que você perguntou?&lt;br /&gt;- Só pra saber o que você queria. Agora sei o que você queria e sei o que você vai tomar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Sentiu-se velho demais para mandar uma atriz tomar no cu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;(Me)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Verdana";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;O drink chega. Ele olha aquela coisa verde com a descrença de um gato frente a um osso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Quem inventa uma bebida verde?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Não adianta. É o que temos aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Alguma superstição?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Não, querido. Bom gosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Esses lugares são ótimos pra quem quer comprar óculos. Olha só... É como mostra de cinema iraniano...filmes péssimos, excelente desfile de óculos modernosos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Do que você gosta?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- De sexo. E você?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;A gargalhada dela foi ouvida em todo o quarteirão. &lt;i&gt;“Se rindo é esse escândalo, imagina na minha cama...”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Ela, subitamente séria, olhou nos olhos dele. Por um momento ele sentiu a espinha gelar como se ela tivesse escutado seu pensamento. Tremeu de medo de olhá-la nos olhos novamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Alguém fez um sinal, ela respondeu com o olhar, debruçou-se na mesa deixando que o decote quase o fizesse engasgar: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Tá na minha hora. Sobe pro camarote e me assiste. Depois me espera. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Há milímetros do ouvido dele, sussurrou: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Eu quero ver do que você gosta... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Gelado e ansioso, ele assistiu à peça de texto péssimo, pretensioso, medíocre. Teve sono, teve tédio, usou a chave que estava no bolso esquerdo para limpar debaixo das unhas, ficou estupefato com a sensualidade e a falta de talento da sua nova amiga. O tempo não passa, e ele não para de pensar em mostrar para ela do que gosta, mas não entendeu ainda o que ela quer com um velho barrigudo de última que achou na rua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;(Felipe)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Verdana";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;As cortinas vermelhas, velhas e cheias de mofo se fecharam.&lt;br /&gt;- Curitiba realmente é a cidade maravilhosa do mofo – pensou ele em voz alta.&lt;br /&gt;E, como num passe de mágica, ela misteriosa e sua boina ridícula apareceram ao seu lado. Ele não sabia dizer quanto tempo passou. Por quanto tempo pensou. Durante quantos minutos o mofo, a peça medíocre e a sensualidade da desconhecida passearam pelos seus pensamentos. Apenas foi despertado por mais um sussurro provocante.&lt;br /&gt;- Me leve pra algum lugar... agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Não havia resposta. Nada a dizer. Segurou a mão dela de maneira desajeitada, como quem não faz idéia do que fazer em seguida. Levou-a para seu carro velho. Encolheu a barriga. Colocou o cinto de segurança. Ela não. Lembrou que deveria ter aberto a porta para ela. Tentou imaginar o que fazer em seguida. Pensou quais seriam os movimentos certos. O que o James Bond faria? Lembrou que os James Bond´s de seu tempo já estavam velhos ou mortos. Tentou buscar exemplos nacionais e um dos mais decrépitos veio à sua mente: Tarcísio Meira. Procurou se concentrar em dirigir. Nada daquilo estava ajudando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Os pensamentos dele mal permitiam que o carro seguisse pela pista certa. Ela colocou a mão em sua perna. Não parecia se preocupar com atores mortos, velhos ou vivos. A mão passeava. O carro seguia nervoso pelas ruas de Curitiba. Ele já não controlava seu raciocínio. Cortina. Mofo. Peça. Sensualidade. Tarcísio Meira. Boina. Porta do carro. Ruas. Trocar de marcha. Encolher a Barriga. A mão dela já não estava só na sua perna. “Por que diabos eu estou lembrando do Tarcísio Meira?!&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;(Me)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Vamos ver o que você tem ouvido...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ela empurra a fita para dentro do toca-fitas velho, mas tem que segurar a mão dele que tenta impedi-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;- “Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch watch?”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;-&lt;span style="font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Que droga é essa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Ele tira a fita, sem jeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Um curso idiota de inglês. Nem é sério.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- Que tipo de homem é você?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;- O pior!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Pega a mão dela e coloca de volta em sua perna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;No Motel barato, cheirando a tapete úmido e pinho sol, ele bate a porta, joga as chaves, encolhe a barriga, pensa se ela deve tirar a boina ou se aquela coisa ridícula pode dar um ar de filme francês à cena de sexo que ele tenta idealizar &amp;nbsp;sem saber ainda onde põe as mãos, o que diz, e como se livra da imagem torturante do Tarcisio Meira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;Ela começa a tirar a roupa e ele se atrapalha...não sabe se tira antes a camisa ou a calça, tem medo de ficar de cueca e meia e parecer um perdedor.&amp;nbsp; Anda pelo quarto desabotoando a camisa e apagando algumas luzes. Depois de uma certa idade e de uma certa circunferência, pouca luz sempre salva a dignidade. &lt;i&gt;“Se ela me convidar pra um banho vai ver a minha barriga. Porque eles não colocam menos luz nos banheiros?”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;No sistema de som precário do lugar, Maria Bethânia canta Cavalgada. Maria Bethânia sempre canta nos motéis baratos! O papel de parede descascado, o tapete úmido e queimado de cigarro, os lençóis amarelados e puídos, os quadros com figuras de mulheres feias, a TV em cima da cômoda descascada com gavetas falsas, a esquadria enferrujada da janela... vou cavalgar por toda noite...Por uma estrada colorida...Tarcísio...João Coragem...Tudo revela que será preciso dar muito de si para tornar esse lugar inesquecível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Verdana";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;(Felipe)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E como tornar o momento inesquecível pensando se a cama está limpa ou se o lençol foi trocado? Qual o sabão em pó mais apropriado para aquela roupa de cama? OMO? Estava sendo usado na medida certa? Na quantidade certa?&lt;br /&gt;E, como se não bastasse, o espectro fantasmagórico de Tarcísio Meira ainda se fazia presente. Assim como a voz inconfundível de Maria Betânia em sua canção fervorosa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ela não se importava. Porém, para ele o cenário todo exercia uma influência diferente. Atrapalhava psicologicamente. Fisicamente estava tudo funcionando, afinal já fazia dez meses que ele havia parado de tentar contar qual foi a última vez que chegou perto de fazer sexo com alguém que não ele mesmo. Só que o lençol, o ex-galã de televisão, a cabeleira da Maria Betânia formavam um conjunto poderoso. Vinte minutos.&lt;br /&gt;- Não pára!&lt;br /&gt;Aliás, formavam um obstáculo. Trinta minutos.&lt;br /&gt;- Vai continua!&lt;br /&gt;Uma verdadeira barreira intransponível. Uma hora. &lt;br /&gt;- Oh, meu Deus!&lt;br /&gt;Uma muralha que separava o sexo do prazer. Uma hora e meia. &lt;br /&gt;- Ah!!!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ela gemia, gritava e parecia estar tendo a melhor experiência pseudo-artística-multiplorgásmica de sua vida. Ele apenas colaborava com o pênis e uma atuação esporádica da pior qualidade tipicamente curitibana. Foi então que ele percebeu. Não era o lençol ou o Tarcício ou a Maria Betânia. Era a boina. Era ela. Era a falta de carinho. Não havia o tal do sentimento e ele sentia falta dele. Não sabia o motivo, mas ele sentia falta da porra do sentimento. “Era o que me faltava! Meu pinto ficou emotivo depois de velho!”&lt;br /&gt;- Ahhh, que foi que você disse?&lt;br /&gt;- Disse que vou gozar.&lt;br /&gt;Boina. Tarcício Meira. Motel Barato. Lençol sujo. Maria Betânia. Pênis romântico. Barriga encolhida. Ela desfalecida. Ele indignado e mentiroso. O preservativo: vazio."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Verdana";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;(Me)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Fumaça de cigarro. &amp;nbsp;Silêncio. Aquele lugar ficava cada vez mais horrível. Agora que a ansiedade e o tesão se foram, ele já nem encolhe mais a barriga e começa a reparar na pintura velha do teto, no descascado das paredes, na decoração pobre e tosca. Dá para imaginar que tipo de casal freqüenta este lugar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ela fuma olhando para a porta vermelha do banheiro. &amp;nbsp;Ele cheira o travesseiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Que tipo de mulher &amp;nbsp;topa transar numa espelunca dessas?!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ela sentou na cama indignada, cigarro no canto da boca, falando entre os dentes:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- O que? Você ta falando de mim?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Não! Claro que não! Pensei alto...tava imaginando quem vem aqui... não você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Eu VIM aqui! Não vem tentar salvar a sua pele descarada! Onde mais um homem como você me levaria? Pra um hotel cinco estrelas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Calma, eu não quis te ofender! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Tarde demais! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Desculpa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Eu que não quis te ofender quando entrei por aquela porta! Também não quis te ofender quando vi seu terno horroroso! Nem quando você tirou a camisa. E pra não te ofender eu fingi feito uma atriz barata o tempo todo! E não falei nada!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Mas você é uma atriz barata!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- E você é o pior tipo de homem que eu já conheci.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Não te enganei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Cala a boca! Não sei onde eu fui achar uma coisa como você!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Na rua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Não sei porque eu fui ceder!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Ceder? Você que quis!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Cala a boca! Você me ofendeu, eu digo o que eu quiser!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;- Ta. Então diz no carro. Vambora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Verdana";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;(Felipe)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No carro, o silêncio. Ele se sentia sozinho. Não conseguia nem mesmo levar em conta a presença fria da mulher ao seu lado. Já não havia Tarcísio Meira que remediasse seu ódio e repulsa por aquela péssima atriz e terrível amante. Seu sangue corria ao mesmo tempo rápido e gelado.&lt;br /&gt;Pegou um desvio. Andou uns quilômetros. Ela surpreendentemente calada. Já haviam falado o suficiente por uma noite de sexo. &lt;i&gt;“Agora que o sexo acabou, quero o prazer.”&lt;/i&gt; O carro velho percorria estradas antigas. Ele lembrou do tempo em que era jovem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Freiou bruscamente. Não chovia. A lua não se mostrava. Árvores. Silêncio. Nada para recordar. A lembrança teimosa do tempo de juventude dele. Seu sangue continuava correndo rápido e frio. Abriu a porta do carro para ela. Gentil. Abraçou-a por trás até ela sufocar. Seu corpo tremeu. &lt;i&gt;“Os corpos sempre tremem.”&lt;/i&gt; Seu último suspiro veio logo. Foi pesado. &lt;i&gt;“Todos os últimos suspiros são pesados.”&lt;/i&gt; A lembrança de sua primeira amante misturada com a imagem da mulher de boina saindo do táxi. Prazer finalmente.&lt;br /&gt;Quando soltou o corpo, a queda foi inaudível. Ele olhou para baixo. A imagem fez seu sangue frio parar. Não havia corpo. Não havia mais atriz. Não havia amante. Ele só enxergava sua própria solidão."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;FIM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;   &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Felipe e Mercedes &lt;a href="http://mgcaixapreta.blogspot.com/2007/04/amor-por-escrito.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Delírio - outro conto scrapiano parte &lt;a href="http://mgcaixapreta.blogspot.com/2007/04/delrio-primeira-parte.html"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://mgcaixapreta.blogspot.com/2007/04/delrio-parte-2.html"&gt;2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://mgcaixapreta.blogspot.com/2007/04/delrio-parte-3.html"&gt;3&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://mgcaixapreta.blogspot.com/2007/04/delrio-parte-4.html"&gt;4&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://mgcaixapreta.blogspot.com/2007/04/delrio-parte-5.html"&gt;5&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://mgcaixapreta.blogspot.com/2007/04/delrio-parte-6.html"&gt;6&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://mgcaixapreta.blogspot.com/2007/04/delrio-parte-7.html"&gt;7&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://mgcaixapreta.blogspot.com/2007/04/delrio-final-felipe-iubel.html"&gt;Final&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Felipe Belão &lt;a href="http://falamestre.spaces.live.com/"&gt;aqui &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Verdana; font-size: 9pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-4698050120687684760?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=4698050120687684760&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4698050120687684760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4698050120687684760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/09/boina.html' title='_a boina'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TJVDUTdZiyI/AAAAAAAAAJY/wxJshf2KWp4/s72-c/bonnie_clyde-770722.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-8718179118100179147</id><published>2010-09-17T01:27:00.003-03:00</published><updated>2010-09-24T12:30:56.490-03:00</updated><title type='text'>_ritual do fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida antigamente era mais difícil numa série de coisas, mas em outras era milhares de vêzes mais fácil. Principalmente no que diz respeito aos relacionamentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falar e ver a pessoa amada não eram coisas tão simples, nem tão complicadas. Deu pra entender? Eu explico:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas se conheciam no bonde, no ônibus, na festa, no clube, whatever. Fato: elas se conheciam assim, fisicamente, olho no olho. A primeira impressão era realmente à primeira vista. Uma ouvia a voz da outra, sabia a altura, o tamanho, os atrativos e os nem tanto, sentia o cheiro. Sabe assim? Como os homens da caverna? Coisa antiga... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem. Como fazer para se encontrar de novo? Pouquíssimas possibilidades. Nem sempre alguém passa pelo mesmo lugar duas vezes em uma semana, a não ser quem se conhecesse no trabalho -- mas não se come a carne de onde se tira o pão (cof cof...eu nunca!).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois tinha o telefone. Era preciso descobrir o número da pessoa e, para tal, bastava procurar na lista telefônica de assinantes, caso tivesse dado tempo de saber o sobrenome . Depois de conseguir este tesouro, telefonar era uma coisa meio cara, então ninguém abusava. Falar todo dia já era uma coisa exagerada, mais de uma vez por dia era coisa de gente louca. Sem celulares e mensagens de texto, era impossível mandar um&amp;nbsp; :)&amp;nbsp; de vez em quando para se fazer presente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em compensação, naquela época, se um homem aparecesse de surpresa na porta da casa ou do trabalho da moça, ou se telefonasse para a casa dela, ele não era considerado um stalker, ao contrário, era uma demonstração de interesse e afeição apreciada até. E as pessoas escreviam cartas. Isso: Cartas! O carteiro não trazia contas, trazia CARTAS. Para as contas, existiam os carnês -- que não eram enviados pelo correio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem...um namoro envolvia cartas, bilhetes, fotografias, presentinhos fofos. E o final de um namoro envolvia devolver, rasgar ou queimar cartas, bilhetes, fotografias e presentinhos fofos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ato de rasgar era a grande catarse. Depois de lágrimas sem fim, dias de sofrimento ou de raiva, você simplesmente abria aquela caixa, remexia tudo, escolhia meia dúzia de coisinhas para guardar - isso entre soluços e ataques de fúria - e rasgava página por página, envelope por envelope, jogando toda a sua energia e todo o seu sofrimento neste ato. Um ritual de luto. É como enterrar seus mortos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O luto é necessário para a aceitação. Depois do enterro, você chora, se descabela, mas não encontra mais o morto andando por aí. Depois do enterro, você espera lá seus sete dias, manda rezar uma missa ou o que quiser...e está liberado do sofrimento. Kind of.&amp;nbsp; Rasgar cartas e fotos é exatamente a catarse do luto dos relacionamentos. Queimar então...maravilhoso. Depois deste momento, você é oficialmente uma pessoa mais leve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem...ERA!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque hoje não tem como. As pessoas terminam e continuam vendo o nomezinho da criatura ali na janela do messenger com uma bolinha verde que praticamente diz &lt;i&gt;"disponível, mas não para você"&lt;/i&gt;. E fotos que mudam todos os dias. E Facebook, Orkut, Twitter, notícias que não param de chegar. São lembranças postadas por todos os cantos da web e ainda tem o grande cemitério das almas perdidas -- que se chama Google -- capaz de achar as imagens de vocês dois juntos que aquela tia dele postou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se ela pinta o cabelo, ele vê. Se ele começa a malhar, ela repara. Se um dos dois namora, o status muda como um tapa na cara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a vida eterna dos amores perdidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando você termina um relacionamento, o histórico do messenger também desaparece? E o do Skype? Não...você pode encontrá-los bem na hora que já estiver se recuperando, reler tudo e ter uma master recaída. E os e-mails? Você pode deletá-los todos, mas ao contrário do ato de rasgar, o que fica não são fragmentos de declarações de amor em forma de papel picado...é o vazio. Deletar não cumpre o ritual do luto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A internet é a volta dos mortos vivos. Ex-namorados-Zumbis. Ex-mulheres-imortais. Eles se vão, mas nunca partem. E se bebem, entram de madrugada pra escrever mensagens saudosas que não vão lembrar de manhã. Como lidar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso criar outro ritual de luto para preservar os corações dessa bagunça. É urgente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/39Csi9PEncI?fs=1&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/39Csi9PEncI?fs=1&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Eu guardo as cartas e rasgo as fotos)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-8718179118100179147?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=8718179118100179147&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8718179118100179147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8718179118100179147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/09/ritual-do-fim.html' title='_ritual do fim'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-3377258809372203348</id><published>2010-09-15T18:41:00.002-03:00</published><updated>2010-09-15T18:42:46.770-03:00</updated><title type='text'>_perfect profile</title><content type='html'>Achei hoje esse perfil de um blog antigo e vou te contar que ainda me cabe como uma luva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cabeça é o big-bang do pensamento alheio.  Roubo o que você pensa e não sabe dizer...  Assim eu sou você e você jura que eu sou demais!&lt;br /&gt;Odeio o ar da mediocridade. Odeio o cheiro da falsa modéstia.  Odeio o perfume barato dos pseudo-intelectuais.&lt;br /&gt;Gosto das pessoas.  Gosto de ouvir pessoas.  Falo mais do que a língua e sou dona da verdade.&lt;br /&gt;Ela é minha e fim.  Não se discute! Shut up!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-3377258809372203348?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=3377258809372203348&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3377258809372203348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3377258809372203348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/09/perfect-profile.html' title='_perfect profile'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-8495105205717834023</id><published>2010-09-14T03:16:00.000-03:00</published><updated>2010-09-14T03:16:53.389-03:00</updated><title type='text'>_R.I.P.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TI8TTip0KhI/AAAAAAAAAJQ/ik5SM2bZBug/s1600/silencio6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TI8TTip0KhI/AAAAAAAAAJQ/ik5SM2bZBug/s320/silencio6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-8495105205717834023?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=8495105205717834023&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8495105205717834023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8495105205717834023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/09/rip.html' title='_R.I.P.'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TI8TTip0KhI/AAAAAAAAAJQ/ik5SM2bZBug/s72-c/silencio6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-6775007117500118408</id><published>2010-09-13T01:32:00.006-03:00</published><updated>2010-10-14T01:57:24.397-03:00</updated><title type='text'>_i miss you like hell</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;What the hell is &lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;h&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ell&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;doing in the same line as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;you&lt;/span&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;You are &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;h&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;eaven&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; itself.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Can I miss you like&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span style="color: red; font-weight: bold;"&gt;h&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;eaven&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span style="color: red; font-weight: bold;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;eaven&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; with an &lt;span style="color: red; font-weight: bold;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; as in &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ug&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;,  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;    as in &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;oney&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;,  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;       as in &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;alf&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;          as in &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;eart&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Let me stop missing &lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;you&lt;/span&gt;, baby.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Come &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;h&lt;/span&gt;ere&lt;/span&gt; with an &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;H&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;as in &lt;span style="color: red;"&gt;H&lt;/span&gt;appy&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-6775007117500118408?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=6775007117500118408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6775007117500118408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6775007117500118408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/09/i-miss-you-like-hell.html' title='_i miss you like hell'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-8860561794514584297</id><published>2010-09-09T14:38:00.004-03:00</published><updated>2010-12-02T23:13:32.691-02:00</updated><title type='text'>_pode?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode? Não, não pode.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem muita coisa nessa vida que não pode e a gente sabe muito bem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pode matar. Não pode maltratar as pessoas. Não pode fazer aos outros o que a você não quer que façam a você. Não pode roubar. Não pode ser desonesto. Não pode um monte de coisas porque não é justo, não é correto, porque sem ética a gente não sobrevive nesse mundo que ainda é selvagem, porque a nossa natureza é selvagem e isso eu não vejo como mudar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tem coisas impossíveis de controlar. Você simplesmente não manda nelas e, acredite, tudo seria muito mais fácil se a vida fosse controlável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se fosse controlável ninguém ficaria doente, ninguém morreria de coisas incuráveis, ninguém jamais ficaria triste, a gente aceitaria a morte -- não importa o que ou quem morreu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando uma pessoa vai desta para a outra vida, quem fica sente que o chão lhe foi tirado. Fica um vazio imenso que não pode ser preenchido por nada...nada vivo, nada material, nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando um amor acaba, acontece a mesma coisa, com a única -- e não tão grande -- diferença de que o grande buraco será preenchido mais cedo ou mais tarde, mas ali há de ficar uma cicatriz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando uma promessa de alegria se desmancha no ar é um pouco diferente: era só uma ilusão, você sabe disso, mas dá uma tristeza infinita e passageira. Assim: tem dias que é infinita, tem dias que nem existe. A alegria ilusória muitas vezes é bem mais intensa do que a felicidade real. Ela vem forte, ela gera expectativas, ela tem cheiro e gosto de promessa de vida. Aí, quando se desfaz, você tem a impressão de que não é merecedor de algo tão bom. Não é como a dor da perda...é como a dor de não ter tido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí, nos dias em que está triste, você vai buscar a lembrança da ilusão, porque ela ameniza a dor das outras perdas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode isso?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode sim...com certeza pode.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-8860561794514584297?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=8860561794514584297&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8860561794514584297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8860561794514584297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/09/pode.html' title='_pode?'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-4287922118095235023</id><published>2010-08-31T22:53:00.002-03:00</published><updated>2010-08-31T23:00:11.856-03:00</updated><title type='text'>_s.o.s. solteirice</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ai ai, a vida de casada é uma beleza e um dos motivos dessa beleza é muito claro: não ser solteira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai do céu me permita manter a minha casadice eternamente, porque as regras da solteirice enchem o meu saquinho, mesmo à distância. De ouvir falar, só de presenciar os eternos mimimis de amigas solteiras e amigos idem, eu me canso do novo livrinho de regras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo meu livrinho, existem coisas que são básicas: vai acontecer mais cedo ou mais tarde, nao vai? Então resolve já. Simples assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos a um ensaio de alguns tópicos que são reclamações recorrentes: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Não enrola!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você está a fim da moça. Ok, ela também parece estar? Vai de uma vez, porque mulher é um bicho que cansa fácil (e eu acabei de ler que tem muito mais homem do que mulher no mundo). Acorda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. O primeiro encontro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marcou um encontro, vai sair pra jantar? Siga os conselho da @rebiscoito: &lt;a href="http://rebiscoito.wordpress.com/2010/08/31/sobre-um-primeiro-encontro/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Parte direto pro beijo, poupa todo aquele nervosismo e as reviradas no estômago durante o jantar, fofices ditas sem graça e espasmos nervosos esquisitos. Vai pro beijo! Se o beijo for ruim, já economiza a grana do jantar, se for bom, a noite será agradável, ponto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. Ligo não ligo? Me faço de difícil ou o que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ai pelo amor de deus. Essa é a parte que mais me enche o saco.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vem cá...me explica: se você está aí igual um bocó pensando nela, liga! Isso não faz de você um stalker louco que vai ficar vigiando a moça na janela e dar um tiro em quem se aproximar. Ou pelo menos antigamente não fazia. Sem falar, que a gente sabe que você É um stalker louco que já foi fuçar a timeline dela, o Facebook dela, o Orkut dela e googou fotos de uma década inteira. Então pára de ser mané e liga de uma vez. O máximo que pode acontecer é ela dizer que não quer mais sair com você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, meu bem...se você não quer ficar com a moça de novo, faz favor de ser homem e ser bem claro. Deixa eu explicar: bem claro quer dizer: BEM CLARO, com&amp;nbsp; t o d a s&amp;nbsp; a s&amp;nbsp; l e t r i n h a s&amp;nbsp; e sem desculpinhas. Não é "agora não dá porque eu estou num momento complicado", "estou saindo de um relacionamento sério e não quero misturar as coisas" ou seja lá que frase você decorou. É assim ó: "Você é um amor, mas eu não quero ficar com você, não vou ficar enrolando e perdendo o seu tempo...não vai rolar porque eu não estou a fim. Desculpa, ta?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viu que fácil? Ela vai achar você um grosso, por dez minutos, depois vai agradecer o tempo poupado e o sofrimento ridículo economizado, para todo o sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se ela ligar antes da hora, não se faz de louco: se estiver a fim dela, se joga. Se não estiver, já sabe a minha opinião. Não tem nada pior nessa vida do que se sentir enrolada. Uma coisa é homem difícil, outra coisa é homem enrolão. Difícil é um desafio interessante, enquanto enrolão é um chato que vai se suicidando aos poucos diante de uma mulher que queria alguém admirável pra chamar de seu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. Amiguinhas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixa eu te explicar que amiguinho não beija na boca, então não vem apresentar "amigas especiais" como "amigas". Abre de uma vez o jogo e diz: "Sabe a fulana? Então, ela é super minha amiga mas a gente já se pegou várias vezes". Sinaliza, querido, sob pena de perder a namorada. E por falar em "namorada"....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5. Ficar ou namorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ai me poupe...ME POUPE!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedir em namoro é coisa de quando eu tinha 15 anos, e isso já faz mais tempo do que você tem de vida. Me explica a diferença por favor? Vocês estão ficando faz seis meses? Ficando? Vocês dormem juntos, pelo amor de deus! Vocês conhecem as famílias, fazem tudo juntos e estão ficando? Desculpa, mas vocês estão namorando e faz tempo. Ah não? E se ela ficar com alguém outro, tudo bem? Ah não porque ela está "ficando" com você então tem que ser só com você...entendi....desculpa querido, mas vocês estão namorando, mesmo que você não goste do termo, ache a palavra um horror e se recuse terminantemente a aceitar o fato. Sinto muitíssimo...deixa de ser bocó e assume isso de uma vez. E se ela&amp;nbsp; referir-se a você como namorado, aceite. Ela é muito mais macho do que você e é bem raro achar uma mulher com essa qualidade (sim, isso é uma qualidade).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, esqueci. Se você mora ha quatro anos com ela, vocês são casados, ta? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6. Medinhos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz favor! O medo do sofrimento é milhares de vezes pior do que o sofrimento em si. Coisa de boiola -- e eu vou te contar que existe mulher boiola também. Fato: deixar de viver uma história porque você tem medo de vir a sofrer, só pode ser desculpa esfarrapada. Melhor dizer de uma vez que não quer, que não está a fim, do que assumir um medinho. Até porque não existe uma mulher que se preze que vá respeitar o seu medo. Ela vai insistir até você vencer isso. Então, se na verdade for só uma desculpa, você vai acabar entrando na categoria "enrolão" quando ela der todos os sinais de que as portas estão abertas e você não entrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto a você, mocinha, a mesma coisa: toma jeito de homem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7. Internet bichada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não seja patético: quando você resolver bloqueá-la no msn, gtalk, yahoo, whatever, ela vai saber. Quando você ficar invisível ela também vai saber. Não esquece que quando ela o conheceu, você dormia conectado. Agora deu pau no seu celular, na sua conta, o msn pirou...aaaah!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me conta: você é o tipo de homem que ficaria com uma mulher que tem Q.I. de ameba? Ou você faz pouco assim da inteligência dela? Desculpa, meu bem, mas se este é o caso, você não merece mesmo que ela fale com você. Seja homem e assuma os seus atos se você quer que ela continue sendo ao menos sua amiga, porque, como eu já disse antes, toda mulher PRECISA admirar o homem que escolheu -- mesmo que ele seja o homem errado, não seja dela, não venha a ser jamais -- para conseguir guardar ao menos um carinhozinho para, quem sabe, uma futura amizade &lt;strike&gt;se você não screw up isso também&lt;/strike&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;8. Fim&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Termine. Saiba terminar. Finish. Kaput. Se você ficar dando droga pra viciado, ela vai SIM descontrolar, vai ficar insuportável, vai ficar perdida e ainda vai viver alimentando uma esperançazinha que pode fazer muito bem para o seu ego, mas talvez um dia faça muito mal para o seu precioso saquinho, quando o joelho dela puder alcançá-lo. E vai. Acredite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por enquanto é isso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu pudesse ditar as regras, aposto que a próxima geração me agradeceria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um beijo amigo no seu umbigo equivocado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-4287922118095235023?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=4287922118095235023&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4287922118095235023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4287922118095235023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/sos-solteirice.html' title='_s.o.s. solteirice'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-1141276092139444475</id><published>2010-08-31T00:48:00.000-03:00</published><updated>2010-08-31T00:48:01.842-03:00</updated><title type='text'>_Palavras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Enquanto não encontro as palavras para mudar de assunto, vocês vão ter que ler coisas antigas, escritas por mim em blogs extintos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;15 Setembro 2005&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1196/283019453818785/1600/118230/Me...tattoo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1196/283019453818785/320/584217/Me...tattoo.jpg" style="cursor: pointer; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;Eu não durmo mais. Que aflição. Que aflição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vejo mais o amanhecer, com cheiro de bom dia, quando as nuvens são ainda uma névoa fresca e a cor do céu é novidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vejo mais o amanhecer. Vejo o pôr da noite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A manhã insiste em chegar quando estou me arrumando para dormir. Não estou atrasada, ela que chegou cedo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite é engraçada, me diverte e me brilha os olhos de criancice e ansiedade. É a hora do riso. Hora das idéias. Hora que as histórias chegam, que as imagens surgem, que as alegrias nascem, que as palavras explodem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah...as palavras! Essas têm sido minhas companheiras ultimamente. Me roubaram de tudo. Me roubaram de todos. Só não me roubaram dos amigos que usam palavras. Só desses também. Fui roubada! Estou roubada! E foram elas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ladras palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Livros, livros, livros, palavras e eu. Em que momento resolvi tirar o atraso de uma vida de preguiça? Sinto-me com 18, 20, 25? Há! Aos dezoito li mais do que uma existência. É isso então. Encontrei a menina loira usando jeans e coragem, com tempo pra tudo, e ela me força a ler. Dentro do meu casaco verde-langanho, na madrugada gelada, estamos eu, ela, Ella, Elanor e todas as outras, caçando palavras. Colecionando períodos. Eternizando pensamentos. No dia cinza e gelado, vivemos pelos sofás. Um livro no carro, um na cabeceira, outro no banheiro e esse aqui do meu lado que revela tudo o que eu queria saber. Corre Mercedes, corre! Tira o atraso de uma vida! As palavras voltaram. A noite está com você! À noite, está com você. À noite estar com você...Mágicas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grande Houdini me ronda mostrando essa mágica diária-noturnamente. Grande Bandini me visita desvendando o mistério da sintaxe que eu gosto. As palavras me encantam e seqüestram. Fui roubada! Fui roubada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As palavras são putas encantadas. Andam pelas bocas e pelos becos. Criam contos de fadas ou eróticos. Passeiam pelo coração da moça e da velha trazendo os mesmos desejos. Visitam o padre e o bêbado levando os mesmos pecados. Com seus peitos desnudos e bocas vermelhas, as palavras beijam quem já não sonhava. Quem adormecia. Quem já não esperava. Por isso os poetas vão para o inferno. Malditas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Irei eu para o inferno só por não ver o dia amanhecer, mas sim a noite se pôr no meu horizonte de vocábulos? Irei eu para o inferno só por ser a amante devotada dos períodos e sorrisos? Irei. Irei para o inferno se puder levar comigo meus pensamentos noturnos. Assino este contrato. Firmo minhas palavras. Irei com elas ao inferno!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dramáticas Palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-1141276092139444475?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=1141276092139444475&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1141276092139444475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1141276092139444475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/palavras.html' title='_Palavras'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-8447488485967570535</id><published>2010-08-29T20:14:00.007-03:00</published><updated>2010-12-02T22:57:51.634-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Assim que eu sei amar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ella Spotlessmind'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ai ai'/><title type='text'>_Sempre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto tempo dura um sempre?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Menos, muito menos do que o desejado, pode ter certeza, a não ser o sempre que dói.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um momento de alegria dura um "pra sempre" ínfimo e, o quanto mais ele vai durar, só depende da memória, porque nem todo "pra sempre" é pra sempre mesmo...a não ser que você fotografe, grave, se esforce para não perder nenhum detalhe, porque ele se vai...e é rápido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Existem sempres que eu tenho", ela disse, "mas não necessariamente os sempres que eu queria ter. Eu tenho pra sempre o peso do paletó dele, guardado aqui na memória. Memória inútil, parece? Parece, mas nem é, já que posso ter perdido outros detalhes. Lembro que era marinho e muito mais pesado do que eu esperava, quando fui arrumá-lo no banco de trás, para nao amassar...boba, Amélia de quem não quer uma.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tenho pra sempre a vontade de ser. Sabe, tem gente que passa pela vida assim, de longe, de besta, por acaso e só. Mas tem gente, que mesmo passando rápido, por muito muito pouco tempo, parece que dá tempo de querer tanta coisa...e querer tanto. 'Pra sempre' é asssim: rápido, porém demorado...passageiro, porém eterno... e faz uma confusão no tempo e no espaço que atrapalha toda a matemática e a relatividade e faz com que você possa querer. Então eu quis. Eu quis cuidar dele, eu quis adormecer ao seu lado, eu quis ouvir o barulho do chuveiro, quis saber os sons de escovar os dentes. Tão rápido, tão urgente, antes que acabasse, eu precisava saber se ele dorme de lado ou de bruços, pra saber como eu me encaixo, como me enrosco, como me enredo em suas pernas pra lembrar pra sempre. Mas esse 'pra sempre' eu perdi...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tenho outros...tenho sim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho cheiros e gostos e sensações na pele. Tenho lembranças que parecem retratos: um sorriso, um olhar, um jeito de suspirar, um gemido, uma lambida, mordida, gargalhada. Tenho uma cara bem boba olhando pra mim como menino, sorrindo e mordendo o lábio com cara de travessura. Tenho todo o pensamento entre as sobrancelhas...porque eu escuto e não esqueço o jeito dele pensar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho o andar -- o jeito atrapalhado e indeciso, meio exibido, meio inseguro, meio tão meu que dava medo --. &lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;'O que foi?' &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;'Estou aqui esperando você cair no meu conceito...vai por açucar no café?' &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;'Não, nunca...'&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;'Ufa!'&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pra sempre e sempre e sempre!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o jeito de me chamar pelo nome que não é meu...o nome só dele e de ninguém mais. Não tem como apagar isso, e eu vou lembrar quando estiver indo embora, depois dos 90, quase aos 100, e vou sorrir um sorriso tão enorme que meus bisnetos vão achar que é delírio. &lt;i&gt;'Foi sim...foi um delírio, o melhor de uma vida toda...'&lt;/i&gt; E vou fechar meus olhos lembrando que assim que 'pra sempre' é. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho tantos outros momentos que lembro e relembro, e repasso milhões de vezes pra não perder...são pequenos trejeitos, são grandes frases, são brevíssimos momentos de gigantesco prazer. Não vou perder nada...nada mesmo...sei que vou lembrar enquanto meu cérebro ajudar. O único 'sempre' que eu preciso perder é o sempre da dor, que já durou demais. A saudade imensa que dói na boca do estômago e sobe depois para a garganta, faz arderem os olhos e baixar a cabeça perguntando em voz alta: &lt;i&gt;'Por que tem que ser desse jeito?'&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Sempre, sempre foi um instante infinito roubado da alma do tempo'. Mas enquanto o sempre da saudade não passa, é o que se tem pra hoje: essa coisa misturada e confusa. Lembranças que me fazem sorrir no meio do dia, sozinha, em lugares e situações totalmente impróprios; e a tristeza que já me trouxe lágrimas na frente das pessoas erradas, nos lugares errados, mais vezes do que eu queria permitir."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Eu acho assim: existem pessoas que só passam, outras que parecem nunca passar. Isso é meio que "pra sempre". E eu não invejo quem tem uma saudade que dura um "pra sempre" qualquer, por menor que ele possa ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent; border: medium none; color: black; overflow: hidden; text-align: justify; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: transparent; border: medium none; color: black; overflow: hidden; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-8447488485967570535?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=8447488485967570535&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8447488485967570535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/8447488485967570535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/sempre-sempre-foi-um-instante-infinito.html' title='_Sempre'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-6892053981187590328</id><published>2010-08-22T02:07:00.003-03:00</published><updated>2010-10-14T02:03:32.993-03:00</updated><title type='text'>_quando ela esteve aqui</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me contou que sente tanto a falta da sua risada, porque "warms my heart"-- foram as palavras dela. Disse que a sua voz a acalma como música e ouvir você dizer o nome dela é o melhor remédio para quase tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disse que dava um braço para ver você fazer cara de preocupado e franzir a testa num semi-ensaio de rugas que ainda nem sonham em chegar, e ela então beijaria entre as suas sobrancelhas e sorriria aliviada por saber que você está ali. Disse que acha lindo quando você faz isso e desvia o olhar para o lado como se pensasse no que dizer. Você preocupado, ela encantada...querendo beijar a sua testa um milhão de vezes para dizer que está tudo bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela disse que lembra do seu perfume como se o tivesse sentido hoje, e lembra melhor quando fecha os olhos e sente o rosto no seu peito, sua camisa aberta, seus pelos, e o cheiro que jamais a deixou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do que mais sente falta ela não sabe dizer...não sabe se é da força das suas mãos - que segundo ela a pegavam com força, mas ao mesmo tempo com carinho hipnotizante; ou se do seu beijo...dos lábios, do gosto, da maneira que você a cheira roçando o nariz de leve por tudo, explorando, brincando, beijando o que encontra pela frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disse que o mais difícil é lembrar do último dia. Aquele em que ela foi embora com os olhos cheios de luz e uma vontade enorme de não ir. O dia que você contou porque ela tinha que estar ali, naquela hora, quando tudo era dela, tudo para ela...e não era certo que não estivesse. Ela disse que foi nesse dia que decidiu que você valia o risco dela se machucar horrivelmente, que valia cada minuto de desassossego, que era o melhor sonho, o desejo inimaginável. Mas que foi neste dia também que ela perdeu você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela não estava triste, mas tinha algo diferente nos olhos. Eu consegui ver que era um tipo de paixão partida, que não estava completa, que faltava um pedaço do brilho que ela sempre teve nos olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso resolvi te falar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela veio aqui me contar que tem lutado com muita força, mas que não vê como seguir em frente como se a vida fosse ainda a mesma. Que ela não entende como isso foi ficar tão forte, se não estava nos planos dela, nem nos seus. Que tem tentado ver você em outra pessoa, mas que não existe alguém capaz de reproduzir qualquer coisa sua. Ela tinha uma lágrima...uma só, em um dos olhos, quando disse que não pode acreditar que "tudo o que se tem seja só o que foi", porque não é assim que ela sente. Ela sente que é maior, que não acabou, que mal começou, e que a saudade que às vezes ela não pode evitar, faz com que ela queira correr até você, mas que ela simplesmente não pode, porque se sente amarrada, forçada a ficar longe, por você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas que ela gosta de acreditar que você a quer, mesmo sabendo que é só um delíro...porque se não fosse, essas coisas todas não seriam só lembranças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela não estava triste quando esteve aqui, mas eu senti que ela esconde uma dor. Juro que senti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era isso. Não sei o que você vai fazer com essa informacão, mas eu achei que devia contar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom dia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-6892053981187590328?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=6892053981187590328&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6892053981187590328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6892053981187590328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/quando-ela-esteve-aqui.html' title='_quando ela esteve aqui'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-5092705954833591733</id><published>2010-08-21T00:54:00.006-03:00</published><updated>2010-12-02T23:11:11.792-02:00</updated><title type='text'>_faz direito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho assistido a um sem número de desilusões amorosas que fazem com que o mundo pareça um lugar triste e sem esperança. Eu sei que não é....o meu nunca foi. Não quero que seja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas me entristece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho visto pessoas que brincam com os sentimentos alheios como se fossem bolinhas de borracha que podem ser jogadas ladeira abaixo, só para ver onde vão parar, como vão pular, se vão cair num bueiro, se vão seguir o rumo até o mar. Em muito pouco tempo, vi pessoas arrasadas. Aí lembrei de coisas básicas que a gente aprendeu na infância, sabe? Tipo quando você resolve ter um bichinho de estimação, que ensinam que você precisa cuidar dele, alimentá-lo, e que ele vai durar muito muito muito, e vai sempre depender de você de alguma forma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não digo que a gente tenha que cuidar para sempre daqueles que têm qualquer tipo de sentimento por nós, porque nem sempre isso dura "muito muito muito" como o cachorrinho -- talvez mais como aquelas tartaruguinhas que nunca vingam -- mas mesmo assim...é preciso cuidar de quem vive em torno do nosso carinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Piegas, eu sei...mas lembra do Pequeno Príncipe? "Tu te tornas eternamente responsável por aquele que cativas"? Lembra disso? Então como?...como alguém pode cativar....não...vamos falar português claro: como alguém pode seduzir alguém, conquistar, se esforçar para isso, e depois simplesmente virar as costas com uma desculpa qualquer, ou nem isso? Espera! Pensa! Respira! Você quis tanto aquela pessoa... talvez ela tenha até tentado resistir a você mas você foi atrás, bateu na mesma tecla e venceu. Como assim agora você nem liga para o que ela sente?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu entendo. Você decidiu que é melhor assim, que não existe chance de vir a amar a pessoa, ou em outros casos, você morre de medo de vir a amar a pessoa porque você simplesmente não pode querer ficar com ela de verdade. Ou ela é intensa demais e isso te deixa apavorado. Eu conheço cada um destes casos, mas não entendo virar as costas. Não entendo não saber terminar decentemente, sem fazer o outro se sentir largado, ou palhaço, ou bobo, ou simplesmente louco. E pelo amor de deus...se você soltou um "eu te amo" há três dias, não olha agora e diz "deixei de te amar", porque parece filme de terror onde, aliás, VOCÊ é o psicopata com o machadinho na mão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estou muito triste. Adoraria nunca ter conhecido quem pisoteou e estraçalhou o coração de pessoas que eu gosto demais. Gostaria mesmo de viver num mundo onde essas coisas não acontecem. Acho brutal, sofro junto, me acabo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, isso é para você - inconsequente irresponsável! [acho na verdade que você é psicopata]. Espero do fundo do meu coração que o seu seja pisoteado mais cedo ou mais tarde, para você saber como é ver o seu mundo inteiro se transformar em cinzas, de tanta decepção. Uma dor que não cabe em lugar nenhum. A sensação de ter morrido um pouco. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa sorte. #NOT&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Obs: eu estou falando de mulheres más.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Joguem fora as carapuças, marmanjos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7DrFY3H-u8w?fs=1&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7DrFY3H-u8w?fs=1&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-5092705954833591733?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=5092705954833591733&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/5092705954833591733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/5092705954833591733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/faz-direito.html' title='_faz direito'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-9191531062129115275</id><published>2010-08-18T15:20:00.001-03:00</published><updated>2010-08-18T15:28:13.474-03:00</updated><title type='text'>_true blood</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TGwbJe0kVSI/AAAAAAAAAJE/tJRDmFSTCeI/s1600/trueblood_nude_cover.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TGwbJe0kVSI/AAAAAAAAAJE/tJRDmFSTCeI/s400/trueblood_nude_cover.jpg" width="295" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;True Blood&amp;nbsp; é dark, é inverossímel, é quase idiota, mas é bom demais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca na história das séries americanas algo foi tão explícito e politicamente incorreto. Acho que só Shameless -- que era Inglesa e incrível -- continha tanto palavrão e sexo quanto True Blood. Mas apesar de ser sobre pessoas totalmente sem caráter, ética e vergonha na cara, Shameless não tinha sangue espirrado na tela e True Blood tem. E também pela primeira vez, o sangue não vem de tiros dados por mocinhos desesquilibrados. O sangue é totalmente associado ao prazer, muito mais do que ao terror.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha opinião &lt;strike&gt;debilóide&lt;/strike&gt;, True Blood eleva o sangue humano a outro patamar. O sangue cura, o sangue é vida, o sangue é um prêmio pelo seu prazer, o sangue -- seja humano ou de vampiro -- é uma dádiva. Perigoso isso...se virar moda, e todo mundo quiser um pouquinho de sangue todo dia, hematomas e cicatrizes vão passar a ser a coisa mais sexy do mundo. O mais bonito: vampiros quando choram, têm lágrimas de sangue. Acho a simbologia linda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira temporada foi boa, embora bobinha. A segunda eu não gostei. A terceira está incrível apesar de lobisomens &lt;strike&gt;se bem que um dos lobisomens é tão bonito que a gente esquece&lt;/strike&gt; e da revelação bombástica de que a personagem principal, Sookie Stackhouse, vem do lugar mais brega jamais retratado num seriado ever! Mas tem um Rei que é gay e completamente alucinado que vale cada palavra do texto teatral, malvadão e sarcástico que solta a cada episódio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A melhor parte? Os vampiros não são adolescentes, o figurino não é ridículo, o cenário não é fake e as cenas de sexo não são água com açucar. Aliás, algumas delas [ver: Tara e Franklin] são até difíceis de olhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você é muito normalzinho, não assista. Se você assiste e gosta, eu sei exatamente quanto de doente você é. Se você quer saber em que lado da linha de normalidade você vive, give it a try. E se você detestar, ótimo...eu estou tentando não ser interessante, lembra? Aí caio em desgraça com você: menos um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Buenas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-9191531062129115275?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=9191531062129115275&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/9191531062129115275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/9191531062129115275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/true-blood.html' title='_true blood'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TGwbJe0kVSI/AAAAAAAAAJE/tJRDmFSTCeI/s72-c/trueblood_nude_cover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-2177744500651951203</id><published>2010-08-18T14:37:00.002-03:00</published><updated>2010-08-18T15:23:34.487-03:00</updated><title type='text'>_interessante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Mais um post sobre nada&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom dia, você que assistiu o programa eleitoral, leu o jornal, viu o debate online hoje pela manhã, está por dentro de todas as notícias e é um cidadão bem informado. Sinto comunicar que eu desliguei deste mundo e estou&amp;nbsp; vivendo numa dimensão diferente da sua -- e não fico nem vermelha ao afirmar isso. Estou longe das urnas, longe da imprensa, longe do Twitter, longe de todo um universo de informações que poderíam fazer de mim alguém interessante. Não é lindo? É sim porque eu não quero mais ser interessante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve um tempo em que eu não queria ser bonita. Achava que a beleza me atrapalhava profissionalmente, fazia as pessoas olharem para fora e não para dentro de mim, e era importante provar para elas, nos primeiros cinco minutos, que eu era brilhante. &lt;i&gt;"Fala comigo como se eu fosse homem, e quando eu levantar daqui você vai estar tão impressionado que vai esquecer de olhar para minha bunda. Grata."&lt;/i&gt; Foi uma boa e divertida batalha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora estou na batalha inversa, por isso não vou mais emitir minha opinião estranha sobre as coisas. Não vou mais sorrir de graça e ser atenciosa. Não vou mais conversar sobre todo e qualquer assunto com toda e qualquer pessoa. Não vou. É...porque agora eu sou burra de pai e mãe. Estou até pensando em começar a ver a novela das 6, a das 7 e a das 8 e virar fan da Luciana Gimenez. Pronto. Fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deu pra perceber que eu estou com raiva? Não me pergunte porque, mas eu estou. Estou sentindo uma vontade gigantesca de agredir, de escurraçar (como escreve isso?), de sacudir pessoas pelos ombros fazendo a cabeça delas ir para frente e para trás com tanta força, que elas fiquem tontas e desmaiem. A única coisa que eu não saberia fazer é deixar a criatura desmaiada lá, caída no chão. Eu cuidaria dela...porque eu sou tão idiota que nem raiva eu sei sentir direito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim...estou de mal com o universo. Hello? Via Lactea? Exploda! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-2177744500651951203?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=2177744500651951203&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2177744500651951203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2177744500651951203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/as-cores-da-minha-casa.html' title='_interessante'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-7931952958626983864</id><published>2010-08-17T19:44:00.002-03:00</published><updated>2010-08-17T19:52:53.437-03:00</updated><title type='text'>_abstinência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre o que falar hoje? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vasculhei minhas gavetas em busca de assuntos mas não está nada fácil encontrar. Esses dias, quase todos os assuntos me parecem banais na verdade -- e um assunto banal seria perfeito neste momento -- mas não encontro um que seja digno de ser transformado em letrinhas para encher o seu saquinho, querido leitor. Então pensei em fazer mais uma listinha tosca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderia ser a infinita lista dos meus "não-gostares", ou das minhas "comidas preferidas" [mas ficaríamos em dois ou três itens apenas], ou talvez "coisas que eu não suporto num homem"...mas vem cá? Quem vai querer saber o que eu não suporto num homem? Bobagem, todo mundo sabe que eu tenho o pavio maior do mundo e suporto qualquer coisa, menos burrice. Burrice eu não tolero em ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então resolvi falar sobre abstinência. De qualquer coisa. De inteligência inclusive.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De uns dias pra cá eu resolvi me abster de ser inteligente. Agora eu finjo que sou burra, que não entendo algumas coisas, que acredito em tudo o que me dizem. Até dou razão para quem absolutamente não tem, só porque resolvi que a abstinência de inteligência seria a melhor maneira de sobreviver aos dias que tenho vivido. Porque, amigo...amiga...se eu resolver ser inteligente agora, não vai sobrar pedra sobre pedra. Juro. Eu vou sair atropelando tudo para mostrar quem está certo e quem está errado, vou ganhar a luta por knock out e levar o cinturão de campeã absoluta, invicta, eterna, com o pobre adversário arremessado contra as cordas, pedindo mais. É, você leu certo: não é pedindo água, é pedindo mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abstinência de comida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelos motivos errados, resolvi me abster disso também. Como, mas o faço por obrigação ou para acompanhar a família que não tem culpa das minhas decisões imbecis. Resolvi me abster de ser gorda e de envelhecer sem digninade, e para isso estou -- pela primeira vez (segunda vai?) na vida -- tendo caráter suficiente para voltar a ter o velho e bom corpão aquele que alguns de vocês chegaram a ver e outros nem imaginam que um dia eu tive. Então, também pela primeira vez na vida, abstenho-me de ser a mãe e esposa perfeita que sempre fui, para usar 3 horas do meu dia só para mim. Céus! isso parece uma bobagem para você e para o resto do universo, mas até o médico da familia sabe que eu jamais me dei esse direito tão básico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então recapitulemos: Estou em plena abstinência de inteligência, comida e Amelice (ou seria Ameliazice, whatever).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda no projeto "Devolve o Meu Corpo", estou em abstinência de audição. Sim, porque é difícil ficar ouvindo qual aparelho é melhor para gordura localizada e o que é bom para celulite, e que a Jackie Curi (quem?) faz manthus, a Monique Evans faz 300 sessões de bronzeamento por dia e por isso a pele dela é laranja e mais grossa do que chapéu de cangaceiro (e o cérebro dela cozinhou), a outra Jaqueline fez estrias horríveis na gravidez mas sumiu tudo com sei la o que,  e o creme da fulana, as bolas da ciclana que emagrecem 520 quilos por dia e tal. Sacal. Então agora eu sorrio com a maior cara de interesse ao escutar qualquer dessas coisas e me abstenho de lembrar quem sou eu. Sim, porque se eu lembrar, eu saio correndo enrolada na toalha pelas ruas feito uma louca, e sou presa, porque o lugar fica ao lado da delegacia. Ah...e abstenho-me de realizar a dor. Não sinto. Pode apertar, puxar, espetar...não vou sentir. Mas antes que você dê palpite, saiba que estou me abstendo de treinar sim. E daí? Mas estou correndo, porque correr gera uma deliciosa abstinência cerebral. Eu não penso enquanto corro. É lindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fora todas essas abstinências maravilhosas, eu também tenho sofrido com a conclusão de que eu sou uma criança mimada que não sabe ouvir "não". A abstinência do "sim" me faz sofrer, chorar e arrancar os cabelos. Tenho vontade de bater a cabeça na quina da mesa até sangrar e depois chamar a mãe pra fazer drama dizendo que alguém me bateu. Sinto-me de castigo sem assistir meu desenho preferido, e detesto detesto detesto isso! Muito! [batendo o pé no chão e chutando o ursinho de pelúcia] Saco! Droga! Gente boba, feia e chata!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda tem a abstinência de viagens que me faz sofrer mais do que todas as outras. Sinto falta de Los Angeles. Sinto falta do cheiro dos lugares que eu amo. Sinto falta das minhas amigas. Eu poderia viajar...tenho milhas...tenho liberdade...tenho tudo o que preciso, mas e a minha obra? Ficar sem ver a casinha crescer? Never! Never! Então fico sem mais um desenho preferido em prol do bem geral da nação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim passam os dias. Eu em crise de abstinência de algumas coisas por opção outras por imposição, tendo meus delírium-tremens baixinho debaixo do edredon sem ninguém saber. Tá frio né? Se eu tremer e gemer, é porque o lençol elétrico desligou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijo pra você que é normal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-7931952958626983864?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=7931952958626983864&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7931952958626983864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7931952958626983864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/abstinencia.html' title='_abstinência'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-4603360151234922125</id><published>2010-08-17T01:21:00.000-03:00</published><updated>2010-08-17T01:21:20.169-03:00</updated><title type='text'>_try to erase it</title><content type='html'>If you can...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WIVh8Mu1a4Q?fs=1&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WIVh8Mu1a4Q?fs=1&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-4603360151234922125?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=4603360151234922125&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4603360151234922125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4603360151234922125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/try-to-erase-it.html' title='_try to erase it'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-1351792110430916713</id><published>2010-08-10T18:07:00.002-03:00</published><updated>2010-08-10T19:21:41.465-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisasdavida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='doidadesvairada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ai ai'/><title type='text'>_coisas da vida #8</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;É só uma coisa da vida, mas vamos combinar que estamos falando da MINHA vida, e aí não é bem assim. Eu já disse -- ninguém acredita -- mas as coisas que acontecem na minha vida não são normais. Eu fui sorteada. Deus deu três piruetas e parou apontando o dedo randomicamente para lugar nenhum, só que "lugar nenhum" era eu. O que eu estava fazendo bem na frente dele, não se sabe....o que eu sei é que aí já deu para ver que eu nasci assim, toda do avesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então era 1980 e alguma coisa no final que eu não me lembro. Eu morava sozinha com meu filhote num apartamento perto do Parque Barigui, em Curitiba, e estava em fase de castigo (já falei sobre isso antes), indo de casa para o trabalho, do trabalho para casa, e nos finais de semana sem filho me reunia com meus cinco amigos preferidos no que chamávamos de "Festa de Babbette", pela pobreza absoluta dos cinco na época. Nossos banquetes não passavam de uma lazagna ou algo do gênero, que fazíamos nos amontoando na cozinha e dando risada até passar mal. Mas, vamos ao que interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época eu era conhecida (não ria!) como "Rainha do Radio Táxi", porque trabalhava em agência de propaganda há 300 anos e não tinha carro, então ganhava um bloquinho de vale-taxi no juizo final...oops...no final do mês, para ir trabalhar. Sendo assim, as atendentes da central reconheciam minha voz, os motoristas todos sabiam tudo de mim (e contavam para todo mundo), e tinha gente que usava o meu nome em dia de chuva para garantir que o táxi chegasse.&lt;br /&gt;Well, 8:15 da manhã, hora de discar o velho e bom número: 3262-6262. Mas eu fiz alguma coisa errada e quem atendeu foi uma secretária eletrônica. Tentador: eu e o meu bom humor insuportável, resolvemos anotar o número discado e deixar um recadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- "Nossa...desculpa, eu liguei errado...o que é uma pena porque a sua voz é incrível. Então bom dia pra você...beijo."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Ha! se um dia eu prestei, foi bem pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí tudo lindo. Liguei para o taxi, desci e fui trabalhar como se nada tivesse acontecido, até porque nada havia acontecido. Mas voltei para casa à noite. Jantar, brincar com o filho, banho na criancinha, coloca na cama, lê uma história...validade de mamãe vencendo...beijo tchau, apaga a luz, sonha com os anjos te amo.&lt;br /&gt;Tédio...casa vazia...silêncio mortal porque eu sempre esqueço de ligar a TV. Fui arrumar umas coisas e &lt;i&gt;"Olha o que eu achei!...o número que eu anotei!" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Quem resistiria, não é? Liguei. A secretária atendeu de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;-"Oi, você ligou para xxx-xxxx, eu não estou aqui agora, então deixe o seu recado...você sabe como."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;E eu respondi.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- "Oi, sou eu de novo. Liguei errado hoje de manhã quando estava ligando pro táxi...aí achei que devia ligar pra ouvir a sua voz de novo. Que bom que você ainda está aí. Então...meu dia não foi lá essas coisas...trabalho normal, cliente chato e tal...mas eu acabo me divertindo no meio do dia. Pena que você não pode me contar o seu né? Então...beijo. Dorme bem."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;E essa se tornou a minha brincadeira preferida durante alguns meses. Quase todos os dias eu ligava para o moço da secretária eletrônica e contava o meu dia. Assim, feito maluca mesmo: contava história, dava risada, contava o filme que eu vi...para uma secretária eletrônica.&lt;br /&gt;Um dia ele atendeu o telefone e eu surtei. Desliguei na cara dele. Meu coração quase saiu pela boca, eu tremia. hahaha! Esperei passar a tremedeira e liguei de novo. Ele atendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- "Fala comigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Desliga...eu só falo com a secretária."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Por favor..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Desliguei e liguei de novo, a secretária atendeu e eu contei meu dia outra vez. Essa era a rotina. Todos os dias, sagradamente, eu falava horas com aquela máquina. Deixava cinco, seis recados, contando coisas variadas, sem dizer meu nome, sem dar detalhes de mim. &lt;br /&gt;Mas chegou o dia em que eu estava matando a pessoa e ele me deu uma dura. Quando eu liguei, a secretária atendeu com um novo recado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- "Se você não falar comigo hoje, não vai falar com mais ninguém porque eu vou desligar a secretária. Eu não aguento mais: você está acabando comigo."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Ui! eu contei até dez e liguei de novo. Ele atendeu. Conversamos horas naquela noite. Mais horas na noite seguinte e assim todos os dias por muito tempo. Minha única exigência: não diria meu nome, e nao queria saber o dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que pode dar uma história dessas? Todo mundo sabe, não é novidade: paixão. Óbvio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, contando uma história, ele falou o nome sem querer. Em troca eu tive que dizer o meu. Depois soube que ele era instrutor de paraquedismo.&amp;nbsp;Eu sou fraca...não aguentei e fui até o aeroclube ver que cara ele  tinha. Escondi a cabeleira loira (era o único detalhe meu que ele  conhecia) dentro de um boné, cheguei, perguntei por ele, estava no  hangar, fui até lá...vi alguém com a bunda mais incrível jamais vista em  terras brasileiras, logo abaixo de um costado cheio de músculos que  terminava num par de ombros que ocuparia de ponta a ponta uma quadra de  tênis...e o dono disso tudo, virado de costas para mim. Sentindo a minha  presença, ele me olhou, eu olhei para ele, sorri, e continuei andando  como se estivesse indo para outro hangar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era um menino...não tinha 18 anos...eu não poderia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde eu soube que, na época que eu falava com a secretária eletrônica, havia uma platéia fiel que se reunia na casa dele todas as noites depois do jantar para me ouvir. Depois soube que eu falava com duas pessoas: ele e o roommate -- eles tinham vozes parecidas -- quando a conversa ficava mais saidinha era o roommate falando comigo à traição, quando era mais melancólica e apaixonada, era o dono da voz. Depois, bem mais tarde, eu soube que a vida dele era pior do que as páginas de um romance policial. Complicadíssima! Ele era um amor, tadinho, vítima de uma história feia da qual ele não tinha culpa. Virou meu amigo,&amp;nbsp; assim como a namorada que foi minha grande amiga durante muitos anos, mesmo depois que ele foi embora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim acabou a história da secretária eletrônica. Um romance telefônico de alguns meses, amigos que ficaram para sempre, e um punhado de tempo com o coração disparado: coisas que sempre me fizeram achar que viver é bom demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou louca? É...parece que já faz tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-1351792110430916713?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=1351792110430916713&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1351792110430916713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1351792110430916713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/coisas-da-vida-8.html' title='_coisas da vida #8'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-1816105457988974805</id><published>2010-08-08T00:10:00.002-03:00</published><updated>2010-10-14T02:29:10.195-03:00</updated><title type='text'>_carta para não ser lida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Este texto é uma invasão da amiga Ella S.&amp;nbsp; - que há muito não aparece por aqui.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez terminei um namoro longo, do qual eu precisava me livrar de uma vez porque a fila anda, mas o meu quase-ex não entendeu, não aceitou e me mandava uma carta por dia, todas falando o quanto me amava e tal. Eu li as cartas da primeira semana, depois eu parei de ler, e confesso que só há bem pouco tempo abri os envelopes ainda lacrados daqueles dias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então é assim que funciona: as coisas só atingem a quem quer ser atingido. End of story.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ah! Eu preciso tanto falar! Por isso eu resolvi invadir o Caixa Preta e gritar. Eu até acho que não vai ser lido, se for não vai ser ouvido, se for não vai ser absorvido porque, meu bem, eu nunca conheci alguém tão teimoso. Já que você não vai ler, decidi que não vou escrever para você. É...não leia isso. Não é para você, não foi enviado para o seu e-mail nem para a sua casa. Você nem é um leitor do Caixa, é? Claro que não. Não sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Começa assim:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já fui exigente, já escolhi demais, já descartei pessoas pelo sapato que usavam. Eu já fiz questão de exclusividade absoluta. Eu já tive a ilusão de ter alguém só para mim. Mas isso era quando eu tinha vinte e poucos anos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até os trinta e alguma coisa eu ainda achava que a vida de verdade era rígida assim, mas descobri que não é. Então, se hoje eu encontro um homem que fale diretamente com o meu fígado, eu não pergunto se ele é casado, noivo, anão, vesgo, ou comandante de um navio pirata. Porque olha...é muito fácil encontrar homens dentro dos padrões: tem homem que é bonito, tem homem inteligente, tem homem rico, tem homem trabalhador, tem homem interessante, tem homem de todas as formas, tamanhos e profundidades (ok...exagerei nessa última); mas não tem -- eu posso dizer porque eu procurei -- NÃO TEM homem que me dê frio na barriga só de me olhar. E não tem um homem neste planeta inteiro (nem Clive Owen, nem Johnny Depp, nem ninguém) que me faça sorrir por dentro e por fora, um sorriso inteiro e gigantesco, ao simples soar da voz. Só você -- mas eu não estou escrevendo pra você, lembra?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso que eu chamo de falar com o meu fígado. É uma reação química completamente descompensada, que alguns idiotas podem chamar de tesão, mas tesão é uma coisa que a gente sente só no corpo, e essa coisa que eu sinto não se limita ao corpo. Ela invade os olhos e dentro deles, depois o cérebro, e vai até a alma e dá dez voltas olímpicas!...É uma enchurrada, uma enchente, uma tempestade avassaladora que -- ai droga! -- é grande demais para verbalizar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aí, tudo lindo. Mas o que você ganha com isso, não é, meu bem? Como eu vou saber se algum dia você sentiu a mesma coisa por estar perto de mim, por me ver, por me ouvir falar. Espera...eu sei sim. Eu vi com esses olhos o que os seus falaram. Eu senti o seu sorriso tão perto da minha boca que eu pensei que fosse meu. Eu ouvi a sua voz falando (pro meu fígado) coisas que não eram de mentira. Então não sei....não sei se foi até a alma, mas foi bem lá dentro de você sim, seu teimoso, sua coisa mais burra desse mundo! E você resolveu negar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você tem motivos para isso. Milhares deles. Conheço um por um e até acho que você tem razão. Mas ao mesmo tempo eu não me conformo porque, meu anjo, eu escuto quando você pensa. É...você não conhece essa parte de mim....mas eu sei até quando você acorda, porque você ME acorda de manhã , assim que abre os olhos. Eu sei quando está aflito, eu sei quando está sorrindo, eu sei até quando você faz amor com alguém. Sei sim. Eu sinto. Azar o seu...tem mais gente na sua cama do que você imagina (note to self: something tells me that you'll like this line, you perv!).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu não acho que esse tipo de ligação seja algo desprezível, descartável ou esquecível. Eu acho, de coração, que o dia que você se der conta da história que jogou fora, você vai sofrer, porque, meu amor, isso é para muito poucos...muito poucos. Isso é raro, raríssimo eu digo porque eu sei. Você mesmo diz que eu sempre sei. E é verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então eu acho que você não quer mesmo, mesmo jogar nada fora, não. Você precisa talvez. Você diz que sim, mas tem alguma coisa errada na maneira que eu escuto o que você diz. Até porque você sabe escrever que não quer, mas quando você fala comigo, você não sabe FALAR que não quer. Você está tentando, mas se você quisesse mesmo, eu não sentiria você pensando em mim no meio do dia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou louca? Pode ser. Mas você também é, baby. Mais do que eu. Você sabe disso. Só que neste momento, a impressão que eu tenho é que a sua loucura maior está sendo querer se afastar da loucura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tomara que você esteja fazendo a coisa certa, porque eu preciso muito de um bom e grande motivo para ficar sem você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era isso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que bom que você não leu...Assim você consegue continuar na sua teimosia, e eu não passo por louca, ne? Pois é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Gracias pelo espaço, Mercedita)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-1816105457988974805?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=1816105457988974805&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1816105457988974805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1816105457988974805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/carta-para-nao-ser-lida.html' title='_carta para não ser lida'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-4703695990642765074</id><published>2010-08-05T14:22:00.006-03:00</published><updated>2010-08-06T01:38:03.728-03:00</updated><title type='text'>_portas abertas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Nunca se sabe o dia de amanhã.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso não é uma simples frase feita que os avós dizem quando guardam parafusos velhos ou pregos meio tortinhos. Isso é um fato inegável.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente tem a tendência besta de achar que amanhã tudo vai ser como é hoje, que estabilidade se conquista e, uma vez conquistada, ela é nossa para sempre. Mas é mentira. Às vezes a vida chega com uma foice e muda o jogo, vira tudo, e quem você era ontem nem se parece com quem você é hoje. Mas é igual AIDS e piolho, a gente sempre acha que só acontece com os outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que eu quero falar é que a maioria das pessoas não sabe ir embora pensando que amanhã pode ser outro dia. Ou seja: elas fecham portas atrás delas, que poderiam servir de socorro em tempos de vacas magras, ou simplesmente em tempos de tristeza. &lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Saber partir é uma arte. &lt;/b&gt;E eu digo isso porque: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. A pessoa que você destrata hoje, pode ser a única que vai estar por perto quando você tiver um enfarte ou sofrer um acidente besta numa ciclovia deserta.&lt;br /&gt;. A namorada que ficou odiando você quando você foi grosso, cafajeste ou simplesmente sumiu, com uma desculpa esfarrapada por msn ou mensagem de texto, pode vir a ser a mãe do noivo da sua filha, e você vai ter que negociar com ela as despesas do casamento (sem falar nos Natais para todo o sempre). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. O patrão pra quem você diz tudo o que sempre quis, na hora da demissão, pode ser a sua única alternativa depois dos 60, quando ninguém mais quiser te dar uma oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. O funcionário que você humilha porque vai embora mesmo, pode ser um empresário quando o vento mudar e você precisar demais de um emprego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas coisas não acontecem com macaquinhos. Acontecem com pessoas. Por isso eu tenho alguns conselhos e lembretes para você -- pessoa impulsiva, imediatista, e sem noção.&lt;br /&gt;A eles: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;_no trabalho &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja cortês, saiba ser grato, agradeça a oportunidade que teve, coloque-se à disposição (sim, do patrão idiota) caso ele precise de alguma coisa mais tarde. Deixe seu telefone e e-mail pessoal, caso alguém tenha alguma dúvida na sua ausência e, claro, crie dúvidas para que eles precisem ligar. Deixe seu departamento impecavelmente organizado para o mané que vai substituir você - isso vai fazê-lo ser sempre lembrado como o cara que não fez cocô na saída. E só estes são os caras que são chamados de volta, ou recebem proposta de sociedade de ex-colegas para abrir uma empresa nova.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;_no casamento&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você escolheu aquela pessoa, lembra? Jurou fidelidade e dedicação na alegria e na tristeza, em frente a uma tonelada de amigos, familiares, talvez um padre, pelo menos um juíz. Fez de um tudo pra amarrar o pobre coitado (aposto que até existe uma cueca dele amarrada numa calcinha sua no fundo de alguma gaveta, e você vai negar). Então faz favor...talvez ele tenha se tornado um tremendo asshole, tenha aquela barriga que você jamais imaginou que cresceria naquele corpanzil delicioso de outrora... eu sei que ele coça o saco na sua frente, solta pum, ronca, cospe na privada enquanto faz xixi, usa palavras que você odeia, acha que você não sabe daquela pasta repleta de amateur porn no computador dele...eu sei, amiga, mas tudo isso estava no pacote desde o início e você que não leu as letras miúdas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E você, querido...não ache que está fora dessa. Ela deu uma embagulhada depois que teve as crianças, é chata pra caramba, te enche o saco porque você demora pra ir pra mesa quando ela serve o jantar, pede companhia quando você não está a fim, tem uma TPM dos infernos, reclama da pia molhada, deixa calcinha no box, implica com a sua mãe, suas amigas, seu futebol,&amp;nbsp; com a bagunça do seu carro, com você; e pra completar: pra conseguir uma rapidinha que seja, é uma negociação sem fim. Eu sei...eu sei...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o fato é que vocês dois viveram uma vida juntos e têm filhos. Isso quer dizer que nunca, jamais, em tempo algum, vão se livrar um do outro. Essa pessoinha que vocês fizeram vai durar para sempre. Na melhor das hipóteses - se vocês conseguirem se ver bem pouco no decorrer da vida dele /a - um dia pode ser que vocês dois estejam juntos no altar para testemunhar o casamento dele/a, ou no hospital, caso algo grave aconteça. Então sejam civilizados. Saibam que as agressões e&amp;nbsp; o tiro ao alvo com pratos e cinzeiros, ficarão marcados na cabeça dessa criança, e ela vai provavelmente repetir o que viu - ou perder totalmente a admiração por vocês dois. Dividam seus bens sem encheção de saco. O que foi adquirido depois do casamento - nao importa quem saiu pra caçar e quem ficou em casa vendo Sonia Abrão - é dos dois. O resto não. E tudo -- eu disso TUDO -- é dessa criança que não tem a menor culpa de vocês dois não saberem o que querem da vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saindo civilizadamente do casamento e não falando mal um do outro para os filhos (cale a boca das sogras por favor), você garante um futuro tranquilo para todos. E faz favor de escolher direito o /a próximo/a&amp;nbsp; namorado/a e lembrar o fofo/a que seus filhos não são "os filhos do ex", mas sim SEUS filhos. E ou ele/ela aprende a amá-los por isso, ou vaza. Rápido!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;_fora do casamento&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A amante é antes de tudo uma aliada. O amante eu já não sei. Mas entendo tudo sobre cabeça e coração de amante porque andei sabendo de umas histórias do século XIX (que um dia eu conto) e isso me fez querer estudar melhor o comportamento das amantes em geral.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então vou explicar: amante é uma mulher de Atenas, antes de mais nada. "Tudo pelo meu homem" é o seu lema máximo. Mesmo que ela não saiba disso conscientemente, ela sabe no DNA, porque mulheres que têm tendência a amante já nascem assim, está no sangue, isso não muda. Ela não vai expor você, ela não vai trair você, ela não vai exigir mais do que carinho e atenção. Ninguém é capaz de amar mais do que uma amante. Que outra mulher passa aniversário, natal, férias, dia dos namorados, ano novo...sozinha e sem reclamar? Ela fica triste, sem dúvida. Ela queria ser a pessoa a acordar você no dia no seu aniversário com uma surpresa e fazer amor loucamente até você querer nascer de novo. Aliás, a amante tem essa outra qualidade: não é preciso negociar com ela para conseguir sexo. Está no pacote. Ela já abre a porta tirando a sua roupa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela queria ser a mãe dos seus filhos mas não pode, então ela ama cada um deles como se fosse dela, porque tudo o que é seu e tudo o que faz você feliz, ela vai amar e proteger até o fim. Ela odeia a sua mulher por não usar o seu sobrenome -- ela se orgulharia dele imensamente -- mas se for preciso, ela vai cuidar desta mulher na beira de uma cama, com a mesma dedicação que cuidaria de você. Mas nunca, jamais, em tempo algum, ela vai deixar que a sua imagem de bom marido e bom pai seja maculada. Ela sabe que se ela tiver um pití e entregar você, é ela quem vai ficar sozinha...então ela cala. Caso você tenha filhos com ela, eles também calarão. Sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então querido, vem cá. Trata essa mulher com dignidade. E se um dia você achar que é necessário ir embora, deixar de vê-la, mudar o rumo, faça isso usando as palavras certas, explicando direito a situação e - mais do que tudo - dizendo a verdade. Ela merece. Ela vai sofrer, vai arrancar os cabelos, vai rasgar as roupas como uma mãe judia que perdeu um filho...mas vai fazer isso sem você ver, porque está no DNA dela...ela não quer incomodar você.&lt;br /&gt;Mas mesmo indo embora, não feche essa porta, em hipótese nenhuma -- nunca! jamais! -- porque muito provavelmente, muitas vezes durante a vida ela vai ser o seu 911 - o seu porto seguro, a única bóia num oceano de desespero. E quando você estiver velho e solitário, é ela quem vai aparecer para fazer a sua sopinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Em tempo: mas se você resolveu arrumar uma amante gostosona, com pinta de biscatona pirigueti que está atrás de grana, meu bem...aí você é burro mesmo e merece morrer pobre e lentamente)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No próximo capítulo, &lt;strike&gt;se houver um,&lt;/strike&gt; talvez eu fale sobre como sair bem de imóveis, amizades, sociedades e lojas (sim, lojas....aquelas onde você pode comprar fiado quando tudo der errado). Mas por hoje é só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Have a nice day.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-4703695990642765074?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=4703695990642765074&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4703695990642765074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4703695990642765074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/portas-abertas.html' title='_portas abertas'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-1748192085609420486</id><published>2010-08-03T01:51:00.000-03:00</published><updated>2010-08-03T01:51:40.787-03:00</updated><title type='text'>_nós</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Doze janelas abertas no meu Firefox. Todas variações sobre o mesmo tema. Algumas no presente, outras no passado, outras tão passadas que mal reconheço a semelhança com nada que eu conheça. Algumas fotos abertas na bagunça do meu desktop, e tudo para eu tentar descobrir onde eu me encaixo nessa história toda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem são essas pessoas? onde elas estiveram durante toda a minha existência? Por que, justamente agora, minha avenida pacata cruzou com a estrada delas? O que há em comum entre aquela pessoa e eu? Nada, meu deus, nada! Que traço dela remete a um traço meu? Eu reconheço o sorriso, mas não sei de onde. Eu sei que existe um link mas não consigo encontrar. Eu lembro da testa....eu sei que conheço, mas não sei...não lembro. São mundos distantes, são vidas diferentes. Não há um gosto, uma idéia, uma vírgula que coincida. Eu já vivi o que ela vive, eu já estive...já? Não! Mentira! Nem estive em nenhum lugar onde ela possa ter estado. Não há nada que nos ligue. Nada a não ser essa piada sem graça que é o destino - se é que existe um. Mas se não existir, o que seria então?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes a vida é esse quebra-cabeças: meu desktop bagunçado, janelas abertas, linhas que se cruzam sem se cruzar de fato, outras que estavam soltas em desenhos cheios de curvas, que de repente se embolam num nó difícil de desfazer. Eu que sou expert em desembaraçar luzes de natal, poderia perfeitamente usar meu talento para pegar este emaranhado de linhas de cores tão diversas e separá-las uma a uma, me libertando das milhares de perguntas que elas provocam. Mas o que eu faço? Eu sento na minha grande cadeira branca e passo os dias olhando a montanha de linhas no centro da sala. Sigo cuidadosamente uma delas com os olhos para ver onde estará sua ponta -- há de haver uma ponta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sorrio...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixa! Deixa que as linhas se cruzem. Deixa que a vida me enrede, me embarasse, me algeme.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há beleza no universo dos nós. Só é preciso saber enxergar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-1748192085609420486?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=1748192085609420486&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1748192085609420486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1748192085609420486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/nos.html' title='_nós'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-2055312583014243401</id><published>2010-08-02T00:03:00.002-03:00</published><updated>2010-08-02T00:33:22.866-03:00</updated><title type='text'>_jaqueline e as crianças</title><content type='html'>. &lt;br /&gt;Essa pessoa doce que habita a minha casa, tem transtorno obsessivo compulsivo e deixa tudo mais arrumado do que eu jamais sonhei, anda como um anjo para lá e para cá, e as vezes para para me contar uma história ou outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, arrumando meu café da manhã, ela me disse que a primeira vez que comeu presunto, já era adulta, porque a mãe dela dizia que presunto era feito de carne de criança. Quando eles íam à casa dos tios que tinham uma situação melhor, os tios insistiam para que eles comessem presunto, mas eles recusavam. Tinham peninha. Não entendiam como alguém podia comer algo feito da carne de criancinhas abandonadas.&lt;br /&gt;Quando a mãe saía para trabalhar, avisava que eles não podiam ir para a rua, porque lá fora tinha pessoas que pegavam criança para fazer presunto. "Quer virar presunto?"- ela perguntava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei horrível, mas ao mesmo tempo achei bonito. A mãe podia fazer um drama da vida difícil que levava, dizer que presunto era coisa de rico, que não era para o bico deles e tantas outras coisas horríveis que os pais dizem quando falta dinheiro. Horrível, sem dúvida...cruel até...mas eu até entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, é uma história que a Jaque lembra com carinho. Triste... como todas as histórias infantis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-2055312583014243401?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=2055312583014243401&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2055312583014243401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2055312583014243401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/08/jaqueline-e-as-criancas.html' title='_jaqueline e as crianças'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-3218953191479904209</id><published>2010-07-28T19:56:00.008-03:00</published><updated>2010-10-14T02:43:26.825-03:00</updated><title type='text'>_mágica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo está em ordem -- nessa desordem natural que parece nunca ter fim -- os dias de caos e trânsito, as noites de sons assustadores, os humanos correndo de um lado para o outro como se soubessem onde vão. As guerras e a indústria de armas, os líderes criando mentiras escabrosas para justificá-las, o vizinho do terceiro andar chegando tarde, nas pontas dos pés, com cheiro de perfume barato; a moça da floricultura que escreve cartões que sonha receber, a menina dormindo sobre o papelão que sonha com um cobertor, com uma casa, com uma mãe...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo parece feio. Tudo parece sujo. A solidão das pessoas é latejante e eu tropeço nela a toda hora como se fosse um sapato jogado no meio da casa. Meus amigos procuram alguém. Minhas amigas procuram alguém. As pessoas se desencontram todo o tempo...se procuram tanto que não se enxergam, se olham mas não se vêem. A lista de exigências para o parceiro perfeito parece vir impressa num manual mais pesado que o mundo. São regras novas. São regras burras. É um medo de amar, de se entregar, de mergulhar em um lago seco...E os lagos secam mais, quanto mais se criam regras, como a roda da fortuna girando ao contrário, condenando a humanidade a andar sozinha, triste, testa franzida, roupa provocante, travesseiro encharcado de lágrimas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Creia, há mais travesseiros sujos de rimmel hoje do que jamais antes na história das máquinas de lavar que nunca param de bater. Há mais lençois sujos de sexo do que de amor secando nas lavanderias dos hotéis. Nem mesmo nos bordéis a falta de esperança foi tão enormemente arrasadora. E o mundo segue em seu caos de solidão: solidão acompanhada, solidão na fila do caixa, mesmo quando alguém se aproxima e toca sem querer o braço da moça que chorou sábado à noite, ou segunda cedo, quando viu que o moço não ligaria e ela não o veria outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É triste assistir a isso quando não se é sozinha. Será que os outros percebem? Será que a dor dessa tristeza dói nos olhos de quem passa correndo pelo homem no ponto de ônibus, que vai até o ponto final, onde fica o seu quarto de pensão de paredes encardidas, pintadas com tinta óleo verde, e o porta-retratos com foto dos filhos que ele não vai mais ver?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que a mulher que ri alto esmagada entre os passageiros não ve que talvez ele precise da alegria dela?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei. Só sei que quando, no meio do dia, eu escuto a voz que eu gosto e ela me diz três palavras pequenas, minúsculas, quase nada...toda a dor do mundo me deixa, eu esqueço que a roda da fortuna girou ao contrário, esqueço a menina e o papelão, as fronhas e as lavanderias, as regras, o rimmel, as amigas solitárias, esqueço o sangue derramado do soldado que queria voltar para casa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Vem cá, vem?"&lt;/i&gt; -- e tudo o que sou se revela num sorriso imenso, que se dividido em pequenas partes, seria capaz de curar a solidão do planeta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-3218953191479904209?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=3218953191479904209&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3218953191479904209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3218953191479904209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/magica.html' title='_mágica'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-2991836941568665926</id><published>2010-07-28T13:33:00.001-03:00</published><updated>2010-07-28T13:34:01.538-03:00</updated><title type='text'>_diálogos</title><content type='html'>A pessoa que vos fala e seu próprio filho no Facebook, hoje, discutindo uma matéria sobre a possível não existência de dragões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TFBbK9Hd7rI/AAAAAAAAAI0/4qwFl6D50mo/s1600/lingua.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TFBbK9Hd7rI/AAAAAAAAAI0/4qwFl6D50mo/s200/lingua.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TFBbGHjHPvI/AAAAAAAAAIs/sz4cxIY2ow8/s1600/bigode.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="164" src="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TFBbGHjHPvI/AAAAAAAAAIs/sz4cxIY2ow8/s200/bigode.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="UIIntentionalStory_Header"&gt;&lt;h3 class="UIIntentionalStory_Message" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:&amp;quot;msg&amp;quot;}"&gt;&lt;span class="UIIntentionalStory_Names" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:&amp;quot;name&amp;quot;}"&gt;&lt;a data-hovercard="/ajax/hovercard/user.php?id=1352492161" href="http://www.facebook.com/profile.php?id=1352492161"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="UIStory_Message"&gt;Diogo: Mom, are they saying that dragons didn't exist?&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 class="UIIntentionalStory_Message" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:&amp;quot;msg&amp;quot;}"&gt;&lt;span class="UIStory_Message"&gt;Mercedes: &lt;/span&gt;scientists know nothing, honey. Now take off your armor and your sword and go to bed. It's late.&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;h3 class="UIIntentionalStory_Message" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:&amp;quot;msg&amp;quot;}"&gt;&lt;span class="UIStory_Message"&gt;Diogo: &lt;/span&gt;can I keep the helmet on, please?&lt;/h3&gt;&lt;h3 class="UIIntentionalStory_Message" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:&amp;quot;msg&amp;quot;}"&gt;Mercedes: ok...but don't use it in the shower.&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;h3 class="UIIntentionalStory_Message" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:&amp;quot;msg&amp;quot;}"&gt;(...) &lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim..minha família é normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-2991836941568665926?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=2991836941568665926&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2991836941568665926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2991836941568665926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/dialogos.html' title='_diálogos'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TFBbK9Hd7rI/AAAAAAAAAI0/4qwFl6D50mo/s72-c/lingua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-1458490782793353879</id><published>2010-07-26T23:49:00.006-03:00</published><updated>2010-07-27T00:30:12.226-03:00</updated><title type='text'>_sobre presentes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TE5JaoFNoqI/AAAAAAAAAIk/kBAjEUxtWbU/s1600/Boris+Karloff-Frankenstein2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TE5JaoFNoqI/AAAAAAAAAIk/kBAjEUxtWbU/s320/Boris+Karloff-Frankenstein2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Confesso: eu sou romântica. Romântica não, intensa. Intensa e persistente. Não sou muito boa com rejeição, sabe...No início ser rejeitada me fazia sofrer muito. Mais tarde passou a ser um desafio bom. Aí você junta o romantismo latejante da pessoa, com uma grande - quase insurportável - carga de intensidade e uma persistência ferrenha, e o resultado é sempre lindo. Pros outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A junção dessas coisas me fez acreditar que eu sou o homem da minha vida. Se eu fosse criar um Frankenstein pra chamar de meu, ele teria que ter o meu DNA e aprender tudo comigo antes que eu pudesse pular pelo sótão gritando: "HE'S ALIVE! HE'S ALIVE!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ele seria o namorado perfeito. Romântico sem ser chato. Presente sem ser stalker. Engraçado - sem achar que eu vou rir de piada de pum. Teria seus amigos, seu bar, seu tênis, seu poker, só&amp;nbsp; pra não ser um grudento chato, mas não sem vir me ver no final da noite. Ele ligaria, escreveria, mandaria mensagem, sem se preocupar se está sendo disponível demais, se eu vou achar que isso ou aquilo, sem se preocupar se eu vou querer casar com ele amanhã de manhã ou estragar algum plano que só ele conhece. Mas, principalmente, ele saberia me presentear.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É... porque eu não conheço alguém que saiba dar presentes como eu sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu conheci um único homem capaz de presentear como eu. Durante o pouco tempo que estive com ele, ganhei coisas sem nenhum valor financeiro, todas incríveis, com histórias incríveis e efeito (em mim) igualmente incrível. Você pode saber um pouco mais sobre isso aqui, se quiser, embora haja um pouco de ficção misturada à realidade: &lt;a href="http://mgcaixapreta.blogspot.com/2008/01/coisas-da-vida-5.html"&gt;Coisas da Vida #5.&lt;/a&gt; MAS DEPOIS!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por causa de uma conversa hoje à tarde, resolvi lembrar alguns presentes que dei. Vou tentar passar o perfil do presenteado também. Quem sabe assim, o efeito do presente fique claro para quem ler.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Namorado #1.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tremendo problema. Grego, vaidoso, mentiroso, daqueles que gostam de fingir mais grana do que têm, mais poder do que um dia terão, mais segurança do que deus. Presente certo, porém erradíssimo. Fique claro que eu só tinha 18 anos e era burra. Vítima perfeita. Mesmo assim, usei todo o meu salário para comprar uma caneta Cartier incrivelmente maravilhosa e, surpreendentemente, nada brega para ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Plim! Roda o painel luminoso: ponto para mim. Durante um ano ele ficou ao meu lado, fingindo ser um grande homem e depois foi embora levando a caneta. Mas o vi trocentos anos mais tarde, quando ele apareceu na missa de sétimo dia do meu pai, parou na minha frente sem dizer uma palavra, me abraçou um abraço de trinta anos, me olhou com aqueles olhos indecentemente azuis e sorriu. No bolso do paletó, uma caneta Cartier.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Pretendente #2.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não era um namorado. Nunca foi. Era a coisa mais linda que eu vi em toda a minha existência...talvez a segunda mais linda. O rosto mais perfeito, o corpo mais incrível (mentira, ele era baixo e eu hoje não posso me imaginar com um homem baixo), a coisa mais deliciosa de carinhoso, de atencioso, de nhenhenhe, mimimi, cuticuti e outras fofices ridículas. Não me dava a menor bola. Dava, mas fugia. Morcego: mordia e soprava, não sabia se vinha ou ia...uma tragédia. Vaidozérrimo, queria que o mundo acabasse em espelho porque niguém jamais seria mais bonito, cool, bem vestido do que ele. Hoje eu diria que ele era gay. Mas eu não sabia nada naquela época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, peguei uma foto dele e fiquei olhando...bingo! o que poderia conquistá-lo que não ele mesmo? Com essas mãozinhas habilidosas eu fiz um cartão vermelho -- que eu devia ter guardado proque era uma obra prima -- que quando aberto mostrava ELE. O texto eu não lembro direito, mas mandava que ele abrisse o cartão para ver a coisa maravilhosa que eu havia encontrado e queria para mim. Para acompanhar o cartão, um vaso com um pé de morangos, com morangos. Morangos maduros, cartão vermelho, vaidade ativada. Plim! Piscam as luzes, fogos de artifício: recebi uma visita surpresa aquela noite. E algumas noites seguintes. Depois ele se foi...absorto pelo espelho que não podia parar de refletí-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Amor literário #3.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O correspondente dos anos 80 para o amor virtual de hoje. Inatingível. Eu o conheci na hora errada, numa agência de publicidade do Rio, no momento mais absurdo que uma mulher pode conhecer um homem e pensar em qualquer coisa além de apertar sua mão e dizer até logo. Não foi bem assim. Foi meio sofrido, mas eu respirei fundo e esqueci sua existência. Ele era intelectual, brilhante, escritor, brilhante, interessante, brilhante...eu já disse brilhante?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, esqueci a existência da criatura, até o dia em que já era permitido lembrar. A vida é hilária -- de um humor de péssimo gosto -- e fez com que eu fosse trabalhar na mesma agência, só que em outra cidade. Havia uma forma precária de comunicação naquela época chamada malote. Todos os dias, saía um malote para o Rio e vice&amp;nbsp; versa. Foi aí que começou o romance literário. Cartas via malote.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu tenho essa mania de confeccionar coisas (tinha) e de tempos em tempos eu fazia algum cartão absurdo. Uma vez ele me chamou de bruxa...disse que minhas palavras encantavam e isso só podia ser bruxaria, e eu fiz um cartão que incluia uma vassoura, uma foto minha, as palavras dele...e ai ai ai. As cartas dele eram meio lights. As entrelinhas eram perigosas, mas o contexto geral era sempre cuidadoso. Mais uma vez, era alguém bem mais&amp;nbsp; velho do que eu, que parecia saber onde estava pisando e pisava em ovos, enquanto eu - inconsequente - queria mais era sapatear e dançar uma rumba em cima da granja. Muito bem...e o presente? Uma semente. Uma pequena semente vermelha oca,&amp;nbsp; tampada com um minúsculo elefante esculpido em marfim. Dentro da semente, deveriam estar 12 micro-mini-elefantes esculpidos na polpa da própria semente. Cada elefante daria direito a um desejo. Eu roubei onze. Deixei dentro da semente apenas um elefante - um desejo - e o desejo era meu. Coloquei a semente dentro de uma caixa minúscula de vidro e mandei junto o manual de instrução dizendo que aquele era o meu desejo. Que ele poderia usá-lo ou jogar fora, ou guardar para sempre com ele.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ponto pros dois! Bruxa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde, mas não muito, eu soube que ele trocava as cartas. Escrevia, colocava no malote, depois corria la e trocava por alguma coisa mais leve, menos comprometedora, mais tranquila. Mesmo assim nos correspondemos por alguns anos. E nos encontramos. E ficamos juntos. E depois ainda nos tornamos amigos. Eu ainda tenho todas as cartas, eu ainda falo com ele, e nosso romance por escrito foi uma das coisas mais bonitas que eu vivi. Ele ainda tem as cartas, ainda me chama de Mercedita e ainda diz que eu sou uma bruxa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Amor inexistente #4.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, ele não existe. Ele é alto, ele é grande, ele surfa, ele tem olhos azuis, pele bronzeada, cara de Marlboro man. Ele é dourado. O trabalho dele é fascinante, o humor dele é fascinante. É um mix de gentileza extrema e sarcasmo, ele é ácido, ele é romântico, ele é tão impressionante que só podia mesmo ser de mentira. Ele canta, ele toca guitarra, ele dirige um carro enorme, ele te pega no colo para você não pisar na água, ele esconde a chave do seu carro e diz que perdeu, só porque você bebeu; depois ele leva você para casa e no dia seguinte seu carro aparece na sua driveway, a chave na sua porta e ele já pagou as suas multas. Traumatizado por um divórcio que o deixou zerado, ele tem medo de compromisso, mas não sabe não amar profundamente. Ele viaja demais, vive na estrada, encara vendavais e tempestades com a coragem de um gigante...mas tem a docilidade de um menino. Ele desaparece por anos, como se tivesse esquecido você, e quando volta é como se tivesse dado boa noite ontem, com um beijo, antes de dormir ao seu lado. A frase preferida? "Estamos sob a mesma lua."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o presente? Um zippo. O único isqueiro que acende no vento, na chuva, na água. Aí você vai dizer que isso nem é um presente especial. Não, não seria se eu não tivesse mandado imprimir a lazer, em letras escuras, os dois lados do zippo. De um lado: "me under your moon". Do outro: "you under my moon". E não, se ele não tivesse ido ao banheiro e na volta, eu não tivesse pedido fogo, e ele não tivesse achado o zippo em&amp;nbsp; cima do Marlboro vermelho, e olhado para ele sem entender o que estava vendo, e não tivesse sorrido com os olhos cheios de lágrimas, e não tivesse acendido o meu cigarro, dado a volta na mesa e me beijado do jeito que beijou. Não seria especial se ele pudesse me esquecer. &lt;strike&gt;Não pode. O Zippo não deixa. E se deixar, a lua vem e estraga tudo.&lt;/strike&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Amor proibido #5&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não podia namorar aquele moço. Eu tinha 19 anos, ele 32. Ou era 34? Não lembro. Ele um intelectual, eu uma menina. Ele me constrangia. A presença dele era grande demais e eu um grande nada em formação. Mas ele queria e eu deixava rolar. Fazia bem para o meu ego recém descoberto que o moço cool, no auge da carreira, olhasse para mim. Era como ter quinze anos e desfilar por aí com um livro da Simone du Bevoir autografado, embaixo do braço: fazia de mim uma intelectual precoce. Até aquele momento, eu era o brinquedo, ele era o ábil manipulador de marionetes. Mas aí chegou o aniversário dele, e não era exatamente fácil agradar um homem com o gosto refinado dele, cuja casa tinha obras de arte por todos os lados, livros autografados por amigos famosos, e uma discoteca (sim, estou falando dos tempos do vinil) que ocupava uma parede inteira. Mas o que eu tinha a perder, fora uma parte do meu salário do mês e algumas horas procurando o presente perfeito? Foi assim que, muito antes de alguém pensar em juntar vários DCs num box, eu comprei toda a discografia dos Beatles, juntos e separados, disco por disco, single por single, e mais alguns discos de nomes importantes que gravaram Beatles em algum momento da carreira...coloquei tudo numa grande caixa, embrulhei para presente e fui entregar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele também foi embora. &lt;strike&gt;Mas eu que mandei.&lt;/strike&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tem mais. Tem muito mais, mas eu estou com preguiça, e algo me diz que se eu me extender mais você também vai ficar com preguiça de ler. Mas tem um piano que chegou junto com uma cesta de café da manhã. Tem um anel gravado com um mantra mágico de amor eterno (que eu espero que tenha sido jogado num rio a essa altura do campeonato). Tem um money clip com o primeiro dolar simbólico de uma viagem sonhada. Tem um escaravelho egípcio que viajou meio mundo para dizer a alguém que aquele era o meu coração que mudou de lugar. Tem um pedaço do meu tempo, da minha vida e do meu pensamento em cada presente que eu dei para alguém a quem eu amei eternamente, mesmo que por pouco tempo. Por que como eu já disse uma vez &lt;i&gt;"amar profundamente é a maior das verdades passageiras"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-1458490782793353879?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=1458490782793353879&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1458490782793353879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/1458490782793353879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/sobre-presentes.html' title='_sobre presentes'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TE5JaoFNoqI/AAAAAAAAAIk/kBAjEUxtWbU/s72-c/Boris+Karloff-Frankenstein2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-338352740332441498</id><published>2010-07-22T04:46:00.004-03:00</published><updated>2010-07-22T20:07:57.582-03:00</updated><title type='text'>_80's</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Outro dia eu comentei com alguém que eu não gosto dos anos 80. Ele me perguntou por que e eu fiquei meio com preguiça de responder. Teria que voltar no tempo e repensar milhões de coisas. Não havia nem tempo nem razão para tanto...e numa resposta rápida eu seria leviana, deixando para trás coisas importantes como, por exemplo, os pontos positivos dos meus anos 80. Sim, os meus, porque os dos outros eu não sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, tudo começa com a música. Não toda a música, mas o festejado Rock Brasileiro dos 80. Eu não gosto. Já não gostava naquela época, hoje quando não tenho saída e acabo indo numa daquelas festas que acabam com uma banda meia boca ou um DJ executando uma seleção "sou-engraçado-e-você-se-diverte-com-qualquer-merda", eu chego a pensar que a vida numa caverna deva ser mais interessante. Não acho a menor graça em dançar Ursinho Blau Blau e Balão Mágico, odeio a Xuxa e suas próximas vinte e cinco gerações de descendentes, e eu não era criança nos 80 pra lembrar dessas músicas com o menor carinho. Ah...mas eu estava falando do Rock dos anos 80...claro. Rock...Blitz? Paralamas? Três neguinhos tocando mal e um cantando pior? "Eu e minha gata rolando na relva, rolava de tudo"? "Eu não matei Joana D'arc"? Ah me poupe. Eu detestava tudo isso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tá, primeiro é preciso explicar que eu era bicho grilo. Sim sim, poncho e conga. Não, espera...são 10 anos de anos inteiros, que começaram quando eu tinha 18 pra 19, terminaram quando eu tinha 29. Como afirmar que eu era bicho grilo? Eu usei alpargata e camiseta do Solidarnosc, depois usei calça jeans justérrima com salto alto e camisa, muito lenço no pescoço (em 2010 eu ainda não tirei os trapos do pescoço), usei ombreiras imensas, fui uma jovem senhora de saia e stiletto, fui de tudo em 10 anos.&amp;nbsp; Cantei MPB em teatro universitário, fui a um sem número de shows ruins de amigos talentosos. Comecei a década com a MPB que já estava nas veias e não tinha como fugir: Chico, Caetano, Milton, Elis, Gal, etc, claro que Beatles, Rolling Stones e Doors, Janis Joplin e outros já vinham de antes também...passei por The Police, U2, Queen, Eric Clapton, Nina Simone, Genesis e os eternos (não gostava de Led Zeppelin); depois Talking Heads, Laurie Anderson, Annie Lennox, Bruce Springsteen, Bob Geldof, David Gilmour...eu era normal. Mas não tinha como ouvir Eric Clapton e depois deixar o Marcelo Nova ou o Roger entrarem nos meus ouvidos. Não tinha. E eu odiava Legião. Só consegui prestar atenção nas letras do Renato Russo quando alguns outros cantores regravaram, num ritmo mais lento e um arranjo menos irritante. E tinha Cazuza...mas Cazuza eu gostava. Não dá pra comparar. Sem falar que a música dance dos 80 (não todas) tinha uma batida que até hoje me faz achar que é alguma brincadeira de um músico que resolveu curtir com a cara da humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então esquece a música. O que foram os anos 80?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou ter que contar numa timeline de amores: Comecei com um namoro escondido, com um homem 12 anos mais velho que foi fundamental na minha formação intelectual, mas tive que largá-lo quando, em pleno carnaval, ele usou as frases "guinada na vida", "sentir segurança" e "construir juntos" no mesmo texto. Troquei de namorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TEf2pOLo4SI/AAAAAAAAAIU/EdImegHxVFY/s1600/casamento.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TEf2pOLo4SI/AAAAAAAAAIU/EdImegHxVFY/s320/casamento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;1983&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Me casei em 1983 com meu namorado de dois anos, ou um pouco menos, não lembro. Tive um filho lindo, e uma vida linda -- e curta -- com os dois, cheia de ideais telúricos e revolucionários. Uma vida cheia de música e talento transbordante. Não, eu não casei grávida. Me separei em 85.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sempre, meu nome era trabalho. Comecei a trabalhar aos 13 anos e não admitia a hipótese de mudar isso. Era RTVC na filial curitibana de uma agência paulista naquela época, cuidava da casa, do filho, do trabalho, de mim. Como sou impaciente, não esperei que meu ex saísse de casa: peguei minhas trouxinhas, meus livros e discos e voltei para casa dos meus pais, o que não foi legal. Depois namorei quase três anos com um homem com quem jurava que eu ia casar, e mudei de agência. No final deste período de&amp;nbsp; três anos, tive uma decepção estapafúrdia com ele - quando precisei que ele fosse um homem, ele foi um menino - e o maior amor do mundo se esvaziou em um mês. Neste momento eu ganhava bem, não tinha porque morar com meus pais, me mudei para um apartamento com meu filho, e trabalhei muito mais. Trabalhei e namorei muito mais, até que a história foi mais complicada, vou até mudar de linha pra contar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TEfwYmuikOI/AAAAAAAAAH0/LkXRv8Lfp7A/s1600/gravida1984.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TEfwYmuikOI/AAAAAAAAAH0/LkXRv8Lfp7A/s200/gravida1984.jpg" width="126" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;grávida em 1984&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Conheci o moço antes de casar. Ele era o amigo novinho e lindo do meu padrinho de casamento. No meu casamento bicho grilo, ele tocou uma música que eu nunca vou contar qual era, porque uma coisa é eu dizer que eu era bicho grilo, outra coisa é vocês conseguirem mensurar a bicho grilice da pessoa. Bom, ele tocava muito, cantava incrivelmente bem e não era lindo. Não. Era um deus. A beleza dele era incômoda de tão incrivelmente linda, e o jeito que ele me olhava doía na alma. Mas isso eu só vi depois. Fato, duranto o tempo em que estive casada, só vi esse moço poucas vezes, quando vinha do interior -- sim eu tentei aquela coisa linda de ser dona de casa e deixar o marido comandar a vida, e criar meu filho num lugar verde e livre, ar puro e blablabla...por menos de seis meses -- então eu saía com os amigos para tomar um pouco de poluição e cerveja. Sempre que eu ia pra Curitiba, meu próprio marido ligava para todos e pedia pra me socorrerem. Sim...e o moço-deus estava sempre lá me olhando. Ele casou também e teve uma filha. Então, faz as contas ali em cima, me separei em 85, depois namorei mais dois anos e meio...e foi quando o moço-deus reapareceu, trabalhando comigo na agência, como fotógrafo. Susto no corredor quando o vi pela primeira vez. Susto número 1: o que esta criatura está fazendo aqui? Susto número 2: a que horas ele ficou tão bonito que eu não tinha visto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí põe o papo em dia, eu no estúdio fotográfico, ele na minha sala, eu infeliz com o namorado que virou menino, ele saindo de um casamento recheado de histórias dramáticas...receitinha básica para confusão.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TEfv3SFFFGI/AAAAAAAAAHs/Psgk39GVwxA/s1600/Mercedes+1986.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TEfv3SFFFGI/AAAAAAAAAHs/Psgk39GVwxA/s320/Mercedes+1986.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;1986&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como estava escrito nos planos dele desde o dia que me conheceu (nem vem agora dizer que não, porque me contaram), pa-buf! Ficamos juntos. Ele era de uma cara de pau tão incrível, que foi morar com o meu ex-marido quando se separou, pode? E, devagarzinho, foi deixando uma pecinha de roupa, um livro, um disco...na minha casa. No final de seis meses eu tive que explicar para ele que aquela era a MINHA casa, e aquele era o MEU armário, que o quadro da sala era MEU e ele não podia mudá-lo de lugar, porque a sala também era MINHA. E, principalmente, que ele tinha que procurar um lugar para morar de verdade. Mas era lindo...assim...em tudo. Eu tenho ainda impressos na memória vários retratos incríveis e cenas impressionantes dele. Unforgettable. Se eu tivesse uma prateleirinha de troféus, ele teria lugar de destaque. Hoje é um bom fotógrafo e continua lindo igual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois então...menos um.&lt;br /&gt;Depois dele eu resolvi que tinha que parar de me apaixonar. Pelo menos tinha que parar de me apaixonar por pessoas frágeis que dependeriam de mim para existir e crescer, e que eu deixaria de admirar em tempo récorde, acabando por usar a ponta da bota em suas lindas bundinhas. Então me coloquei de castigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comofas? Faz assim: você se deixa engordar um pouco (naquela época REALMENTE pouco) se tranca em casa depois do trabalho e escreve, escreve, escreve, sonha, sonha, sonha, e não convive com ninguém.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a vida não é bem assim. Eu sou antes de tudo um ser social que faz amigos de graça por esse mundo de meu deus. Em pouco tempo, eu tinha um novo grupo de amigos - fora os sempre fiéis que conheci nos lugares por onde passei. Logo as tentações me rondavam mas eu fui firme. Não deixei ninguém se aproximar o bastante para que eu me apaixonasse. Assim, segui até o final dos anos 80 sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TEfz6Umo5OI/AAAAAAAAAH8/7pjnMRXbXhE/s1600/Me+%26Di.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="189" src="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TEfz6Umo5OI/AAAAAAAAAH8/7pjnMRXbXhE/s200/Me+%26Di.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Me e Diogo e a vuvuzela dos 80's&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí eu pergunto: os 80 foram ruins? Não...não foram. Foram ricos em acontecimentos, paixões, uma criança crescendo a minha volta, realização profissional, e muito mais. Mas foram também anos de estar perdida. Eu troquei de estilo, de grupo de amigos e de namorado, o tempo todo. Isso é um sinal de que eu era uma barata tonta. De 1980 a 89, eu não sabia exatamente quem eu era, a não ser profissionalmente. Profissionalmente foram os anos decisivos para que os 90 pudessem chegar e&amp;nbsp; mudar tudo radicalmente. Mas até lá, eu estive no escuro. Sabia que era forte. Sabia que era uma super mulher capaz de suportar fardos nunca antes imaginados. Sabia que queria saber mais, pesquisar mais, estudar mais, mas estive de olhos vendados para o futuro -- coisa essa que eu não podia imaginar como seria. Futuro era uma coisa distante, que fazia minha inner bússola enlouquecer. Era mais fácil andar um pouco todos os dias como a vida me permitisse, do que traçar um caminho. Eu simplesmente não sabia para onde ir. Tinha em mente que minha profissão era prioridade, porque ela era o que permitia que meu filho tivesse uma vida decente, e ele sim, era a prioridade máxima. Todo o resto não importava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas os 90 chegaram...no início eu fiz umas bobagens bem grandes, mas logo a bússola passou a funcionar...e eu cheguei aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso. Sempre que alguém morre de saudades dos anos 80, eu torço o nariz por isso: bússolas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Essa timeline é falha. Contei o que foi importante mas existem dezenas de paixonites, casinhos e coisas que não se conta, ali nas entrelinhas. Os anos 80 foram responsáveis pela teoria das minhas amigas da época, de que existiam 4 homens para cada mulher em curitiba e todas elas estavam solteiras por minha causa. #maldade!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-338352740332441498?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=338352740332441498&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/338352740332441498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/338352740332441498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/80s.html' title='_80&apos;s'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TEf2pOLo4SI/AAAAAAAAAIU/EdImegHxVFY/s72-c/casamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-3156506355245489610</id><published>2010-07-20T15:43:00.007-03:00</published><updated>2010-12-02T23:06:11.144-02:00</updated><title type='text'>_queria</title><content type='html'>queria deletar teus textos&lt;br /&gt;engordar trinta quilos&lt;br /&gt;dormir trinta anos&lt;br /&gt;perder o tempo&lt;br /&gt;não ver sumir o homem que eu queria tanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não ver passar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;queria ser bonita --&lt;br /&gt;tão generosa&lt;br /&gt;bondoza&lt;br /&gt;entender teu ponto&lt;br /&gt;te dar razão&lt;br /&gt;encontrar meu equilíbrio e te dar de presente&lt;br /&gt;queria ser perfeita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas não sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;queria cavar um buraco&lt;br /&gt;trinta metros abaixo dos trinta dias&lt;br /&gt;que tive pra te perder&lt;br /&gt;me deitar dentro dele&lt;br /&gt;me esfregar na lama&lt;br /&gt;de raiva&lt;br /&gt;de ódio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de medo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;queria te achar patético&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sentir saudade&lt;br /&gt;não lembrar teu cheiro &lt;br /&gt;queria não querer teu resto&lt;br /&gt;tuas migalhas&lt;br /&gt;nada que seja teu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mentira&lt;br /&gt;não queria nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;queria deitar agora&lt;br /&gt;cabeça no teu peito&lt;br /&gt;teus pelos&lt;br /&gt;teu cheiro&lt;br /&gt;depois acordar em teus braços&lt;br /&gt;teus beijos &lt;br /&gt;ser tua e fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-3156506355245489610?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=3156506355245489610&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3156506355245489610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3156506355245489610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/queria.html' title='_queria'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-794423259291292374</id><published>2010-07-19T23:31:00.006-03:00</published><updated>2010-12-02T23:09:48.726-02:00</updated><title type='text'>_iansã e oxóssi</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Ele é filho de Oxóssi, tu ta perdida, filha...é filho de Oxóssi".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como ela poderia saber de tão longe? E ainda mais longe estava essa outra cultura, que não traduzia nada em referências que ela pudesse entender. Era só mais uma informação. Ela sabia seu signo -- mas o que importa se ela nem acredita? -- Sabia o nome, o sorriso, a cor do carro. Acho que só. Talvez a  preferência escancarada por alguma cor de camisa, mas sabia tudo antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela deu com os ombros como se ele fosse primo distante de alguma amiga de infância -- nomes que vivem longe, coisas nada palpáveis -- e seguiu com a vida sem olhar os sinais. Mas toda vez que ele franzia a testa ela sorria. Toda vez que as sobrancelhas se juntavam, ela sabia que queria mais daqueles pensamentos, queria mais daquele perfume, queria muito mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Orgulho. Era meio que isso: orgulho, como se ele fosse dela, sabe? Dela desde sempre, mesmo que não existisse semanas atrás. &lt;i&gt;"Meu"&lt;/i&gt;, ela dizia, sem saber porque. E todo gesto dele, todo olhar para o lado, toda gentileza, era um orgulho grande, uma alegria besta, como se fosse dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"É Iansã...tua mãe não te deixa largar um home desse". &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"O que?" &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Filho de Oxóssi te vira do avesso, filha, faz de tu o que quer...não tem como tu largar."&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Ele me larga, eu sei." &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Frases tão sem sentido... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi levando a vida como se fosse assim, antes mesmo dele aparecer.  Esperava por tudo,&amp;nbsp; menos por ele -- só sabia o nome, o sorriso, a cor do  carro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria ter entendido quando dava tempo, antes de ver a pele pegar fogo. Queria ter ouvido antes de provar o gosto. Mas não.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi assim que tudo ganhou outra cor: Iansã e Oxóssi -- e a vida do avesso.&lt;/div&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-794423259291292374?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=794423259291292374&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/794423259291292374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/794423259291292374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/iansa-e-oxossi.html' title='_iansã e oxóssi'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-3168000167499131060</id><published>2010-07-13T02:15:00.014-03:00</published><updated>2010-10-14T02:45:06.886-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ai ai'/><title type='text'>_fogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;ela vira de lado fingindo dormir&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mas não há vestígio de sono em qualquer orifício de seu corpo &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;queria apagar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mas a carne dói uma dor que é forte&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;domina a sanidade &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;leva embora o sossego &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;embrulha o estômago.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ela abraça o travesseiro extra como se fosse a última pedra antes da cachoeira&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;é vertiginosa a queda quando o desejo não cede &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;é sangrento o tombo quando a lucidez é frágil&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a cada fechar de olhos uma imagem mais dura&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;as mãos dele em outro corpo &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a boca dele em outra pele &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o sorriso dele em outros olhos &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;encolhe as pernas então&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;esconde a cabeça no edredon&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;guarda o gosto dele no fundo morno da boca&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;procura a última lembrança &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; ...as luzes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; ...a madeira fria nas pernas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; ...o toque liso na língua&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a cama&lt;br /&gt;em chamas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a consome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-3168000167499131060?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=3168000167499131060&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3168000167499131060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/3168000167499131060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/fogo.html' title='_fogo'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-493297225379311717</id><published>2010-07-11T17:31:00.008-03:00</published><updated>2010-10-14T02:46:22.584-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ai ai'/><title type='text'>_freeze (mais do mesmo)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;"maybe i'm amazed at the way you pulled me out of time,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;hung me on a line.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;maybe I'm amazed at the way I really need you"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Café?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Isso...um café e só. E a gente fica amigo pra sempre."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mentiras, mentiras...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não mentiras graves. Só mentiras de auto-defesa. Não tinha como pensar de outra forma quando os dois estavam morrendo de medo do que encontraríam. Não...mentira de novo. A verdade é que ela estava morrendo de medo de ser rejeitada. Difícil lidar com isso depois de tanta expectativa, tantos finais imaginários. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Café. Que mal poderia haver num café em lugar público? Em caso de ficar sem graça, olhar o movimento seria uma solução. Em caso de susto, quem sabe entrar numa loja, sair de fininho, sei lá. Em caso de rejeição extrema, tem sempre um banheiro por perto para trancar a porta e morrer de chorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Café.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"So I look in your direction, but you never even see me, do you?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que ela virou a esquina do estacionamento, cantando &lt;i&gt;Shiver&lt;/i&gt;, com o vidro do carro aberto e a certeza de que ele jamais apareceria, deu de cara com o que seria ele: dois palmos mais alto e cinco vezes mais impressionante do que ela imaginou. Mas no que isso poderia importar quando ele já era impressionante antes, pelas coisas que dizia -- e como as dizia --, pelo sorriso encantador e o olhar delicioso que ela já sabia de cor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi instantâneo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num estacionamento aberto, através de milhares de carros e uma multidão de pessoas, os dois se reconheceram imediatamente. Medo. Muito. E os sorrisos rasgados foram como um reflexo natural inevitável -- uma martelada no joelho e a perna pula -- assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela baixou o volume, parou o carro ao lado dele:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Vou procurar uma vaga."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele entrou no carro, ela estacionou, desligou o motor, olhou para ele. E agora? O sorriso aberto e as duas mãos seguraram seu rosto, em seguida uma delas se aventurou a desbravar sua cabeleira. Ela estática, não sabia para que lado se mexer ou o que fazer agora. A mão macia em seu rosto a impedia de pensar...Ele fechou os olhos e deslisou o nariz pela pele -- testa, face, nariz, boca, queixo, pescoço -- respirou fundo como se a tragasse inteira para desaparecer numa névoa torpe de desejo. Fascinada, ela deixou que seu perfume o tomasse, o agridisse, o arrebatasse. Olhos abertos dentro dos olhos, e ele se movia de um jeito que ela esquecera se vivia ou não. Nem um beijo. Nada. Apenas a pele na pele, a mão nos cabelos, os cabelos no rosto, a voz no ouvido: &lt;i&gt;"você é real...e agora?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Real. Bem mais do que real. Era o que ele era. Totalmente irreal era o que parecia ser aquele carinho todo, aquele desejo todo. Ela hipnotizada, ele bêbado de cheiros. E todos os indicadores de que o mundo existia, se apagaram como mágica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O beijo esperado. Não. Espera. O beijo esperado seria um simples beijo bom e nervoso na boca. Não foi bem assim. Daquele instante em diante não havia fronteira entre as bocas e o infinito. O beijo foi um beijo inteiro. A língua morna percorrendo o mundo a passos lentos e molhados, desligando o tempo e deslocando o eixo da terra. O ritmo dos planetas e dos corpos mudou, o big bang implodiu e inexistiu em milhonésimos de nano-fragmentos de vazio, e tudo parou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O beijo. Um beijo. As mãos. Os cheiros. A voz: &lt;i&gt;"eu sempre soube que era pra sempre."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre, sempre foi um instante infinito roubado da alma do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-493297225379311717?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=493297225379311717&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/493297225379311717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/493297225379311717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/blog-post.html' title='_freeze (mais do mesmo)'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-5559229000437540869</id><published>2010-07-11T01:21:00.003-03:00</published><updated>2010-07-11T01:29:07.179-03:00</updated><title type='text'>_fragmento de tango</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, por causa de uma euforia no Twitter sobre minha novela de 2006 - Um Tango para George, talvez a bobagem mais divertida que eu jamais escrevi - acabei relendo o Tango inteiro e achei que deveria relembrar essa parte (fora essa tem o diálogo do Viagra que é demais, mas fica pra depois).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes, quero dizer que quando eu releio coisas antigas, tenho a impressão de que eu psicografo. Não lembro de ter escrito aquilo e fico tentando entrar na minha cabeça daquela data, para saber que mecanismo maluco me levou a pensar sobre aquilo, naquela hora. É gostoso... e sempre me surpreende.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anyway, aqui vai um trecho de texto que eu gosto, sobre um assunto que eu gosto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;De  qualquer maneira, estou autorizada a dizer que Lívia estava feliz. Seu  sorriso era maior do que aquele que encantou George no primeiro dia. E  George sorria como um menino que ganhou um autorama.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Homens sempre têm esse ar depois  da conquista. Dependendo da pessoa envolvida, o autorama pode ser maior  ou menor. Mas essa é mais uma diferença grave entre homens e mulheres:  após o sexo, na primeira vez com alguém que quer muito, a mulher tem a  expressão da princesa que acaba de ser coroada rainha. Ela tem agora um  império para comandar. Seu sorriso é plácido e ela é soberana. Por isso  seu tombo geralmente é doloroso ao perceber que o império não existia.  Um dia ela é rainha, no outro mendiga! Sente-se usada, derrubada,  invadida e esfarrapada. A última mulher moradora nas ruas num filme  medieval sobre príncipes e plebeus. A conclusão - "ele só queria &lt;b&gt;&lt;i&gt;isso!&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;"  - é o pior de todos os pensamentos que podem atravessar o cérebro de  uma mulher. Até porque é o coração que ele atravessa. Há tempos que as  mulheres tentam fazer de conta que são capazes de querer só sexo. Mas  este é um trabalho para a medicina genética, não para seres isolados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;Já os homens, ganham autoramas.  Autoramas e ferroramas existem aos montes por aí. Impérios não. Logo os  homens não caem. Eles só imaginam que o autorama veio com defeito,  desdenham e deixam de desejar.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: courier new;"&gt;Hum... Ou pelo menos esta é a visão de uma mulher um pouco mais  intensa e dramática.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;Voltemos então aos nossos outros impérios e autoramas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;Lívia já não via George como  celebridade suspeita. Ela já havia parado de procurar e apontar os  defeitos dele. Agora era a hora perigosa para Lívia: a contemplação que é  sempre seguida de paixão contundente. Ela já não estava nua deitada ao  lado de George Clooney - o ator cuja beleza e talento ela sempre achou  discutíveis -. Agora ela estava nua, deitada ao lado do homem mais  encantador e carinhoso que conheceu nos últimos anos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"... nas últimas vidas"&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;Silêncio na belíssima e espaçosa  suíte do hotel cinco estrelas em Buenos Aires. George dormia. Lívia  vivia aquele perigosíssimo momento pós-sexo, em que toda mulher deveria  levantar-se da cama e ir fazer outra coisa, qualquer coisa. Ele dormia  enquanto ela vigiava seu sono, analisava seu rosto, acompanhando o leve  movimento de seus olhos, decorando as linhas de seus lábios, ouvindo a  sua respiração. Armadilha! Arapuca! É neste momento que uma mulher se  apaixona. Puro instinto materno! Quem inventou esta coisa do homem  precisar dormir depois do sexo, sabia o que estava fazendo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: courier new;"&gt;Lívia caíra nesta armadilha milenar.  Estava dentro da rede, pendurada de cabeça para baixo na árvore, e nem  pedia socorro! Todos os seus pensamentos, ao passar a mão nos cabelos de  um George adormecido, poderiam ser traduzidos assim: meu amado, meu  império...sua rainha vai cuidar de você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;Relógios sem ponteiros. Mundo sem  telefones. Vida sem compromissos. Universo sem bússolas. Entre cochilos  profundos, palavras sussurradas, pernas entrelaçadas, abraços sonolentos  e sorrisos involuntários, o dia passou tranqüilo. Uma cama em  Neverland. Não havia vida fora do pequeno império de Lívia e George.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;- Hey... Acorda... Tem uma mulher  linda na minha cama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;-  Hm... Diz pra ela ir embora que você é só meu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;- Boba... Tá com fome?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;- Morrendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;- Vamos sair pra jantar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;- Só se você me der um beijo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;- Só se você me der um banho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;- Também quero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent; border: medium none; color: black; overflow: hidden; text-align: justify; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Arapuca...eu também acho. Interessante essa teoria de impérios e autoramas. A gente devia aprender isso na infância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent; border: medium none; color: black; overflow: hidden; text-align: justify; text-decoration: none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent; border: medium none; color: black; overflow: hidden; text-align: justify; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Bom dia pra você que acha que controla as coisas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent; border: medium none; color: black; overflow: hidden; text-align: justify; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent; border: medium none; color: black; overflow: hidden; text-align: left; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-5559229000437540869?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=5559229000437540869&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/5559229000437540869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/5559229000437540869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/fragmento-de-tango.html' title='_fragmento de tango'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-7319267185742020948</id><published>2010-07-08T00:57:00.004-03:00</published><updated>2010-08-03T23:29:02.345-03:00</updated><title type='text'>_na caixinha</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TDVMfDMDhrI/AAAAAAAAAHk/5vcezykjiUk/s1600/gift.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TDVMfDMDhrI/AAAAAAAAAHk/5vcezykjiUk/s200/gift.jpg" width="198" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava errada...eu estava certa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida me traz surpresas que são velhas novidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu quero não saber exatamente o que está dentro do pacote, mas eu sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me afasto querendo achar que nada do que vejo é bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dou as costas, querendo a certeza de que não vale o risco da decepção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas lá vem a vida, entregar em minhas mãos o presente perfeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando puxo a última fita, quando solto o último durex, a surpresa  maior não é o que há lá dentro, mas o que eu sempre soube.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como eu sabia, como eu queria, como eu senti quando desejei...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou tomada pelo perfume mais doce...pelo gosto mais delicado...o toque mais preciso, mais necessário. Era tão óbvio, e ainda tão surpreendente, que me rouba as palavras, me inebria, extasia, me vence.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É melhor que um sonho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É maior que as horas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-7319267185742020948?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=7319267185742020948&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7319267185742020948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7319267185742020948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/na-caixinha.html' title='_na caixinha'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TDVMfDMDhrI/AAAAAAAAAHk/5vcezykjiUk/s72-c/gift.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-4689833361481617087</id><published>2010-07-05T00:27:00.005-03:00</published><updated>2010-07-05T00:51:07.344-03:00</updated><title type='text'>_broken heart healer</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TDFRFahhEaI/AAAAAAAAAHU/JTleSnxAyjY/s1600/valentine-hearts1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TDFRFahhEaI/AAAAAAAAAHU/JTleSnxAyjY/s320/valentine-hearts1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu papel na vida de algumas pessoas é surpreendente. &lt;strike&gt;E ao mesmo tempo um tormento&lt;/strike&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece que eu chego para mudar as coisas, ponho tudo no lugar, faço curativos, depois vou embora com as mãos vazias. &lt;strike&gt;E o peito estraçalhado&lt;/strike&gt;. Não foi uma vez, não foram dez. Foram inúmeras. Todas elas me deixaram feliz no final.&lt;br /&gt;&lt;strike&gt;Mas não ilesa.&lt;/strike&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É como encontrar um passarinho que bateu no vidro e caiu desmaiado, com a asa quebrada. Você cuida dele, arruma uma caixinha confortável, dá água açucarada no bico...passa dias nessa função. No terceiro dia ele já tem um nome. No quarto ele come na sua mão -- já não se assusta com a sua presença. E no quinto dia, quando você abre a caixa, ele se sacode feliz, bate as asas para mostrar que está curado...e voa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É tão bonito, ne? É.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas no sexto dia, quando você acorda, a caixa está vazia. Ainda tem resquícios de alpiste por ali. Ainda dá para sentir o cheiro na caixa cheia da presença dele. &lt;strike&gt;A presença da ausência.&lt;/strike&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há o que fazer...ele não vai voltar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que lhe resta é lembrar destes dias com carinho e se orgulhar de ter salvo uma alma que é livre. Dá uma certa tristeza, é verdade. Mas aí você respira fundo e deixa que a generosidade seja o único sentimento possível, porque era só um presente para o mundo. &lt;strike&gt;Um presente daqueles que é arrancado a fórceps do seu peito e quase sangra&lt;/strike&gt;.&lt;br /&gt;No final, você se sente digno.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-4689833361481617087?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=4689833361481617087&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4689833361481617087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4689833361481617087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/broken-heart-healer.html' title='_broken heart healer'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TDFRFahhEaI/AAAAAAAAAHU/JTleSnxAyjY/s72-c/valentine-hearts1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-7299474267886187864</id><published>2010-07-03T21:00:00.001-03:00</published><updated>2010-07-13T02:29:22.006-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='segredo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='envelhecer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor impossível'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='doidadesvairada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gorda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='papa anjo'/><title type='text'>_verdades nada românticas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem coisas sobre as quais não se fala mas, convenhamos, seria bom se já soubéssemos o que esperar de cada história de amor possível na vida. Falemos então sobre a hipótese remota de acontecer na sua vida, caro leitor - palavra do gênero masculino, como você deve ter notado. Sim, estou falando com você, que acha lindo sonhar com a mãe do seu amigo. Você que morre de inveja do Ashton Kutcher. Você...que pronuncia a palavra MILF com todas as letras, de boca (e sabe-se lá o que mais) cheia. - um caso com uma mulher mais velha. Sim sim, é hora de saber a verdade. Vamos a ela:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666; text-align: justify;"&gt;Coisas que você pode imaginar, mas não ouse concretizar:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Banho juntos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A não ser que seja de banheira, esqueça. Essa mulher não vai deixar você molhar o cabelo dela, que vai dar um trabalho dos infernos pra parecer decente depois. A maquiagem dela vai borrar e, creia-me, ela não fica bem sem corretivo. Ela jamais vai permitir que você a veja com o cabelo embaraçado grudado na cara e o rímel escorrido, no melhor estilo Shirley McLaine chorando na chuva. Nunca! E touca de banho? Não queira ver isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Sexo na praia deserta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esquece. Só se for à noite. Muita luz, amigo...muita luz. Isso não a favorece nem um tiquinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Acampamento, Hicking, Pedaladas, Trilha, Rappel, etc &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai indo com os seus amigos...ela espera você voltar, tomar um banho, passar perfuminho, e vocês se encontram mais tarde. Ela não vai querer que você descubra que ela não aguenta, não gosta e não ta a fim de ficar suada, vermelha, bufando...e perder as pernas no meio do caminho. Ela já fez tudo isso na época de fazer tudo isso. Dá um tempo pra velhinha, faz favor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Sexo ao acordar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calma. Ela vai levantar muito cedo. Finge que está dormindo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já se foi o tempo em que ela acordava linda, e ficava bonitinha com a cara amassada. Não! Bonitinha não rola mais...Agora essa mulher só tem duas caras possíveis: linda quando está arrumada, horrível quando está amassada. Então deixa ela se fechar no banheiro e passar uma massa corrida na face. Anti-rugas, esticante, anti-frizz, geralzona na franja que amassou, corretivo...não, não, base suja o travesseiro...só corretivo, rimelzinho. Ta linda. Ela vai voltar pra cama, você se acomoda como se nem tivesse percebido, pronto. Pode dar bom dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Coisas que você vai perceber&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. No motel&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando você for ao banheiro, algumas lâmpadas do quarto vão queimar misteriosamente. Não, não é um defeito elétrico, ela é que é esperta e, mais do que rápido, desatarrachou todas elas pra não correr o risco de uma "luz de examinar garganta" revelar que ela já não é uma menina. Quando ELA for ao banheiro, a lâmpada aquela, bem em cima do chuveiro também vai queimar assim, do nada. Claro...releve...ela precisa se sentir bonita caso você insista naquele primeiro erro lá de cima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Na praia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pare de pedir para que ela tire a kanga. Ela só vai fazer isso quando achar que está em solo santo - e com a bunda bem perto da cadeira. Nunca perto das suas amigas. Por mais que ela gaste todo o patrimônio da família em clínicas de estética, a natureza é cruel e a gravidade é um fato. Bunda é um assunto sério...não provoque a fúria da moça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Na cama&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela não tem medo de mais nada... Muito provavelmente você nunca imaginou que sexo fosse assim, na verdade. Esquece tudo o que você viu até hoje, porque o jogo acabou de mudar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ela não é uma louca, ela só sabe do que gosta e como gosta e vai fazer tudo para conseguir. A não ser que você olhe para o lugar errado. Cuidado! Não olhe para a barriga dela em hipótese alguma. Nem sem querer. Disfarça, desvia o olhar, não faz essa burrice. Um deslize seu e, em dois segundos, ela murcha, mingua, morre, por mais linda que aquela barriga seja para você. É, porque é só para você. Para ela, a barriga é grande, é flácida, o umbigo é feio, tem todos os defeitos do universo e você sabe tudo de estrias e pode contar os quilos que ela engordou na gravidez, só de olhar. Sério. Presta atenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. No dia a dia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Horários: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela tem calma...ela tem tempo. Não importa a que horas você marcou, se você se atrasar, ela não vai estar furiosa. Ela espera na boa. Se vocês íam juntos a uma festa e você não chegou para buscá-la, ela vai sozinha. Calma...não precisa se esbaforir. Vai para a festa que ela vai estar lá toda sorridente quando você chegar. Ela não morre de ciúme e não tem ataque de raiva. Ela sabe onde quer você, e não é no ponteiro do relógio. O compromisso dela com você é outro -&amp;nbsp; um que você vai demorar uns quinze anos para entender. Então relaxa...você pode ir e vir que ela vai estar no mesmo lugar, sempre com um sorriso e pronta para você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.Ciúme:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esquece. Ela não tem. Acabou o estoque. Pode falar da sua ex. Pode mostrar a garota, 800 anos mais nova, que dá mole para você. Pode abrir seus e-mails na frente dela. Não é que ela não ligue, ela só está pronta para o dia que você for embora. É o óbvio...é o caminho natural das coisas. O que ela sabe é que, enquanto vocês estiverem juntos, você é dela. Depois é depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666; text-align: justify;"&gt;Coisas que você não vai perceber (e talvez nem sonhe)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Sua juventude é um elixir sagrado do qual ela vai se embebedar até estar devidamente saciada. Ela vai beber as suas risadas, a sua energia, a sua alegria, a sua inconsequência. Ela precisa disso para lembrar que está viva. Não seja velho, ranheta, preguiçoso. Não vá pensando que é mais fácil estar com uma mulher mais velha. Se você se parecer, o mínimo que seja, com os homens da idade dela com quem ela se relacionou antes, você está fora. Pense que um homem mais velho é também mais seguro, logo muito mais fácil de lidar. Mas não é isso que ela quer. Acorda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Ela está em vantagem, não você.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. É ela quem toca a sua pele jovem - e nada como a pele pré-quarenta;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Foi ela quem conquistou o cara mais novo, não você à mulher mais velha, não se iluda. Logo você é o troféu eterno, mesmo que ela nunca conte para ninguém;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. É ela quem tem a experiência, a vivência, e consequentemente as cartas na manga.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. É ela também quem tem a seu favor a celulite, a idade, a família, o dinheiro, as mazelas, o cardiologista....para usar como desculpa para largar você. Então fica esperto. Ela pode escolher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso, querido leitor. Eu não poderia calar diante da quantidade de amigos novinhos que eu tenho, dos 23 aos 39, todos com olhos compridos olhando as senhoras que passam. Eu não sou contra - longe de mim tal ideia - só acho que eles precisam saber onde estariam pisando. Eu sou amiga. Amigo pra mim é assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-7299474267886187864?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=7299474267886187864&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7299474267886187864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7299474267886187864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/verdades-nada-romanticas.html' title='_verdades nada românticas'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-4343635775613572446</id><published>2010-07-03T12:27:00.003-03:00</published><updated>2010-07-13T02:30:18.592-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='familia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='my household'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='envelhecer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='\o/'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amordemãe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><title type='text'>_sobre cordões umbilicais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TC9W7NIdY0I/AAAAAAAAAHM/GbZz2eGBc3Y/s1600/nahbeijo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TC9W7NIdY0I/AAAAAAAAAHM/GbZz2eGBc3Y/s320/nahbeijo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não era possível uma gravidez depois de uma pelvio-peritonite que quase me matou aos 29 anos. O último ultrassom mostrava uma bagunça danada...trompas enroladas no ovário como um novelinho de lã, daqueles de desenho animado que tem gatinhos. Fora de cogitação. Mas aí havia um jovem diretor que repetia o nome da futura filha e se recusava a ouvir que não seria possível realizar este sonho, a não ser que ele escolhesse outra loira. Talvez uma que não tivesse filhos. Talvez uma mais nova do que ele. Talvez, talvez, talvez, mas ele não queria. Ele queria aquela, e uma filha, e o nome seria Natasha - desde pequeno ele sabia disso - e eu baixava os olhos pensando que, mais cedo ou mais tarde, teria que abrir mão dele em prol dessa teimosia de infância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas também havia um sexto sentido gritando, dizendo que aquele mal estar não poderia ser gastrite. Um teste de farmácia, por que não? Eu não ia chegar no médico e pedir um exame, porque ele ia sorrir aquele sorriso doce e dizer: "Ô, menina...eu já falei que você não pode mais ter filhos...".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era noite, depois da filmagem (lançamento da primeira telefonia celular no Brasil). Enquanto ele analisava um rolo de filme que talvez tivesse se perdido, eu fazia o teste. Oh.My.God! Pensei estar daltônica. Tinha que estar, ou aquela linha cor-de-rosa era uma alucinação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma Natasha maluquinha. Desde pequena uma gritalhona engraçada, com músicas alegres de letras inventadas: "o petinho dadô dadô e o tapo icaiêta faiô o peti tiêta!"...chorona, exigente, mimada, sorridente, de olhos enormes eternamente brilhantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da noite para o dia, o irmão mais velho tornou-se um adulto (tadinho...pesado) e ela, o nenem da casa, enchendo o lugar com seu barulho. A vida dos que a cercam passou a existir em função da dela, como se fosse um contrato firmado ainda no misterioso interior mágico do meu corpo auto-curante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela cresceu, como era de se esperar, para desespero do pai que queria mesmo que ela tivesses 5 anos para sempre, mas a gente não conseguiu enxergar. Não tem como...caçula é caçula (palavra graficamente horrorosa). De uma hora para a outra ela tem 16 anos, um corpão e uma cabeça que pensa. Pensa e pensa forte, com opiniões duras e regras claras. Mas mesmo assim, nosso cordão umbilical parecia feito de alguma fibra indestrutível...or so I thought.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem eu deixei essa menina alegre e cheia de vontades, num terminal aéreo do Aeroporto Internacional de Garulhos. Sem a menor cerimônia, ela sacou da tesoura e cortou o cordão. Assim, sem uma lágrima, olhando nos meus olhos. E eu sorri orgulhosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tavez isso não tenha a menor importância para nenhum de vocês, mas eu nem ligo. Para mim, foi uma cerimônia de iniciação. Iniciação minha, como mãe de dois adultos. Iniciação dela, numa vida que, agora sim, vai começar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom dia, flores do dia!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É. Eu sou feliz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-4343635775613572446?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=4343635775613572446&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4343635775613572446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4343635775613572446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/07/sobre-cordoes-umbilicais.html' title='_sobre cordões umbilicais'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TC9W7NIdY0I/AAAAAAAAAHM/GbZz2eGBc3Y/s72-c/nahbeijo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-6404052564611303677</id><published>2010-06-27T01:25:00.009-03:00</published><updated>2010-12-02T22:59:10.660-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='doidadesvairada'/><title type='text'>_Math</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se X é igual à luz que emana dos olhos e Y é igual à reação causada pelo fator X, Y é igual à toda a luz que move o mundo, vêzes as vêzes que os olhos olham; sendo A o desejo de X e B o elemento que impulsiona a energia de X.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então B + X = Y, fazendo com que A seja moto-continuo. Então ABX=Y elevado a uma potência impossível,&amp;nbsp; dizimando da face do planeta toda e qualquer razão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo ABX=Y = Caos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Y=Caos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;ººº&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Treze mil cento e quarenta minutos indescritíveis igual a setecentos  e oitenta e oito mil e quatrocentos segundos intermináveis, que é igual a setecentos  e oitenta e oito milhões e quatrocentos mil milésimos de momentos  eternizáveis...que são duzentas e dezenove horas que nunca deveriam acabar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que é isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confuso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-6404052564611303677?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=6404052564611303677&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6404052564611303677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6404052564611303677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/06/math.html' title='_Math'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-6955893907384243133</id><published>2010-06-20T04:39:00.009-03:00</published><updated>2010-09-15T01:47:39.975-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor impossível'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olhos negros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='doidadesvairada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='casa do lago'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ai ai'/><title type='text'>_sapo na boca da cobra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peguei o carro, bati a porta e não olhei pra trás. &lt;br /&gt;Chega! Não tinha como passar mais tempo sem olhar nos olhos dele e ver se tudo o que ele me fazia sentir de longe se repetiria assim, olho no olho. Muito medo. Muito medo, porque só de pronunciar a palavra “olho” me vira o estômago. Motim das tropas de borboletas! Elas estão armadas, atirando pra todo lado e...ai, pelo amor de deus! Parem de bater essas asas que eu vou passar mal. Frio no estômago master.&lt;br /&gt;Cheguei em frente à casa e pensei dez vezes. Vou não vou, vou não vou...fui. O portão estava aberto...eu entrei. Nem 15 metros separavam a porta do portão, mas acho que andei uns 10 quilômetros...aquilo não chegava nunca e o único pensamento que eu tinha era o par de olhos escuros olhando dentro de mim. DENTRO, porque eu nunca consegui conceber que ele tivesse um olhar menos poderoso do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respira...&lt;br /&gt;Bati na porta uma vez. Nada. Pensei: “ótimo, vou embora.” Mas assim que virei as costas a porta se abriu. Ai. E agora? Desviro? ou faço a louca e corro pro carro e depois digo que não era eu? “Quem, eu? Na sua casa? Imagina...”&lt;br /&gt;Não deu tempo. Borboletas em guerra, frio na barriga, olhos aterrorizantes e eu ainda de costas...e ouvi a voz. O que? VOZ? Eu nunca tinha ouvido a voz dele. Esqueci de contar que esse era outro medo: a voz que eu ouvia quando pensava era linda. Não! Cala a boca! Eu não acho voz de locutor linda...Eu to falando de uma voz gostosa...se bem que eu só pensei nela assim, no meu ouvido...não sei como soaria se ele falasse mais de longe...Tá! Para de ser louca. Foco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respira...&lt;br /&gt;A voz disse: “Viu como não é tão longe?”&lt;br /&gt;Que diabo de frase é essa? Sabe quanto tempo eu sonhei com a primeira frase? Vamos falar de geografia? Trânsito? Pavimentação de estradas? Pelo amor de deus, você só tem mais uma chance e eu vou embora. Pois é...pensei. Só que ele não disse a segunda frase. Acontece que eu virei pra ele e vi os olhos. Meu deus! Os olhos eram mais fortes do que eu pensei. Eles não olharam dentro de mim, eles me sugaram pra dentro deles. Os olhos sorriam de um jeito que não tinha como não saber tudo o que estavam dizendo. Ou eu que estava nervosa. Não...mentira. Eu estava nervosa sim, mas os olhos estavam gritando! E aquele olhar foi o suficiente pra eu não saber mais nada. O que mesmo ele tinha perguntado? Longe? O que que é longe? Perto, super perto... Quarenta centímetros de distância? Isso não é nada e com um movimentozinho minúsculo eu consigo voar no seu pescoço e abraçar você pra sempre.&lt;br /&gt;Eu não posso imaginar a minha cara. Acho que eu até prefiro não imaginar, porque eu devia estar olhando pra ele como um sapo na boca da cobra. Romântico? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo durou uns três milhões de segundos. Nós dois ali, olhando um pro outro, trocando faíscas e pensando “Ai meu deus e agora?” (pelo menos eu pensei), e nada acontecia. Total WTF moment. Mas aí ele esticou o braço, e me pegou pela mão...me puxou pra perto e me abraçou falando no ouvido: “Não acredito que você tá aqui...”. Ai a voz, a voz, a voz...eu acertei em cheio! Era exatamente como eu imaginei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em respirar, mas não descobri como fazer isso. Assim que a voz terminou a segunda frase - que eu vou chamar de primeira, pra esquecer aquela outra - ele me beijou no canto da boca. Mas assim...não foi um selinho no canto da boca. Foi um beijo de canto de boca daqueles que você fica perdida sem saber se vira e beija direito ou se finge que nem notou. No meu caso, acho que não consegui fingir coisa nenhuma, mas segurei a vontade de virar e lascar um beijo decente nele. Que raiva! Eu odeio esses joguinhos de sedução. (NOT)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me puxou para dentro de casa sem desgrudar o olhos de mim, tirou a bolsa do meu ombro e jogou num sofá, tirou a chave do carro da minha outra mão, jogou junto, desenrolou meu cachecol sem mover os olhos um segundo...eu ainda estava na boca da cobra, completamente hipnotizada e, muito provavelmente, com cara de quem diz: “eu morro de medo de morrer, mas se é você quem vai me matar, por favor, seu moço...mata bem devagar.” Ai como eu sou besta. Eu tenho a cena do cachecol tatuada no cérebro...nunca vou esquecer os olhos dele naquela hora. Um silêncio mortal. Só a dança daqueles olhos - encantador de animaizinhos indefesos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que o cachecol deu a centésima volta para fora do meu pescoço, ele levantou os cantos da boca num meio sorriso torto, fechou os dois olhos numa piscada longa como se fosse me libertar daquela prisão , inclinou a cabeça em slow motion - ou eu estava completamente inebriada, embriagada e entregue - chegou mais perto de mim e beijou o meu pescoço. Ai ai ai...PAUSA. Deixa eu explicar que você não pode ir beijando o meu pescoço no primeiro encontro. Principalmente se faz uma semana que você não faz a barba. Não pode! Eu sou uma pessoa fácil, entendeu? Eu me controlo, mas determinadas atitudes valem por uma garrafa de vodca, e aí babau. FIM DA PAUSA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo no pescoço que fez uma breve passagem pela minha orelha, passeou pelo rosto, e terminou num longo, molhado, lambido, delicioso beijo na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai ai...esse era o outro medo. Epic win though. Nada mais a temer. Se todo mundo prestasse atenção no beijo, ninguém teria decepções na cama. Básico. Lição numero 1: um beijo afoito, urgente, com força, igual a sexo afoito, urgente, com força, quiçá com acrobacias e direito a triplo mortal carpado, atletismos, Daine dos Santos e ai que preguiça! Um beijo seco, sem língua, ou pior, língua estranha que parece um bife na sua boca, é igual a... é... não sei, porque na verdade eu nunca me arrisquei a passar de um beijo assim. Eca! Agora... um beijo como esse - lento, mole, molhado, com tempo, um explorando milímetro a milímetro a boca do outro - que hipnotiza e amolece as pernas... isso é igual a sexo bom. Com tempo... com calma... deixa eu perder uma eternidade aqui que tá bem bom... Deixa eu conhecer mais esse pedacinho... Bem, sexo bom pra mim. Sei lá se é bom pra você, mas também se você não gosta assim eu nem quero saber como você gosta. Azar seu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tudo muito incrível. Tudo muito de verdade. Brincadeira de gente grande, sem se enganar, sem achar que aquilo era pra sempre, mesmo tendo a imensa tentação de deixar o romance ser maior que tudo. Duas pessoas estabanadas que se deixam tomar por uma total falta de controle&amp;nbsp; quando uma paixão penetra, entrona, metida, que simplesmente não foi convidada pra festinha entrou e comandou a festa assim, do nada; duas pessoas assim, tendem a querer que aquilo dure pra sempre. Tendem a se deixar enganar só um pouquinho, porque seria bom se amanhã de manhã a gente fosse namorado, se saísse de mãos dadas pra algum lugar, e telefonasse pra dar boa noite, e demorasse pra desligar porque ficar longe é ruim. Mas somos como dois alcoólatras habituados à abstinência e a nossa história é vivida assim por horas, por dias, só mais 24 horas porque amanhã não sei. E foi com essa urgência de quem pode morrer amanhã e precisa aproveitar os últimos minutos de vida, segundo por segundo, - mas sem pressa para não ser triste -&amp;nbsp; que ele fez amor comigo. Não. Eu fiz amor com ele. Não sei, espera... não foi assim. A gente também fez sexo, assim... sexo. Mas fez amorzinho bonitinho. E conversou mais do que eu esperava, e eu esperava muito. Foi lindo, e foi divertido, e foi, sim, romântico, e foi engraçado às vezes, e se tiver que acabar daqui a pouco eu vou morrer de saudade.&lt;br /&gt;Ai. &lt;br /&gt;Doeu.&lt;br /&gt;Fiquei romântica. Pareço triste, até. Mas não... não estou não. Na verdade bem feliz. Outro epic win. Mas eu não vou contar os detalhes sórdidos que você estava esperando. Só vou dizer que algumas coisa que acontecem na vida são VIDA pura. É como se você abrisse um frasco de “vida concentrada” e bebesse inteiro, pra viver um ano em um dia. Uma overdose de milhares de sentimentos e sensações misturadas, uma vida que é só sua. Um ato ao mesmo tempo egoísta ao extremo, do tipo “eu quero essa pessoa pra mim e fim”, e de uma generosidade imensa, porque você quer dividir com essa pessoa cada gole desse extrato mágico concentrado e vê-la bêbada disso ao seu lado. Um presente duplo: a gente abre junto o pacote, ganha esse presente incrível, e nunca mais vai esquecer. Lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Foi assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Não seja besta! É claro que essa história é ficção. O primeiro que perguntar se é auto-biográfico eu rogo uma praga e vai ficar burro assim pra sempre.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom dia flor do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Rafaela Pedro, viu só? Falhei de novo...cortei pra lareira.) &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-6955893907384243133?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=6955893907384243133&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6955893907384243133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6955893907384243133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/06/sapo-na-boca-da-cobra.html' title='_sapo na boca da cobra'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-6962199708897451868</id><published>2010-06-18T16:51:00.012-03:00</published><updated>2010-12-02T23:08:36.689-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='casa do lago'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ai ai'/><title type='text'>_julho</title><content type='html'>Deixa eu abrir a casa?&lt;br /&gt;Faz tanto tempo que julho não chega com seus céus azuis e a promessa de setembros...&lt;br /&gt;As borboletas se foram e tudo ficou tão chato. A previsão do tempo é sempre a mesma...chuva, só um chuvisco. Sol, só um solzinho. Vento, uma brisa tão morna.&lt;br /&gt;É desse jeito que eu gosto: ventos que façam tremer e geadas que congelem lágrimas. Sol de dias sem núvens, que arrepie a nuca, que machuque os olhos. Fogo aceso...por dentro e por fora. Frio cortante ou calor que queime - não quero nada no meio,&amp;nbsp; nada pela metade, não quero se não deixar marcas.&lt;br /&gt;E as borboletas que voltam... dançando aqui, dois palmos abaixo da minha garganta. É assim. É desse jeito que eu gosto.&lt;br /&gt;Julho, agosto, setembro, meus meses maiúsculos de coração disparado, sejam eles janeiros, dezembros, abrís! Sempre é julho, quando o cheiro é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem então...eu já fiz o fogo. Sente o cheiro do café. Ouve a música tocando.&lt;br /&gt;Declaro reaberta a velha casa do lago.&lt;br /&gt;Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;a casa do lago aqui:&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://tepeeme.blogspot.com/2006/11/sequestro.html"&gt;Sequestro, &lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://tepeeme.blogspot.com/2006/11/bonnie-and-clyde-hank-and-sarah.html"&gt;Bonnie &amp;amp; Clyde&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-6962199708897451868?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=6962199708897451868&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6962199708897451868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6962199708897451868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/06/julho.html' title='_julho'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-6985489061589488547</id><published>2010-06-18T02:26:00.010-03:00</published><updated>2010-10-14T02:46:53.732-03:00</updated><title type='text'>_um beijo na janela</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Tanta luz...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sol vinha da direção errada e batia no meu corpo esquentando a pele em lugares que eu nunca senti. Não era a minha casa...não era.&lt;br /&gt;Abri os olhos para encontrar a luz e não entendi de onde ela vinha. Não era do alto, não era de fora, era de mim.&lt;br /&gt;Andei pelo lugar com cuidado. &lt;i&gt;“Não conheço esse chão, não sei onde ele leva.”&lt;/i&gt; Tive medo. &lt;i&gt;“Eu já quis estar aqui mas recuei. Agora me lembro...”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Lençóis brancos na cama - os mesmos lençóis voando no varal -, minha cabeça rodando e toda aquela luz...Eu sabia que era preciso chegar até a janela. E lá estava ela, no final do corredor, toda aberta, com suas cortinas enormes, como asas, mostrando que a casa inteira queria voar.&lt;br /&gt;São sempre as janelas, são sempre elas.&lt;br /&gt;Dei mais três passos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1...2...3...e senti a&amp;nbsp; fumaça doce no ar. Eu sabia. Fechei os olhos sorrindo, respirei o mais fundo que pude e traguei a doce névoa branca do cigarro aceso. Era bom, mesmo assim tão cedo. Mesmo assim descalça, perdida, com olhos cheios de luz. O desenho da fumaça me mostrava onde ir: além da janela, em direção ao perigo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sol esquentava os meus pés querendo chamar: &lt;i&gt;“vem...”&lt;/i&gt; Eu fui.&lt;br /&gt;As asas abertas da grande janela me envolveram como mãos e guiaram o meu último passo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não fechei os olhos - eu queria ver dentro da alma quando ele me tocasse -.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi assim que eu vi os olhos que me esperavam...as mãos quentes pesquisando o corpo, a barba&amp;nbsp; roçando o pescoço, o calor sussurrado no ouvido...o beijo molhado na boca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons sonhos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-6985489061589488547?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=6985489061589488547&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6985489061589488547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/6985489061589488547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/06/na-janela.html' title='_um beijo na janela'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-7410737416804589703</id><published>2010-06-16T18:47:00.006-03:00</published><updated>2010-06-16T19:23:47.458-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='listinha tosca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='doidadesvairada'/><title type='text'>_coisas que você não precisa saber sobre mim</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;ou...Too Much Information &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TBlGSn4a0-I/AAAAAAAAAG8/LOnIfdpeZ6w/s1600/Forbid.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TBlGSn4a0-I/AAAAAAAAAG8/LOnIfdpeZ6w/s320/Forbid.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #666666;"&gt;_Necessidades Básicas:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;. Eu não consigo dormir de meia, mas consigo dormir de luva.&lt;br /&gt;. Não durmo antes das duas da manhã, mesmo que vá para a cama às onze. Se acontecer de eu dormir cedo, acordo as cinco e não consigo dormir mais.&lt;br /&gt;. Não reclamo quando meu marido ronca. Ao contrário, uso o ritmo do ronco dele para me ninar. Começo a respirar no ritmo do ronco, vou indo...vou indo...É como contar carneirinho: tiro e queda.&lt;br /&gt;. Eu bebo o tempero da salada.&lt;br /&gt;. Eu fico na mesa do café da manhã &lt;strike&gt;me enrolando&lt;/strike&gt; bebendo café e lendo jornal durante uma hora - já cronometrei - mas posso almoçar em cinco minutos ou nem almoçar.&lt;br /&gt;. Não lembro quando foi a última vez que tomei um copo de leite. Simplesmente desmamei.&lt;br /&gt;. Um quilo de açucar dura dois meses na minha casa.&lt;br /&gt;. Eu não leio no banheiro&lt;br /&gt;. Meu banho não dura mais que dez minutos.&lt;br /&gt;. Odeio banheira.&lt;br /&gt;. Eu esqueço que tenho bebida alcoólica em casa.&lt;br /&gt;. Jogo Bejeweled na cama, no escuro, antes de dormir.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #666666;"&gt;_Manias idiotas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;. Não tenho manias idiotas&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666;"&gt;_Superstições&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;. Eu acredito que o meu passado me trouxe ao presente, e me fez ser quem sou. Pensando assim, a aliança do meu primeiro casamento foi feita com ouro de presentes dados por ex-namorados. Achei justo levar essa "bagagem" para a vida adulta. Não repeti isso no terceiro - e último - casamento &lt;strike&gt;porque não deu sorte&lt;/strike&gt;. Então escolhi uma aliança Cartier: aquela que são três alianças entrelaçadas...não sei por que...juro que foi sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Não corto bolo de cima para baixo. A primeira fatia é sempre cortada de baixo para cima. Não sei se existe relação, mas a minha vida mudou para melhor desde que decidi fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Não me dou muito bem com deus. Não é que não acredite nele, mas acho a história dele meio furada. &lt;strike&gt;Nasci católica, estudei em escola católica e foi lá que aprendi a questionar a existência dele como nos é contada&lt;/strike&gt; Mas eu rezo o Pai Nosso sempre que a coisa aperta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Tenho um papelzinho com o nome dos três reis magos (Baltazar, Belquior e Gaspar) em todos os carros da família, desde sempre. Uma cartomante me disse que eles protegem contra roubo. Funciona.&lt;br /&gt;&lt;strike&gt;Adoro a minha cartomante e não venha me dizer que não acredita porque só eu sei...só eu sei...&lt;/strike&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #666666;"&gt;_Mal humor&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;. Detesto conviver com pessoas que acordam felizes e barulhentas. Só estou casada há 18 anos porque meu marido acorda depois de mim.&lt;br /&gt;. Eu brigo com o cantor quando a música fica repetindo a mesma frase quinhetas vezes: "Eu sei! Já ouvi! Cala a boca!!" Me irrita...&lt;br /&gt;. Mais do mesmo: odeio rock ou jazz progressivos. Solo chama SOLO. A palavra já diz: sozinho!só você! Vai solar no seu quarto! Me irrita...&lt;br /&gt;. Passo o dia feliz até alguém me perguntar o que vamos fazer para o almoço/jantar. Mania ridícula de comer toda hora!&lt;br /&gt;. Odeio quando me pedem para ligar a câmera no msn/skype/whatever. Se escrevo, consigo falar com três, quatro pessoas, twitar, ver meu facebook. Já com áudio e vídeo vira exclusividade. Depois, eu não ponho o pé na rua desarrumada...agora não posso mais ficar desgrenhada na minha própria casa? E a possibilidade do videofone então? Ai, ai ai...que mané tem que ver a minha cara, onde e com quem estou, pra falar comigo? E se eu estiver no banheiro? Me economize!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que era só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(é eu sei....listinha é falta de assunto)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-7410737416804589703?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=7410737416804589703&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7410737416804589703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/7410737416804589703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/06/coisas-que-voce-nao-precisa-saber-sobre.html' title='_coisas que você não precisa saber sobre mim'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/TBlGSn4a0-I/AAAAAAAAAG8/LOnIfdpeZ6w/s72-c/Forbid.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-2535541629257431315</id><published>2010-06-14T01:10:00.006-03:00</published><updated>2010-06-14T11:31:58.168-03:00</updated><title type='text'>_ lembranças de folhetim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;pensei que o tempo amenizasse as coisas&lt;br /&gt;que o cérebro encontrasse defesas para apagar o que foi ruim&lt;br /&gt;e deixar só as boas lembranças&lt;br /&gt;mas não: é triste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toda a névoa que encobria os seus atos se foi&lt;br /&gt;a imagem é limpa e clara&lt;br /&gt;posso ver cada detalhe&lt;br /&gt;da cuidadosa armadilha que você preparou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vejo&lt;br /&gt;com lentes poderosas&lt;br /&gt;cada milímetro do seu plano&lt;br /&gt;vejo ganância&lt;br /&gt;vejo vaidade&lt;br /&gt;avareza&lt;br /&gt;maldade&lt;br /&gt;vejo inveja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vejo a alma cheia de rancores&lt;br /&gt;e tenho nojo&lt;br /&gt;tenho pena&lt;br /&gt;tenho lembranças&lt;br /&gt;já não distorcidas&lt;br /&gt;de coisas que não seriam escritas no folhetim mais sujo&lt;br /&gt;na novela mais barata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;achei que o tempo tornasse a feiúra mais bela&lt;br /&gt;mas não&lt;br /&gt;o abrigo dos seus olhos ruiu&lt;br /&gt;onze de setembro nos meus dias de sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não queria postar isso hoje, porque meu humor está elevado, maravilhoso, quase bobo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desconsiderem...era um texto que estava na fila.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-2535541629257431315?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=2535541629257431315&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2535541629257431315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2535541629257431315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/06/lembrancas-de-folhetim.html' title='_ lembranças de folhetim'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-4095165521169825877</id><published>2010-05-21T17:13:00.006-03:00</published><updated>2010-06-16T19:26:08.866-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='listinha tosca'/><title type='text'>_não conta pra minha mãe</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/S_b9WbfzHYI/AAAAAAAAAG0/DQb_gdDv7eQ/s1600/quandoerapequena.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473840958895496578" src="http://1.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/S_b9WbfzHYI/AAAAAAAAAG0/DQb_gdDv7eQ/s400/quandoerapequena.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 382px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. Quando eu era pequena, eu tomava Clistin (anti-alérgico) escondido. Minha mãe mudava de lugar, mas eu achava e tomava. Era vermelhinho e doce...e delicioso, e eu nem ficava com sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Quando eu era pequena, eu descascava fio elétrico e ligava na tomada. Depois apagava a luz e juntava os fios descascados para brincar de trovão. Queimei alguns fuzíveis várias vêzes, mas eu sabia trocar. Ninguém descobria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Quando eu era pequena, minha mãe tinha uma empregada que tinha medo de fantasma. Um dia eu escrevi o nome dela com álcool na pedra da cozinha, chamei a menina, coloquei fogo, apaguei a luz e me escondi. Ha! Nem precisa contar o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Quando eu era adolescente, eu liguei para a Globo dizendo que era jornalista de uma revista Paranaense, marquei uma entrevista com o Fábio Júnior (ele ainda era novinho, não tinha feito plástica e nem ficado brega) e fui pro Rio em férias com a família. Claro que eu não tinha nem como chegar na Globo. Acho que o Fábio Júnior ficou esperando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Quando eu era pequena, meu pai tinha um revólver calibre 38 que a minha mãe escondia super escondido, mocado, enfurnado, pra gente não ver. Eu sempre sabia onde estava, e brincava de batom com a munição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Quando eu era pequena, minhas irmãs ganhavam serenata dos amigos que voltavam com fome das festas. Minha mãe sempre abria a porta, mandava entrar e dava um café pra eles. Eu era apaixonada por 80% deles e ficava imaginando que as serenatas eram pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Quando eu era pequena, eu trocava cadeado do portão dos vizinhos, quando eles deixavam abertos. De manhã eles não conseguiam sair. Mas a culpa não era minha...foi o namorado da minha irmã mais velha que ensinou. (meu irmão também fazia isso, ta?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Quando eu era pequena, eu e o meu irmão tiramos os parafusos da cama da empregada pra ela cair quando fosse deitar. Também colocamos ovos embaixo do lençol dela. Também embrulhamos cocô de cachorro para presente e demos pra ela. Mas a culpa não foi nossa...a gente viu isso numa novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Quando eu era pequena, eu fazia comidinha de verdade e forçava meu irmão a comer. Uma caixa de sapato com furos e botões de fogão desenhados, uma vela acesa, uma forma de empadinha, óleo de cozinha, batata picada...pronto: batata frita.&lt;br /&gt;No cadápio sempre: batata frita, carne assada (salsicha cortada em rodelas), salada de azedinha (trevinho...mato de jardim) e bala de goma (farinha, água e açúcar). Meu irmão era o marido. Eu dizia: "Agora vai trabalhar! Agora vem almoçar! Agora come tudo! Agora vai trabalhar de novo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Quando eu era pequena, minha prima era mais ágil e mais magra do que eu. Um dia ela me disse que conseguia fazer "ponte" de ginástica olímpica. Deitou no sofá de barriga pra cima e levantava o corpo, crente que era uma ginasta. Ela fazia, e fazia de novo...e eu sentada no chão na beira no sofá vendo a bunda dela subir e voltar...subir e voltar...me irritei com toda aquela agilidade, peguei a caneta bic que estava na mesa de centro, esperei ela fazer a ponte e coloquei a caneta embaixo dela, com a ponta pra cima. Bingo! Ela ainda deve ter uma pinta azul no bum-bum. (ela disse que eu nunca ia conseguir fazer ponte porque eu era gorda, ta?!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Quando eu era pequena, vi minha mãe coar um monte de óleo quente em vidros e deixar em cima da pia da cozinha. Ela disse que era pra deixar esfriar antes de tampar, e foi fazer as coisas dela. Naquela casa, tinha uma copa enorme anexada à cozinha (ou eu que era pequena) onde havia um sofá branco. Eu sentei ali e fiquei olhando pra ontem. De repente, meu irmão entrou, viu os vidros e perguntou: "Nossa! O que que é isso?"&lt;br /&gt;Eu olhei para ele, muito angelical, e respondi: "Mel."&lt;br /&gt;Ele enfiou dois dedos dentro do vidro de óleo quente e saiu gritando.&lt;br /&gt;Tá...foi mal. Nem tava tão quente, não queimou de verdade. Mas foi mal. Desculpa aí, Rica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Quando eu era pequena eu comia erva doce do jardim, chupava "aguinha" de uma flor vermelha que tinha em qualquer cerca-viva, comia azedinha, e colocava um monte de hortelã na boca ao mesmo tempo com uma colher de sopa de açúcar e mastigava, pra fazer chicletes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Quando eu era pequena eu queria ser órfã. Mas eu não era mórbida. Só tinha inveja da "Princesinha"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revisando tudo isso (e mais o que eu não contei)...concluo: quando eu era pequena, eu era uma peste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom final de semana para os pais de crianças felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-4095165521169825877?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=4095165521169825877&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4095165521169825877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/4095165521169825877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/05/nao-conta-pra-minha-mae.html' title='_não conta pra minha mãe'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/S_b9WbfzHYI/AAAAAAAAAG0/DQb_gdDv7eQ/s72-c/quandoerapequena.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-2240825254002613108</id><published>2010-05-12T17:47:00.006-03:00</published><updated>2010-05-12T18:19:41.012-03:00</updated><title type='text'>_vento de inverno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/S-sactc6unI/AAAAAAAAAGs/1a0dBSFyiQA/s1600/medusaNEW.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 336px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/S-sactc6unI/AAAAAAAAAGs/1a0dBSFyiQA/s400/medusaNEW.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470495252911143538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje o céu está em festa. Veloz como quando eu criança.&lt;br /&gt;Azul de um azul perfeito, com desenhos de núvens rápidas&lt;br /&gt;que têm pressa de chegar, não se sabe onde.&lt;br /&gt;Dá vontade de correr com elas:&lt;br /&gt;"hey! espera! me leva junto que quero ver onde acaba o céu!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só é possível correr os olhos e depois as mãos. Mãos que se perdem entre a saia e os cabelos.&lt;br /&gt;A rua toda é um balé:&lt;br /&gt;echarpes se fazendo de asas,&lt;br /&gt;cabelos se fazendo de folhas,&lt;br /&gt;vestidos se fazendo de pipas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;©MercedesGameiro&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34657666-2240825254002613108?l=mgcaixapreta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34657666&amp;postID=2240825254002613108&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2240825254002613108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34657666/posts/default/2240825254002613108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mgcaixapreta.blogspot.com/2010/05/vento-de-inverno.html' title='_vento de inverno'/><author><name>Mercedes Gameiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16416668573655000919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_tWERpwC0j5I/SCUblR23x5I/AAAAAAAAAEE/wysoPj39s9o/S220/profile.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/S-sactc6unI/AAAAAAAAAGs/1a0dBSFyiQA/s72-c/medusaNEW.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34657666.post-8662352252344422017</id><published>2010-05-10T00:06:00.007-03:00</published><updated>2010-05-12T17:50:25.974-03:00</updated><title type='text'>_não me deixa no inferno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/S-eBKdqx8NI/AAAAAAAAAGc/bma4TdoXIDY/s1600/cerebro-ressonancia.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 292px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tWERpwC0j5I/S-eBKdqx8NI/AAAAAAAAAGc/bma4TdoXIDY/s400/cerebro-ressonancia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469482289227493586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que acontece com o cérebro depois de um derrame? Não...eu sei das lesões. Eu sei das dificuldades todas. Mas com o pensamento? O que acontece?&lt;br /&gt;O que acontece é que ninguém sabe coisa nenhuma. A ciência engatinha e muda de idéia uma vez por mês. Antes nós, humanos, éramos o único animal racional, agora já sabemos que as baleias se organizam para pescar, muito mais do que um bando de homens famintos para coletar doações num caminhão da Cruz Vermelha. Também sabemos que algumas espécies de macacos entendem o que falamos - é, eu vi o Fantástico hoje - e os golfinhos têm uma língua com alguns vocábulos diferentes e a usam bem direitinho.&lt;br /&gt;Fato...não sabemos se aquela pessoa que não anda, não fala e não reaje tem um cérebro vazio, ou se ali, dentro do aparelho supostamente corrompido, suas memórias e pensamentos estão ou não intactos.&lt;br /&gt;Com esta dúvida na cabeça, acompanhe o meu pesadelo...&lt;br /&gt;Então eu saía de casa para fazer alguma coisa quando passei por uma senhora numa cadeira de rodas, sendo empurrada pela enfermeira. Se eu sair de casa todos os dias as nove da manhã e as duas da tarde, vou passar por ela, no mesmo lugar, fazendo seu passeio diário. Bom para ela. Mas aí minha pobre cabecinha atormentada entrou em pânico: digamos que fosse eu. Ou você. É vamos falar de você, porque eu tenho medo de falar essas coisas sobre mim. Vai que bate um  vento e....bom...&lt;br /&gt;Você é uma pessoa genial. Lê muito, é super informada, sabe tudo o que acontece no mundo todos os dias, tem um gosto musical respeitável, não é lá exatamente um intelectual mas também não tem muita paciência para a burrice generalizada que assola a mente humana. Tudo isso é meio que uma lenda, mas você não nega porque é vaidoso e lhe serve muito bem a cadeirinha de "elite intelectual". De qualquer forma, suas opiniões sobre as coisas, fatos, religiões, mídia e a vida em geral diferem e muito da opinião das massas, o que faz com que você seja um pouco mais intranzigente e viva meio isolado dos outros seis bilhões de humanos habitantes do planeta. Entendeu o quadro?&lt;br /&gt;Pois bem...aí você tem um derrame. Suas pernas agora não obedecem o comando do cérebro. Tudo bem...você não vai andar. Não é tão mal assim já que você já não era mesmo a fim de sair de casa. Mas aí seus braços ficaram meio burros. Isso já complica um pouco. Sua língua virou um músculo surdo que não atende a nenhum dos seus pedidos e tudo o que você diz são uns blablablas...você era mais eloquente aos cinco mêses.&lt;br /&gt;Tudo parou. Sua familia não tem esperanças de ver reações em você. Parece que você escuta, mas não responde...não se sabe bem.&lt;br /&gt;A vida de todo mundo continua: você agora mora com seu filho, sua nora é um amor mas trabalha fora, seus netos falam com você normalmente mas são ocupados...sobrou a enfermeira.&lt;br /&gt;Ótima essa enfermeira. Ela também é fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Cuida dos seus exercícios, sua higiene pessoal, sua alimentação....mas fala. É aí que começa o pesadelo. Presta atenção...&lt;br /&gt;A enfermeira fala...um amor ela...mas fala. Ela fala, mas fala sobre coisas que não interessam a você. Ela não só fala, como cantarola. E cantarola músicas que você odeia! Ela cantarola "Meteoro da Paixão". Ela gosta de Victor e Leo. Ela é fanzoca do Zezé di Camargo. Ela viu "Se eu Fosse Você", o um e o dois, três vezes, e ADORA o Tony Ramos. Ela liga a televisão as cinco e meia...coloca você para ver Malhação, depois a novela das seis, das sete, das nove, e na hora do jornal ela muda para o TV Fama. Ela acredita que o Zé Mayer é lindo. Ela jura que os gêmeos de Viver a Vida são gatíssimos. Ela lê livros de auto-ajuda em voz alta para você. Os filhos dela se chamam Jeferson, Anderson, e Geysilene.&lt;br /&gt;Hello? Você era ateu e não acreditava em inferno, agora o inferno acorda você
